domingo, 29 de novembro de 2009

FUNDAMENTOS PARA O TRABALHO COM TEXTOS



                         A relação entre criança e o texto se intensifica ao longo de sua trajetória escolar e acentua-se durante a vida, na origem do texto literário, este esteve ligado ao papel social de ajudar a compreender a realidade, dando forma lingüística a sensações, sentimentos e idéias. Os pressupostos das concepções relacionadas à Linguagem Oral e Escrita, constituem o ponto de partida de uma abordagem prática que vise à reflexão, tendo como centro a interação, baseados na fala de Vygotsky que a linguagem estrutura o pensamento como também a emoção é um chamamento para a ação. (VYGOTSKY, 1991).
                         A Educação Infantil embasada nos estudos da psicogênese da Linguagem Escrita postulados nos trabalho de Emilia Ferreira e Ana Teberosky ampliam o processo de ensinar. Agora não mais subsidiado por habilidades de codificação e decodificação, porém em discurso do letramento, que chama atenção para o uso social da leitura e da escrita. Nesta perspectiva o ambiente da Educação Infantil torna-se o campo onde as crianças desenvolverão e ampliarão sua autonomia, estruturada fundamentalmente no resgate da dimensão da aprendizagem significativa e da interação, pautada no aspecto social. Diante deste fator é necessário apontar caminhos lúdicos, da brincadeira, da troca e da reflexão de modo a dá sentido ao ato de ler, neste caso de Educação Infantil, ouvir histórias.
                        No processo educacional infantil o texto literário entra no ambiente escolar com finalidades interdisciplinares de recuperar a diversidade de mecanismos pedagógicos para se abordar temas de maneira contextualizada. A literatura, a este ver abre-se para a interpretação, a problematização, a fim de possibilitar a compreensão das entrelinhas e daquilo que pode ser associado às experiências vivenciadas no contexto social.
                        Na busca de tornar o ensino eficaz e atraente, o planejamento escolar infantil deve valorizar as rodas de leituras, jogos, brincadeiras e as situações problemas, como estratégias de construção do conhecimento. Assim as rodas de leituras e conversas, se constituem meios fundamentais pelos quais as crianças percebem que o ato de ler requer um comportamento ativo de produção de significados, pois a atividade de ouvir histórias permite que as crianças ampliem seu vocabulário.
                           É notória a espetacular capacidade das crianças contarem histórias, isso gerará futuramente o aprimoramento na produção escrita. Assim entende-se que a ação pedagógica adequada e produtiva é aquela que contempla de maneira articulada e simultânea o letramento e as demais áreas do conhecimento. Nessas condições é surpreendente presenciar as crianças levantarem hipóteses inusitadas sobre as atividades orais que fornecem a iniciação da escrita. A leitura freqüente de histórias de boa qualidade é beneficiaria de temas significantes ao trabalho do desenvolvimento do espírito crítico. Solé (1998) mencionar alguns aspectos importantíssimos no trabalho com histórias.

[...] Se ler é um processo de interação entre um leitor e um texto, antes da leitura (antes de saberem ler e antes de começarem a fazê-lo quando já sabem) podemos ensinar estratégias aos alunos para que essa interação seja mais proveitosa possível. (p. 114).

                           Neste sentido motivar as crianças é objetivo para ativar a conexão dos conhecimentos prévios com o texto lido, que estão sendo trabalhados. Graças a essas manifestações, a criança irá, pouco a pouco, ampliando as relações sociais e a construção de estruturas da inteligência, de forma cada vez mais elaborada, para compreender a realidade que a cerca. As histórias infantis contribuem para que a criança compreenda o que se passa à sua volta, permitindo, assim, a construção do real.
                           O texto literário, especificamente os contos como obra de artifício didático, exerce grande influência no desenvolvimento da criança, pois trata da dos impactos sociais e sentimentos inerentes ao ser humano, como também possibilita a compreensão do mundo. Ouvindo e lendo histórias, crianças podem trazer a tona reações que exprimem suas veemências reveladas ou inconscientes.               
                     Sabe-se como é importante para a gênese de qualquer criança ouvir histórias, durante os primeiros anos de vida da criança, pois as mesmas como revela os estudos de Piaget serão bases o desenvolvimento da fase do jogo simbólico, neste sentido as crianças arquiteta posturas peculiares de ser e de estabelecer relações com o mundo e com as pessoas. Elas vão construindo suas matrizes de relações a partir de sua interação com o meio. Então ouvir histórias neste aspecto é o início da aprendizagem para se descobrir, tendo um caminho absolutamente infinito de descobertas e de compreensão do mundo. É ser participante desse momento de brincadeira e aprendizado. Isso fica evidente no discurso de Bettelheim:
"Enquanto diverte a criança, o conto de fadas a esclarece sobre si mesma, e favorece o desenvolvimento de sua personalidade. Oferece significado em tantos níveis diferentes, e enriquece a existência da criança de tantos modos que nenhum livro pode fazer justiça à multidão e diversidade de contribuições que esses contos dão à vida da criança". (BETTELHEIM, 2004, p-20).
                           De acordo com Piaget, as crianças contraem valores morais não só por internalizá-los ou observá-los de fora, mas por construí-los interiormente através da interação com o meio ambiente. Nesta fase, ouvir histórias (principalmente os contos), entre outras atividades, é possibilidade real de desenvolvimento e aprendizagem. Vygotsky também contribui com seus estudos do brincar, afirmando que ele irá permitir que a criança aprenda a elaborar e resolver situações conflitantes que vivência ou vivenciará no seu cotidiano. Para isso a criança usará suas capacidades básicas como a observação, imitação e imaginação, todas instigadas pelos contos.
                            Portanto, o trabalho com contos em sala de aula na Educação Infantil sugerem soluções simples, já que se referem aos problemas interiores e sociais, promovem o desenvolvimento de recursos internos e criação de soluções para tais dificuldades a serem enfrentadas no decorrer do seu crescimento, pautado nas relações sociais. Bettelheim assinala que as crianças, através da utilização dos contos, aprendem sobre problemas interiores dos seres humanos e sobre suas soluções e também é através deles que a herança cultural é comunicada às crianças, tendo uma grande contribuição para sua educação moral, Lajolo segue neste pensamento, respaldado no desenho:
“Se a literatura infantil se destina a crianças e se acredita na qualidade dos desenhos como elemento a mais para reforçar a história e a atração que o livro pode exercer sobre os pequenos leitores, fica patente a importância da obra infantil. É o caso, por exemplo, da ilustração”.  (LAJOLO, 1991: 13)
                            Dentro neste dos aspectos dos contos, é interessante mencionar as considerações de Vygotsky quando discute o a função do brinquedo referindo-se especificamente à brincadeira do faz de conta, conectada em alto valor pelos contos. Menciono Vygotsky, porque o faz de conta, presente nos contos se constitui também um jogo lúdico, e faz parte do brincar. No início suas repetições imaginárias poderão ser simples, porém com o passar do tempo e com o desenvolvimento de atividades programadas, o faz de conta da criança fica mais elaborado, abrindo espaço a uma gama de aquisições cognitivas. Contudo, esta elaboração no faz de conta necessita de conhecimentos prévios do mundo que a cerca, portanto, quanto mais ricas forem suas experiências, mais informações a criança irá dispor para materializar em seus jogos lúdicos.
                            No faz de conta, a criança passa a conduzir seu procedimento pelo mundo imaginário, ou seja, o pensamento não esta relacionado aos objetos, encontra-se distinto deste, portanto a ação surge das idéias, instituído via brincadeira, possibilitando assim, o que Vygotsky denomina de Zona de Desenvolvimento Proximal. Desde ponto de vista, o jogo do faz de conta pode ser ponderado como um meio para a desenvoltura do pensamento abstrato, em que a imaginação é uma ação, sendo ela concreta ou não, mas acima de tudo é algo em permanente amadurecimento.

“A imaginação da criança, estimulada a inventar palavras, aplicará seus instrumentos sobre os traços da experiência que provocarão sua intervenção criativa”. Valotto (1997:19),

                             O contato com as histórias possibilitam a crianças ampliarem o seu horizonte cultural, promovendo seu enriquecimento lingüístico e literário.
                           Portanto, a Literatura Infantil é importante sob vários aspectos biopsicossociais. Quanto ao desenvolvimento cognitivo, proporciona às crianças meios para desenvolver habilidades que agem como facilitadores dos processos de aprendizagem. Estas habilidades podem ser observadas no aumento do vocabulário, nas referências textuais, na interpretação de textos, na ampliação do repertório lingüístico, na reflexão, na criticidade e na criatividade, na capacidade de resolver situações problemáticas. Estas habilidades propiciariam no momento de novas leituras a possibilidade do leitor fazer inferências e novas releituras, agindo, assim, como facilitadores do processo de ensino-aprendizagem não só da língua, mas também das outras disciplinas, abarcando assim a interdisciplinaridade.
REFERÊNCIAS
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 15. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.
Andrade, Fabio Goulart de. Ensino da natureza e sociedade: pedagogia/Fabio Goulart de Andrade, Okçana Battini, Andréia de Freitas Zômpero. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
Montagnini, Rosely Cardoso. Ensino das artes e música: pedagogia/ Rosely Cardoso Montagnini, Laura Célia Cabral Cava, Klésia Garcia Andrade. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.


SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM O CONTO DA CHAPEUZINHO VERMELHO




TEMA: BRINCANDO COM A CHAPEUZINHO VERMELHO

FAIXA ETÁRIA: 4 anos

OBJETIVOS: Explorar diferentes situações que favoreça o letramento;
                         Perceber a função da escrita para identificar pessoas, objetos e a si mesmo;
                      Ampliar o nível de desenvolvimento lingüístico;
                       Estabelecer relação entre símbolos numéricos e suas respectivas quantidades;
                       Desenvolver o raciocínio lógico-matemático, ampliando a capacidade de levantar hipóteses e definições de solução;
                       Desenvolver a capacidade de representar as coisas do mundo dentro de uma estrutura lógica de espaço.

CONTEÚDOS: Situação-problema;
                          Praticas de leitura;
                          Percepção visual;

MATERIAIS NECESSÁRIOS: Livro com o conto da Chapeuzinho Vermelho, Papel 40, fita adesiva, sulfite, giz de cera, etc.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1°momento: Quando as crianças chegarem, a professora iniciará a aula com Bom Dia e fará uma oração com todos de pé, em seguida entoará juntamente com as crianças algumas canções conhecidas, fazendo movimentos corporais e gestuais. Após neste momento de entrosamento a professora organizará uma roda de leitura, do conto da Chapeuzinho Vermelho.

2° momento: Em seguida a professora instigará as crianças em uma interpretação oral do conto: Qual é a personagem do texto? Qual o lugar que sua mãe a mandou ir? Ela seguiu as orientações da mamãe? Quem apareceu no caminho? O que na verdade o lobo queria? Etc.

3° momento: Após toda essa análise do conto a professora proporá às crianças a pintura do conto em quadrinhos para posterior colagem seguindo a seqüência dos acontecimentos do conto. Durante esta atividade a professora observará à execução da mesma ofertando suporte as crianças, bem como intervindo quando necessário com questionamento: Olha o que aconteceu depois que a Chapeuzinho saiu de casa? Ela chegou logo na casa da vovó ou aconteceu algo no caminho? Etc.

4° momento: A fim de trabalhar a percepção visual das crianças a professora lançará a turma o desafio do jogo dos sete erros com uma cena do conto da Chapeuzinho Vermelho. No decorrer da execução desta atividade a professora deverá atender as crianças com dúvidas e analisar as estratégias das crianças na diferenciação dos detalhes.

5° momento: Logo em seguida a professora passará a uma atividade de identificação dos nomes dos personagens do conto em cartaz, as crianças serão estimuladas a ligarem no cartaz com o giz de cera os nomes dos personagens e a contar a quantidade de letras que cada uma tem, esta atividade visa uma maior construção de que tudo é nomeado e este nome tem uma representação escrita. Observará que a oportunidade de contar as letras de uma palavra possibilita a criança a perceber e compreender o funcionamento do sistema alfabético de escrita.

6° momento: Para fechar esta seqüência didática do primeiro dia a professora proporá a resolução de uma situação problema contextualizada com o conto: O que você faria se encontrasse um lobo? As respostas podem ser coletadas e registradas em cartaz e depois os alunos podem registrar por representações pictóricas.

AVALIAÇÂO: Terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensar e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar as ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.


PLANO DE AULA 2

TEMA: BRINCANDO COM A CHAPEUZINHO VERMELHO.

FAIXA ETÁRIA: 4 anos

OBJETIVOS: Despertar a consciência de cuidados com o meio ambiente, conhecendo os recursos naturais úteis ao homem;
                        Contribui para a formação de uma consciência ecológica infantil;
                        Comparar resultados de resolução de situações problemas;
                         Explorar diferentes suportes que favoreçam o letramento.

CONTEÚDOS: Paisagem;
                          Praticas de leitura
                          Texto Literário.
                
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Livro Chapéu Mau e Lobinho Vermelho, papel 40, revistas, jornais, cola, tesouras, cartolinas, giz de cera, etc.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1° momento: Quando as crianças chegarem, a professora iniciará a aula com Bom Dia e fará uma oração com todos de pé, em seguida entoará juntamente com as crianças algumas canções conhecidas, fazendo movimentos corporais e gestuais.  Após neste momento de entrosamento a professora organizará uma roda de leitura do livro: Chapéu mau e lobinho vermelho.

2° momento: Em seguida a professora instigará as crianças com base nas leituras realizadas e encaminhará a atividade seguinte, que será problematizar a comparação do conto e do livro: Qual é a personagem do texto? O livro é semelhante ao conto lindo ontem? Quais são as semelhanças e as diferenças? O que vocês acharam da história deste livro? Os personagens são os mesmos? Etc.

3º momento: Após, a professora prosseguirá a aula com uma atividade onde as crianças recontarão a historia do livro chapéu mau e lobinho vermelho que retrata o desmatamento e a destruição do habitat de vários animais.  A professora como escriba o escreverá em cartaz.

4° momento: Depois de toda essa construção coletiva a professora encaminhará uma discussão sobre a temática o desmatamento e suas conseqüências que como o livro sugere os animais ficam sem lugar para morar e acabam morrendo. Então a professora formará grupos e pedirá que eles confeccionem cartazes com ambientes naturais e com ambientes modificados pela ação do homem. Ao término as crianças serão estimuladas a compararem esses ambientes. A professora auxiliará este processo perguntando: Como era esse ambiente antes? O que havia neste local antes do homem construir esse prédio? Para onde foram os animais que moravam nesta área verde?  Etc.

5° momento: Após toda essa construção e análise a professora em roda fará a socialização dos cartazes.

AVALIAÇÃO: Terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensar e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar as ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.

PLANO DE AULA 3

TEMA: BRINCANDO COM A CHAPEUZINHO VERMELHO.

FAIXA ETÁRIA: 4 anos

OBJETIVO: Identificar os símbolos convencionais da linguagem escrita;
                   Organizar o texto música fatiado, seguindo estratégias próprias;
                    Estabelecer relações entre símbolo numérico e suas respectivas quantidades;
                   Confeccionar um trabalho artístico tridimensional.

CONTEÚDOS: Exploração do espaço tridimensional na realização de seus projetos artísticos;
                         Relação número-quantidade;
                         Sistema Alfabético de Escrita.
                
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Papel 40, sulfite, giz de cera, lápis de cor, balões, papéis variados.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:

1°momento: Quando as crianças chegarem, a professora iniciará a aula com Bom Dia e fará uma oração com todos de pé, em seguida entoará juntamente com as crianças algumas canções conhecidas, fazendo movimentos corporais e gestuais.  Após neste momento de entrosamento a professora organizará uma roda de leitura da música entoada pela Chapeuzinho Vermelho no caminho à casa da vovó.

2° momento: A professora estimulará as crianças a cantarem a música e a fazer uma pequena dramatização corporal do trajeto caminhado por Chapeuzinho, esta atividade visa uma quebra de gelo e maior envolvimento das crianças através do lúdico.

3° momento: Após esta dramatização e professora explorará a música em cartaz, solicitando que as crianças pintem com giz de cera letras e palavras conhecidas, com determinadas cores, esta atividade observará o conhecimento relativo das cores, letras e palavras conhecidas.

4° momento: Em seguida a professora distribuirá uma lista de nomes presentes na canção, onde elas deverão recortá-los e colá-los ao lado do mesmo nome, a professora nesta atividade fará intervenções que levem as crianças elaborarem hipóteses sobre a representação da escrita, com questionamentos: Porque você acha que aqui está escrito doce? Qual a primeira letra desse nome? Etc. 

5° momento: Logo após em um trabalho coletivo com auxilio da professora, as crianças organizarão a música em texto fatiado, ou seja, a professora escreverá cada frase da música para as crianças ordenarem. Essa é uma atividade que trabalha a lembrança de canções memorizadas, ótimas para uma pseudo leitura, própria na Educação Infantil.

6° momento: Para concluir esta seqüência, a professora levará a turma a construir uma composição tridimensional da chapeuzinho Vermelho a partir de balões e papéis variados, a professora oferecerá suporte às crianças. Observará à coordenação fina em utilizam a tesoura, dará dicas de corte, etc.

AVALIAÇÃO: Terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensa e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar as ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PLANO DE AULA: HISTÓRIA EM QUADRINHOS



Habilidade: Lê e compreende textos com a ajuda do professor: História em Quadrinhos.
Conteúdo: História em Quadrinhos
                  -relação imagem/texto verbal;
                  -tipos de balões;
                 -Estrutura: introdução, conflito, desenvolvimento e desfecho;
                  -Onomatopéias.
Situação Didática:
1. Levantamento do conhecimento prévio (roda de conversa);
2. Leitura em voz alta de texto gibi pela professora;
3. Ordenação dos quadrinhos seguindo a seqüência temporal dos fatos;
4. Releitura compartilhada estabelecendo a relação entre o texto escrito e as ilustrações dos quadrinhos;
5. Pesquisa de histórias em quadrinhos ou tirinhas em jornais, livros, revistas, etc.
6. Exploração dos diferentes tipos de balões encontrados, levando a turma a antecipar as suas finalidades e seus significados;
7. Construção coletiva do conceito de balões de fala, pensamento e grito;
8. Criação de história em quadrinhos apresentando os elementos não verbais;
9. Elaboração de história em quadrinhos, introduzindo o discurso dos personagens e criando onomatopéias.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

TRABALHANDO COM NOMES PROPRIOS II


CONTEÚDO: Reconhecimento das letras do alfabeto e seqüência das letras no alfabeto.
OBJETIVO: Relacionar as letras iniciais dos nomes dos colegas a seqüência das letras do alfabeto;
                  Compreender o funcionamento do sistema alfabético de escrita;
                  Reconhecer as unidades de composição das palavras;
                  Ler e reconhecer nomes de colegas.
ATIVIDADES:
1.    Apresente o alfabeto chamando a atenção dos alunos para a seqüência das letras no alfabeto. Depois disponibilize uma folha em forma com as letras do alfabeto em forma de lista, para que as crianças olhem as letras e escrevam nomes de colegas, iniciados pelas letras em destaque na ordem. Caso haja mais de um colega, peça que escolham um. Após analise as escrita e discuta com a turma: O nome esta escrito corretamente? Faltam letras? Sobram letras? Vamos comparar com a chamada? Etc.
2.      Peça que as crianças retirem da lista nomes de colegas que foi escrito com maior quantidade de letras, com o menor, os que terminam com a mesma letra.
3.      Escreva alguns nomes da turma em placas de cartolina e peça que as crianças completem com as letras que faltam, ofereça previamente as letras que elas poderão usar. Esta atividade visa levar as crianças a avançarem no processo de alfabetização. Corrija coletivamente e discuta as diferenças que podem ocorrer nos nomes.
4.      Ofereça nomes da turma para que as crianças possam recortar e colar cada nome em seu respectivo lugar em uma folha seguinte. Provoque a reflexão: porque você acha que aqui esta escrito (tal nome)? Qual a primeira letra? Etc.

ATIVIDADES PARA PLANOS DE AULA


TEMA: Conhecendo minha escola.
CONTEÚDO: Reconhecimento de número no contexto do dia- a- dia;
                       Prática escrita e produção de texto;
                       Representação simbólica;
                       Contagem.
OBJETIVOS: Observar os números existentes na escola;
                       Quantificar números de alunos;
                       Escrever palavras do contexto em estudo.
ATIVIDADES:
1.    Roda de leitura: Texto ou poema que aborde o tema escola discuta-o com a turma.
2.    Realização de um passeio pela escola reconhecendo as dependências, peça que as crianças observem os números dispostos no ambiente.
3.    Socialize em roda as observações feitas pelas crianças, saliente as funções dos numerais no meio social, ou seja, o que eles representam: valor, tamanho, etc.
4.    Forme grupos e peça que escrevam o nome da escola em faixas previamente preparadas, auxilie os que apresentam dificuldades.
5.    Recorte as faixas de cada grupo peça que as ordenem, problematize a situação: Qual palavra está aqui? O nome da nossa escola começa com esta palavra? E que letra é essa. Etc.
6.    Depois converse com a sala sobre a origem do nome da escola, porque eles acham que ela recebeu este nome, explore bastante esta situação, permita que por meio de indagações eles elaborem hipóteses variadas.
7.    Elabore com a turma uma entrevista com o diretor da escola sobre a origem do nome da escola e o histórico dela. São perguntas interessantes: Porque escolheram esse nome para nossa escola? Onde ela se localiza? Quantos anos ela tem? Etc.
8.    Convide o diretor e realize a entrevista, após socialize as aprendizagens.
9.    Ofereça as crianças um auto-ditado com as dependências da escola, dos profissionais e dos materiais escolares, aqui você pode abordar as diferentes profissões, como é o processo de transformações dos materiais, etc.
10. Construa um gráfico ou tabela com a quantidade de alunos da escola ou da sala, discrimine com as crianças o numero de meninos e de meninas.
11. Confeccione com as crianças placas de incentivo a preservação do ambiente escolar.

sábado, 21 de novembro de 2009

A COMPLEXA TEIA DA MOTRICIDADE HUMANA.


 Desde o prelúdio da cultura humana afluem indicativos das primeiras amostras corporais. E no transcorrer dos anos a estrutura da cultura motora relacionou-se as inópias culturais onde os sujeitos estavam integrados. Pressupondo um comportamento operativo de racionalizar os movimentos humanos, a Ciência da motricidade humana propõe sistematizar novas considerações teóricas com uma prática focada na ação pedagógica como mediadora no processo de ensino aprendizagem.
                           Embasada nesta visão a LDB 9.394-96 apresenta a Educação Física como componente curricular obrigatório na Educação Básica, pois explica que a criança necessita desenvolver a capacidade de agir apropriadamente, a fim de compreender sua motricidade bem como a sua relação com o mundo. Aqui, não mais então compreendida sob a ótica dualista, corpo e mente. Mas como suscita o filosofo Manuel Sérgio, a motricidade do homem em movimento e transcendência, porque visa ir além, tem como alvo o conhecer o mundo.
                           No que diz respeito à Educação Física, o exercício de vários professores esteve vinculada a uma prática pedagógica e avaliativa tradicional por meio da repetição de arquétipos de ensino, prendidos no desenvolvimento da envergadura física e das competências desportivas, que se restringiram a comparar nomear e selecionar o aluno com base no seu desempenho motor ou nos seus alcances biométricos. Aos poucos, a escola brasileira percebe a necessidade de se aprimorar na tarefa de contribuir nas discussões acerca dessa problemática significativa: a prática pedagógica do ensino do movimento na Educação Infantil, pautada na LDB 9394/96.
                           Partindo do entendimento de que ainda há muito que se aprimora nesta área, uma nova concepção de homem que está em movimento torna-se o centro deste segmento, pois sua ação aqui entendida garante a compreensão e aprendizagem, ou seja, deve haver intencionalidade com finalidade específica. Vê-se neste canário a necessidade de estruturar um plano de ensino com especificidades no movimento e seu desenvolvimento. Ante isso, a escola tem a função de possibilitar esta aquisição dentro da construção cultural.
                            Neste trabalho o enfoque gerador pautado na relação funcional de que o corpo admite dimensões além da biológica, abarcando assim a expressão em uma ação de tomada de consciência, que distingui o movimento humano de um simples descolamento. Assim sendo, cabe as abordagens metodológicas apresentadas na Educação Infantil pauta-se nos objetivos de cada conteúdo, extirpando as atividades que desenvolve apenas o corpo, voltadas para as condições físicas desportivas ou estruturadas em jogos de recreação. Como menciona João Batista Freire, deve-se olhar esta área sob a ótica da complexidade, que particularmente a ela é inata por natureza. Então os saberes desta disciplina relacionam-se com a cultura corporal: jogos, danças, esportes, lutas, ginástica.
                           A partir deste recorte reflexivo o trabalho do movimento na Educação Infantil envereda por caminhos onde as potencialidades induzem a interação já em pleno vigor na fase sensório-motor, voltando seu valor na manipulação e exploração de materiais, já que esta se alonga ao pré-operatório, proporcionando aprendizagens, pois é notório que o homem diferentemente dos animais nasce com possibilidade de construção de sua motricidade em decorrência da cultura social na qual esta inserida. Sendo o aluno capaz de aprender sempre independente da fase de desenvolvimento e local onde se encontra, em vista disso, a pedagogia do movimento deve possibilitar o conhecimento do próprio corpo, do meio ambiente e da cultura da Educação Física.
                            Com isso, e com o que orienta o RCNEI o professor tem uma base no planejamento de seu trabalho pedagógico respeitando as faixas etárias. Portanto para o trabalho com crianças pequenas o professor deve evidenciar as disposições motoras da inteligência de base, recomenda-se atividades prática como as brincadeiras, jogos, etc. Pois como enfatiza Froebel o jogo torna-se o centro do currículo da Educação Infantil. Neste aspecto o jogo desenvolvido em sala é concebido como material pedagógico educativo, que objetiva a complementação do saber do sujeito, propiciando a descentralização da criança, a aquisição de regras e a expressão do imaginário e a apropriação do conhecimento.
                           É importante que o aspecto lúdico combinado aos objetivos da área de Educação Física seja desenvolvido nas crianças, com a finalidade de construir conhecimentos cognitivos e práticos. Pois é imprescindível que os alunos compreendam sobre força, equilíbrio, dominância lateral etc., dentro de situações vivenciadas onde tenham a oportunidade de inventarem, construírem, reelaborarem idéias, ou seja, que vivencie movimentos corporais para a reflexão, compreendendo neste viés de complexidade sua motricidade.