sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NATUREZA E SOCIEDADE

PLANO DE AULA: NATUREZA E SOCIEDADE

Tema: De onde vem e para onde vai o lixo? 

Objetivo:
Apresentar a natureza com suas belezas, curiosidades e fragilidades. 
Mostrar lados negativos e positivos da ação do homem e valorizar a preservação; 
Contribui para a formação de uma consciência ecológica infantil; 
Produzir textos com auxilio da professora;
Reconhecer e relacionar as formas geométricas aos formados de embalagens e objetos; 
Despertar a criatividade incentivando a expressão por meio de diferentes linguagens e materiais; 
Perseverar na busca de resolução de situações problemas; 
Confeccionar uma composição tridimensional

Conteúdo:
Linguagem oral e escrita;
Produção Textual;
O lixo; 
Coleta seletiva; 
As formas geométricas; 
Composição tridimensional. 

Materiais necessários: Livro “Lalá a latinha de lixo”, papel sulfite, lápis pilot, televisão, cartolinas, revistas, jornais, cola, lápis grafite, lápis de cor, giz de cera, sucatas variadas, papel laminado, EVA, cola quente, etc. Metodologia da ação pedagógica: Estas atividades serão desenvolvidas em seqüência didática na sala de aula e em passeios aos arredores da escola.

1° momento: Em roda a professora iniciará a aula fazendo a apresentação do livro “Lalá a latinha de lixo”, neste instante às crianças serão motivadas a fazerem interferências sobre o enredo a partir da leitura de imagem da capa do livro, também serão instigadas a observarem as cores, ilustrações, etc. Após este momento a professora comentará sobre autora, editora, explicando pontos relevantes de forma clara e concisa, em seguida ela fará a leitura do livro.

2° momento: Após a leitura as crianças serão levadas a interpretar os acontecimentos do livro por meio da oralidade com indagações: Qual o assunto do livro? Quais as conseqüências do lixo produzido por todos nós? De onde vem o lixo? Para onde ele vai? Neste momento a professora registra as respostas em cartaz. 

3º momento: Em seguida, a professora exibirá um pequeno vídeo sobre a produção de lixo e o seu destino. Logo após a professora proporá o confronto entre os conhecimentos prévios das crianças em cartaz com os conhecimentos adquiridos pelo vídeo, com indagações do tipo: As nossas respostas têm relação com os conhecimentos exposto no vídeo?

4º momento: Depois de toda essa discussão, a professora formará grupos e pedirá que eles confeccionem cartazes com ambientes poluídos (com lixo) e ambientes saudáveis (limpos). Ao término as crianças serão estimuladas a compararem esses ambientes. A professora auxiliará este processo perguntando: O que está acontecendo nesta cena? Este é um ambiente que contribui para uma vida saudável? O que levou este ambiente a ficar assim? De onde veio esse lixo? O que fazer para restaurá-lo?

5° momento: Depois de todas essas reflexões feitas sobre os impactos do lixo nos ambientes e suas conseqüências para o planeta, bem como para a saúde. As crianças serão convidadas para um passeio nas redondezas da escola, a fim de terem um contato com o mundo real, neste caso sua comunidade, eles serão estimulados a observarem o problema pelas ruas de seu bairro. Na volta a as crianças registrarão suas observações e analises através de escritos ou desenhos.

6° momento: Ainda no foco da investigação da produção e destino do lixo, as crianças serão levadas a observarem um ambiente ainda mais próximo: a sua escola. As crianças observarão o pátio antes e depois do recreio. Esta análise do ambiente pátio será mais aprofundada sugerindo um trabalho dos valores e atitudes de prevenção do meio. Porque o pátio está tão diferente do inicio da aula? (antes do recreio). Quem fez isto? Onde deveria ser depositado este lixo? E por que não foram depositados nas lixeiras? Estas indagações têm o objetivo de despertar o espírito critico e a consciência sobre nossos atos e atitudes sobre o ambiente.

7° momento: A professora solicitará o recolhimento do lixo e sua separação em plástico, papel, metal e orgânico, a fim de incorporar conceitos da coleta seletiva e como ela beneficia o ambiente, além de possibilitar a reciclagem de alguns materiais. A professora indagará: O que podemos fazer com este lixo? Será que dá para aproveitar alguns materiais que estão no meio desse lixo? Diante das respostas a professora proporá a confecção de brinquedos com alguns materiais, neste momento a professora aproveitará para trabalhar noções de matemática com atributos de alguns objetos: rolam, não rolam, tem pontas, é tridimensional, formato, etc.

8° momento: Em roda de conversa a professora retornará a leitura do livro “Lalá a latinha de lixo” agora o objetivo é mobilizar as crianças para soluções para o problema, bem como uma ligação direta com as soluções apresentadas para a situação descrita no livro. Depois as crianças listarão as soluções apresentadas por cada grupo. Serão debatidas as soluções e escolhida a melhor forma da sala ajudar o meio ambiente.

9° momento: Como produto das investigações, reflexões e socializações em torno da produção, destino e seus impactos ao planeta, as crianças juntamente com a professora produzirão faixas sinalizadoras com objetivo de serem afixadas nas paredes da escola. Ainda dentro desta temática de resolução, as crianças juntamente com a professora confeccionarão lixeiras seletivas e farão uma pequena dramatização do livro aos demais colegas da escola e uma exposição dos brinquedos confeccionados com materiais recicláveis. Este fechamento busca inserir a consciência ecológica as demais crianças da escola e ampliar essa discussão as demais turmas.

Avaliação: Avaliação terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensa e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar as ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.

Bibliografia: Vivências Integradas com o Meio Ambiente, Mylene Lyra Pedroso, Silvia Maria de Campos Machado, Marcelo de Queiroz Telles, Mário Borges da Rocha, 144 pág., Ed. Sá.

RESENHA CRÍTICA


Olá, nesta página encontra-se uma resenha crítica sobre o artigo:
Reinventando Relações entre Seres Humanos e Natureza nos Espaços de Educação Infantil
Identificação da Obra:
Tiriba, Lea. Reinventando relações entre seres humanos e natureza nos espaços de educação infantil.

Apresentação da Obra e estrutura:
                         Diante da temática sustentabilidade sugerida pelas transformações das relações dos seres humanos com o ambiente. A sociedade vigente do século XXI requer um novo paradigma pedagógico de ensino das Ciências Naturais e Sociais, desenvolvidas pelos centros de Educação Infantil. Pois é enorme o descompasso entre o ensino fundamentado nos conceitos de superioridade da raça humana sobre o ambiente e a necessidade requerida pela sua prática no decorrer dos tempos, que se constitui na devastação do meio ambiente e no monopólio capitalista. Portanto é latente a carência da reflexão sobre o compromisso fundamental da Educação Infantil neste contexto, objetivando novas relações. O presente artigo está dividido em cinco tópicos relevantes voltados para a formação de pessoas íntegras, solidárias e comprometidas com a manutenção da vida no planeta, reflexão inata sobre a diversidade ambiental e as relações humanas com o ambiente.

Resumo:
                        A atual conjuntura se desencadeia em um processo de autodestruição, visto que são notórias as péssimas condições ambientais para a sobrevivência do gênero humano, bem como das outras espécies de vida. As relações ambientais se basearam ao longo dos anos no modelo de desenvolvimento que está voltado aos interesses capitalistas do mercado do que ao bem estar humano e ambiental. O pressuposto norteador desta concepção limita-se a uma visão cultural antropocêntrica, que restringe os produtos da intelectualidade humana e o ambiente no quais estão inseridos, ou seja, a separação do sujeito da natureza, trazendo por esta via grave conseqüências ao planeta e em como ofertar um ensino das Ciências Naturais e Sociais diante de um cenário controverso, restringindo o processo educacional infantil aos ambientes frutos das relações humanas e extinguindo ao máximo o contato das crianças com os elementos naturais de seu meio.
                         Portanto, tomando a perspectiva de sociedade sustentável, o ensino infantil deve propiciar o pensamento e a compreensão dos processos naturais e culturais e em como conservá-los. Partindo da premissa do imperativo pedagógico de formar pessoas que respeitam e desfrutam da natureza de forma consciente revela-se na junção de respeito à diversidade cultural e a biodiversidade na teia de interdependência entre as espécies, onde as crianças não sejam distanciadas do mundo natural, porque é inerente a infância a paixão pelo ar livre, privilegiadas por rotinas que não fragmentam o sentir e o pensar do corpo em movimento constante de aprendizagem como seres da natureza e da cultura.
                        A educação infantil como espaço de desenvolvimento de múltiplas dimensões, valoriza os processos criativos nas relações pessoais, sociais e ambientais. Onde o cuidar, a ação primordial possibilita a aprendizagem nos resgates culturais e suas relações com o corpo e as concepções de trabalho. Em um novo funcionamento escolar, abolindo as rotinas rígidas e ampliando os espaços de movimentos como atividades de prática ativa com o meio, tornando este espaço verdadeiramente investigador e de consciência ambiental.

Análise Crítica:
                        O crescimento e a convergência do potencial tecnológico dos últimos anos preponderaram uma visão turva do ensino das Ciências Naturais e Sociais nas instituições em geral. A questão ambiental está em alta por uma razão simples: necessidade de sobrevivência. Então quanto mais cedo o tema for abordado com as crianças, maiores as chances de formar uma consciência pela preservação. A transposição da mentalidade ainda em vigor é fundamental para o debate das práticas pedagógicas nesta área (nas creches e pré-escolas), pois são derivados destas ações que serão incutidos no desenvolvimento infantil valores e atitudes que possibilitaram uma ponte para aquisições futuras de preservação ambiental. Portanto rever esta concepção é essencial, visto que para a conscientização e formação de cidadãos comprometidos com o meio ambiente é importante ponderar a sustentabilidade de nossas práticas cotidianas desde o primórdio educativo. A urgência de uma nova abordagem metodológica das Ciências Naturais e Sociais fundamenta-se no aspecto das crianças adquirirem e desenvolverem noções sobre o conceito da natureza e sociedade na medida em que interage como meio. Considerando este enfoque, busca-se uma postura reflexiva na utilização da educação como instrumento de preservação e transformação da sociedade para compreender as complexidades dos sistemas naturais e sociais. Então não é mais admissível um trabalho pedagógico subsidiado em métodos que separam as crianças do seu ambiente, pois elas necessitam percebessem como parte integrante do mesmo.
                         A fim de transformar essas relações e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais. A educação ambiental sob este foco deve ser trabalhada como prática aprendida no dia-a-dia nas instituições escolares seja nos gestos de solidariedade, higiene pessoal ou dos diversos ambientes. Por isso, a educação para uma vida sustentável deve começar já na creche e na pré-escola. O objetivo definido pelo Referencial Curricular Nacional é observar e explorar o meio ambiente com curiosidade, percebendo-se como ser integrante, dependente, transformador e, acima de tudo, que tem atitudes de conservação. O RCNEI destaca ainda que as crianças desde pequenas interagem com o meio natural e social onde vivem, são curiosas e se interessam por pequenos animais, bichinhos nos jardins, tempestade, heróis, noticia, lugares e o mundo. Diante deste fator a atividade de investigação é primordial, pois, ela abre uma gama de possibilidades de ativação na construção do conhecimento, por meio do que se pode fazer para redirecionar e medir os efeitos das ações humanas sobre o meio. Neste sentido, a curiosidade é poderosa ferramenta de estimulação e constitui-se em artifício para a transformação dos conhecimentos prévios em científicos. Então as crianças devem, desde pequenas, ser instigadas a observar fenômenos, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados para experimentos, conhecer diferentes contextos históricos e sociais, tentar localizá-los no espaço e no tempo.
                        O trabalho deste eixo reúne uma diversidade de temas na intenção de um trabalho integrado, ou seja, contextualizado e significativo para as crianças, ampliando progressivamente as experiências infantis. As abordagens e os enfoques advindos desta nova postura estão associados diretamente as vivências e os objetos concretos da realidade conhecida, observada e sentida pelas crianças. O campo perceptivo visual permite as crianças construírem suas identidades e atribuir significados aos fenômenos naturais por intermédio das explorações de propriedades e funções de elementos naturais, esquematizando o conhecimento através de interpretações dos procedimentos e coletas de dados. Muitas outras referências podem orientar a organização e as práticas educacionais das creches, pré-escolas e escolas. Sejam quais for, o importante é que privilegiem os espaços de convívio, favoreçam as relações com a natureza e incentivem as trocas humanas através da narrativa, da expressão corporal, da brincadeira, da produção artística, enfim, das muitas linguagens que, que nesta faixa, predominam sobre a verbal. Postular este novo ensino nas creches e pré-escolas é romper com um paradigma antiquado de antropocentrismo e aderir com muita paixão e imaginação novos aportes no ensinar Ciências Naturais e Sociais por meio de passeios ao redor da escola, da vizinhança, ida ao zoológico, cultivo e cuidado de hortas e pequenos animais.

Recomendação da Obra e Identificação do autor:
                        Em plano de discussão este artigo serve de reflexão para o ensino das ciências naturais e sociais dentro do campo escolar com um todo, sendo por sua relevância instrumento útil aos professores que estimam ofertar boas experiências articulada de forma integrada nos conceitos e procedimentos pedagógicos sustentáveis. A autora deste artigo é graduada em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Educação pela Fundação Getúlio Vargas e doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. É Professora do Departamento de Educação e do Curso de Especialização de Educação Infantil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, além de coordenadora do Setor de Educação Ambiental do NIMA (Núcleo interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC - Rio).
                         É animadora da "rede humanidade criança", que articula educadores-escritores dedicados à socialização de experiências educacionais sustentáveis, isto é, comprometidas com a qualificação da vida no plano das ecologias pessoal, social e ambiental. É membro do Movimento Interfóruns de Educação infantil (MIEIB) e atua como consultora e assessora de redes públicas e conveniadas de Educação Infantil, órgãos da administração pública e organizações não governamentais voltados para a educação das crianças de 0 até 6 anos. Atua especialmente nos seguintes campos: educação infantil, formação de professores, formulação de políticas públicas, meio ambiente e educação popular, seu histórico emerge sua grande propriedade no assunto abordado.

Assinatura e identificação do Autor da Resenha:
Karla Wanessa Henrique Silva. Acadêmica do Curso de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Roteiro para o Berçario e Maternal I e II

ROTEIRO DE AULA

Objetivo: Expressar desejos e necessidades nas brincadeiras e atividades cotidiana, respeitando regras simples de convívio social.
                  Deslocar-se no ambientes com destreza ao andar e correr, bem como manipular diferentes materias sentido sua textura, amassando, juntando e separando.

PERÍODO DA MANHÃ
• Chegada
• Café/ Escovar os dentes
• Roda de conversa
• Hora do conto: Chapeuzinho Vermelho
• Dramatização de cenas do conto • Lanche/ Escovar os dentes
• Recreio Dirigido: Movimento e Equilíbrio_ equilibra-se num pé só, correr alternando os membros superiores e inferiores, andar em cima de linha, etc.
• Banho

PERÍODO DA TARDE
• Almoço / Escovar dos dentes
• Dormir
• Momento da exploração/criação: atividade com argila, massa de modelar
• Lanche/ Escovar os dentes
• Recreio Dirigido: Brincadeira de esconde-esconde, Músicas de roda.
• Banho
• Jantar/ Escovar os dentes
• Despedida

sábado, 17 de outubro de 2009

PLANOS DE AULA SITUAÇÕES PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PLANO DE AULA I  Problemas na Educação Infantil 

TITULO DA ATIVIDADE: Situação problema com textos.

FAIXA ETÁRIA: 5 anos

OBJETIVOS: Perseverar na busca de resolução de situações problemas; Trabalhar cooperativamente, respeitando o outro; Comparar resultados de resolução de situações problemas.

CONTEÚDOS: Resolução de diferentes tipos de situações problemas envolvendo contextos numéricos e não numéricos em situações da realidade, jogos, materiais manipuláveis e textos; Comunicação de quantidades, utilizando linguagem oral, pictórica, textual ou notação numérica.

MATERIAIS NECESSÁRIOS: Sulfite com o problema para todas as crianças, cartolina, pincel pilot, grafite, lápis de cor

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1°momento: De início, em uma roda de conversa, a professora apresentará o problema às crianças por meio de leitura, depois efetuará uma segunda leitura agora mais lenta para as crianças perceberem significados e elementos do problema, e logo depois, fará alguns questionamentos orais: Quem pode me contar o problema novamente? Neste momento deixar que as crianças verbalizem seu entendimento do problema. Há palavras novas ou desconhecidas? Para facilitar a compreensão, a professora poderá lista no quadro as palavras desconhecidas com seus respectivos significados. Do que se trata o problema? Qual é a pergunta? Estes questionamentos estimularão a reflexão da situação problema.

2° momento: Ainda, para melhor compreensão do problema, a professora pode pedir que os alunos circulem a palavra que inicia, ou terminem com determinada letra, bem como as que têm o mesmo som. E após isso as crianças serão divididas em equipes, isso possibilita uma nova proposta de resolução de problemas, quantas equipes de 5 componentes se pode forma com 25 crianças? Após explorar bem este pressuposto com proposição de questionamento como: Quantos grupos foram formados? Todos os grupos têm a mesma quantidade de componentes? Etc. Depois solicitar às crianças que monte o problema em forma de quebra cabeça.

3° momento: Quando todos os grupos terminarem de montar os problemas, as crianças serão motivadas a apresentarem as soluções por meio de desenhos ou notações numéricas. Ao término os grupos apresentarão em roda as suas resoluções, e serão comparados os resultados e as estratégias de cada grupo.

AVALIAÇÃO: Avaliação terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensa e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar nas ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.

PLANO DE AULA II

TITULO DA ATIVIDADE: Invenção de histórias problemáticas.

FAIXA ETÁRIA: 5 a 6 anos

OBJETIVOS: Perseverar na busca de resolução de situações problemas; Trabalhar cooperativamente, respeitando o outro; Comparar resultados de resolução de situações problemas.

CONTEÚDOS: Resolução de diferentes tipos de situações problemas envolvendo contextos numéricos e não numéricos em situações da realidade, jogos, materiais manipuláveis e textos; Comunicação de quantidades, utilizando linguagem oral, pictórica, textual ou notação numérica.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Papel 40, pincel pilot, recortes de revistas, sulfite, lápis de cor, grafite, durex, etc.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:
1°momento: Neste primeiro momento a professora apresentará um cartaz com uma situação ilustrada, os alunos farão a leitura da cena, comentado o que está acontecendo, levantando hipóteses, em seguida os alunos deverão criar uma historia problemática com base na situação apresentada. A professora neste momento será o escriba.

2° momento: Após a produção da problemática, as crianças serão solicitadas a dramatizarem a situação, esta atividade visa à melhor compreensão da situação problema por parte das crianças. Em seguida elas apresentarão a resolução do problema através de registro individual, podendo ser textual, pictórico ou notação numérica.

3° momento: Por fim serão socializadas as soluções por meio de exposição de suas resoluções em um grande painel, neste momento cada criança explicará seu resultado e sua estratégia.

AVALIAÇÃO: Avaliação terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensa e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar nas ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.

REFERÊNCIAS Smole, Kátia Stocco; Diniz, Maria Ignez; Candido, Patrícia. Resolução de Problemas: matemática de 0 a 6. Montagnini, Rosely Cardoso. Ensino das artes e música: pedagogia/ Rosely Cardoso Montagnini, Laura Célia Cabral Cava, Klésia Garcia Andrade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

Resolução de Problemas: matemática de 0 a 6.



Olá, esta postagem é um resumo do livro Resolução de Problemas: a matemática de 0 a 6.

O objetivo do livro é a reflexão das questões referente às possibilidades do ensino da resolução de situações problema, subsidiadas nas questões: Quais os tipos de experiências com a resolução de problema as crianças deveriam ter? O que é resolver um problema? Mesmo antes de serem leitoras as crianças são capazes de resolver problemas? As autoras do livro encetam atribuindo o ensino da matemática como suporte de progresso das potencialidades da inteligência e cognição, e neste contexto os problemas assume um caráter interrogador e explorativo. Portanto no bojo deste contexto de problematização na Educação Infantil está o acréscimo dos contornos do pensamento e da inteligência, do que nos conceitos aritméticos, ou seja, os conteúdos são concebidos de forma mais abrangente vão além de conceitos e fatos específicos de matemática. A lacuna da problematização na vida escolar de crianças não alfabetizadas tem implicações em longo prazo, nas séries posteriores, traduzindo uma construção errônea do que é problema em matemática.  Observa-se que diante de uma situação problema as crianças não compreendem todas as informações e literalidade no problema e concluem que não dispõem de arquétipo para resolução. Porém quando se alarga a concepção de problema para situação- problema e os objetivos da matemática na Educação Infantil sucumbem sentenças de que para resolver problemas é necessário, que as crianças sejam leitoras isso porque, não ter domínio leitor ou escritor não é unívoco de inabilidade de compreensão e pensamento. Consoante também é refutado, que há carência de cotação numérica, porquanto se podem problematizar situações não numéricas, e por último, necessitam-se ter ciência sobre operações e sinais matemáticos, visto que a aritmética não procede do processamento técnico e sim da envergadura de ponderar logicamente. Reavaliar estas visões é favorecer a abordagem de situações problemas, onde as crianças são cativadas no fazer matemática, tornando-se hábeis na formulação e resolução de questões pelas possibilidades de questionar, levantar hipóteses, relacionar e aplicar conceitos matemáticos. Segundo as autoras o planejamento diligente das atividades, bem como a orientação dos questionamentos, admite a comparação entre resultados produzidos e os objetivos. Isso implica em adequação ou reorientação da prática, sobretudo incita a busca em novos horizontes. Assim as crianças avaliam os resultados de suas ações. A função da Educação Infantil neste cenário é compartilhar idéias, fazer colocações, investigar relações e adquirir confiança, em suma é um momento para cultivar conhecimento, procedimentos e atitudes frente à matemática, dando por esta via sentido a conceitos, as habilidades, as relações que são essenciais no currículo. O planejamento do trabalho com resolução de problema parte da problematização oral de conjunturas adjacentes as crianças. Este trabalho deve envolver números, contagem, noções de operações e situações não numéricas, revelando que a problematização não se restringe a situações convencionais, mas abre um leque para o uso de diversas linguagens como: oral, gestual, pictórica e textual. Diante disso a disposição da sala estará sujeita ao objetivo da atividade sendo: pequenos grupos, duplas ou individual. Para as crianças não leitoras, a professora fará uma leitura livre sem ressaltar palavras chaves, pois muitos não examinam o que lêem e se sustenta nestas palavras chaves, levando a dificuldades e erros posteriores, contudo a leitura dever fornecer elementos para a busca da solução. Surgindo empecilhos de apreensão a professora pode recorrer à lista de termos desconhecidos com respectivos significados, dramatizar a situação ou optar por uma leitura mais lenta.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PLANEJAMENTO DE AULA MATEMÁTICA: SITUAÇÕES PROBLEMAS



PLANO DE AULA I

TITULO DA ATIVIDADE: Caixa supresa

FAIXA ETÁRIA: 4 anos

OBJETIVOS: Empenha-se na busca por resolução de situações problemas;
                      Compartilhar resultados para comparação.

CONTEÚDOS: Resolução de diferentes tipos de situações problemas envolvendo situações não numéricas e numéricas.
                
MATERIAIS NECESSÁRIOS: caixa de sapatos, brinquedos variados, tampinhas, grãos, palitos, cartolina, grafite, lápis de cor, etc.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1°momento: Uma criança sorteada esconderá um objeto dentro da caixa e as demais tentarão descobrir, fazendo perguntas, tipo: É de comer? É de plástico? Serve para brincar? Etc. As respostas serão sim ou não, com base nas respostas as crianças tentarão nomear o objeto.

2° momento:  Após esse pequeno desafio, a professora proporá uma problema com materiais manipuláveis para resolução. 
Ex. Mariana tem 12 lápis para distribuir em 3 estojos. Quantos lápis deverá ficar em cada estojo? Cada criança receberá as doze tampinhas e irão simular a situação enfrentada por Mariana, neste momento a professora observará o processo de resolução de cada criança e questionar os procedimentos, as formações dos grupos, a quantidade de elementos de cada grupo formado, e indagará se existe outras possibilidades de formação de grupos com a quantidade de lápis. Ex.: E se Mariana resolvesse distribuir os lápis em apenas dois estojos? E em quatro? Etc.


AVALIAÇÃO: A avaliação será diagnóstica e continua, obervando a participação e os registros utilizados pelas crianças para demostrarem seu pensamento.


PLANO DE AULA II

TITULO DA ATIVIDADE: Problemas com materiais manipulavés.

FAIXA ETÁRIA: 5 anos

OBJETIVOS: Empenha-se na resolução de situações problemas com ingócnita em diferentes posições: iniciall e final.

CONTEÚDOS: : Resolução de diferentes tipos de situações problemas envolvendo situações não numéricas e numéricas.
                
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Caixa de papelão com tampa, tampinhas, bolinhas de gude ou outros objetos.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1°momento: No começo da aula uma das crianças deve colocar 8 tampinhas na caixa e outra criança deverá colocar 7 tampinhas. Em seguida a professora questionará a turma: Quantas tampinhas tem lá dentro? A resolução será individual com registro (escrito numérico ou pictórico) no caderno. Depois a professora questionar sobre os procedimentos de resolução e então uma criança confirmará a quantidade de tanpinhas que tem dentro da caixa.

2° momento: Continuando a atividade agora com outros valores e com mudança de posição da incógnita do enunciado. Uma criança colocará agora 5 tampinhas dentro da caixa, depois ele colocará um punhado de quantidade aleatória, então outra criança contará a quantidade final obtida. E a professora apresentará o seguinte problema: Eu tinha 5 tampinhas na caixa. Coloquei algumas e agora tenho 12. Quantas eu coloquei? As crianças terão tempo para a resolução com registro de sua preferência, ao fim de todas as proposta de resolução serão discutidos os procedimentos.

AVALIAÇÃO: Avaliação será diagnóstica e continua, obervando a participação e os registros utilizados pelas crianças para demostrarem seu pensamento.










quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A MÚSICA E SEU CONTEXTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


                          A MÚSICA E SEU CONTEXTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A música está evidente em todos os instantes do dia, ou seja, vive-se em um mundo visual e sonoro, e este contexto não se reduz ao momento atual, sabe-se que o filosofo Platão já impulsionava que seus guerreiros fossem instruídos com música e na Bíblia temos o exemplo dos salmos de Davi que foi um músico, utilizou a música para profetizar. Hoje a música compreendida como uma das linguagens da Arte tem seu ensino na educação infantil como fator fundamental para elucidar o desenvolvimento integral da criança por meio da musicalização, sendo assim a música deve está na escola como mais um componente formador do sujeito, que desenvolve uma vivência de conhecimento musical através da apreensão de instrumentos perceptiveis, pois é na interação que se estabelece a construção do repertório musical, permitindo a comunicação por meio dos sons.
A musicalidade se manifesta dentro e fora da escola, por isso, a importância de proporcionar a esse processo um toque distinto por meio de atividades lúdicas como as canções, jogos, pequenas danças, exercícios de movimentos, que ocorram de forma integrada com apreciação musical. O trabalho educativo com música não pode limita-se a cantar na entrada ou saida, se restringindo a artificio de ordem e acalmador das crianças, mas como constata Paulo Roberto Suzuki, professor e educador na área de computação e criatividade, músico, estudante e pesquisador na área de musicoterapia e da neurociência nos últimos 10 anos, “A música atua nos dois hemisférios do cérebro. O lado esquerdo que é mais lógico e seqüencial e o direito que é holístico, intuitivo, criativo. No processo musical os dois lados são trabalhados”. Isso revela que o ensino da música proporciona a assimilação de conteúdos articulando esses dois campos, o que torna a criança com capacidade plena de desenvolvimento, sendo o conhecimento absorvido mais rapidamente. Baseando-se neste pressuposto o ensino da música favorece a condição da criança com relação à criatividade. “Com a música ele fica mais criativo, sabe improvisar, ter mais naturalidade a lidar com os conteúdos e isso acaba favorecendo, de forma genérica, o aprendizado”, afirma Suzuki.
Além disto, ajudará muito na perspectiva da socialização, por isso a música deve ser explorada em sua totalidade, com atividades que despertem o seu gosto, pois o mesmo contribui com um variado suporte de abordagem, como por exemplo: jogos de movimento, a escuta ativa, que habilita a criança distinguir e classificar os sons que podem ser naturais e culturais. Quando se adere a esta abordagem visa suprir a defasagem entre o trabalho da música e das demais áreas do conhecimento por meio de procedimentos repensados, que incuti o papel da música na sociedade moderna, portanto abri-se uma gama de possibilidades para um trabalho ativo, prazeroso e construtivo dos parametros do som: altura, duração, intensidade e timbre. Nesse aspecto outro evento de suma relevância é a construção de instrumentos musicais não convencionais, produzidos com sucatas, que enriquece a composição musical das crianças.
De acordo com Del Bem, Hentschke a educação musical não visa formar musicos e sim auxiliar o processo de apropriação, transmissão e criação de práticas musicais e culturais. Sendo assim a música contribui para a formação global, incluindo enfoques como a sensibilidade, motricidade, raciocínio, transmissão e resgate de elementos culturais. E é neste conjunto que a propriedade da música é encontrada, pois as vivências infantis remota a música relacionando-as com atividades corporais que integram um conjunto de conhecimento, seja na mobilização dos jogos e brincadeiras, onde há prazer, ou seja, na construção do imaginário onde se funde a realidade e fantasia, para a concepção social de homem e mundo.
As emoções e sentimentos da linguagem musical é visualizados no relato pessoal, bem como nas entrevistas, onde este conhecimento abstrato por meio da música estimula o pensamento, a ordenação do espaço e tempo, refletindo os conteúdos históricos, sociais e políticos do mundo que a criança desvenda por meio da voz, da audição, dos movimentos nas brincadeiras, que concede suporte dinâmico as construções cognitivas que o trabalho com a música gera. Ao anasilar as entrevistas percebe-se que todas elucida elemento chaves da música aliada ao ensino escolar, sendo assim têm-se na música um excelente caminho para ajudar o professor na rotina prazerosa e gratificante de preparar as crianças para ingressarem com alegria e segurança no maravilhoso mundo do conhecimento.
Sem mencionar que na atual sociedade os meios tecnológicos tem roubado da infância esse contato com o folclore tradicional, a fantasia e neste sentido o professor realmente tem que arquitetar meios de prender a atenção e despertar a curiosidade das crianças para estes fins. No bojo deste texto verifica-se que o ensino da música para crianças de 0 a 5 anos, é um campo riquíssimo quando se entrelaça objetivos conceituais, procedimentais e atitudinais que visem o desenvolvimento integral das crianças, porém ainda é um segmento que necessita de mais investimentos por parte dos órgãos competentes, da escola e dos professores, tendo em vista seu potencial na construção do conhecimento em todos os aspectos por ele enraizado na formação de um sejeito culturalmente acrescido de experiências diversas do meio social.