domingo, 22 de maio de 2011

ELOGIE DO JEITO CERTO

     Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.
      Em seguida, foram divididas em dois grupos. 
 O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.
“Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.
      O grupo B foi elogiado quanto ao esforço.
“Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
    Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência. As respostas das crianças surpreenderam.
       A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
       A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.
     As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.
    As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.
      Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um
excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
   No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.
     É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado. Nossos filhos precisam ouvir frases como:
“Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”,

“Parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”,

“Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”,

“isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu vídeogame foi muito legal, você é um bom amigo”.

     Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repetí-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
        Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual.

“Que linda você é, amor”,

“acho você muito esperto meu filho”,

“Como você é charmoso”,

“que cabelo lindo”,

“seus olhos são tão bonitos”.

      Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos,
nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.
   Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
     Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
     Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
 
*Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel.
( Publicado na revista Galileu -janeiro de 2011)

O ensino da história negra nas escolas

Desde 2003, as escolas são obrigadas a inserir no currículo a história afro-brasileira nas áreas social, econômica e política do país.

A História do Brasil finalmente incluiu a história de nossas negras raízes no currículo escolar. Sem deixar para trás, claro, a origem portuguesa e a indígena, o conteúdo tem de abordar a vinda involuntária dos africanos. Isso por que, em 2003, o que já deveria ser um direito virou lei. A obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-brasileira e Africana" existe desde que foi aprovada a lei 10.639. A partir da sanção dessa lei, as instituições de ensino brasileiras passaram a ter de implementar o ensino da cultura africana, da luta do povo negro no país e de toda a história afro-brasileira nas áreas social, econômica e política. O conteúdo deve ser ministrado nas aulas de história e, claro, em todo o currículo escolar, como nas disciplinas de artes plásticas, literatura e música. E isso em TODAS as escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada.


Para se adequar à lei, cabe às escolas encontrar um modo de redesenhar as aulas para encaixar os conteúdos exigidos. Um exemplo de que isso é possível acontece no Colégio Friburgo, em São paulo. A coordenadora do Ensino Fundamental, Eni Spimpolo, conta que os resultados vão além do simples aprendizado da matéria. "Mostrando que a mistura do povo brasileiro foi feita por vários povos através dos tempos, conseguimos comparar diversas culturas, valorizá-las, promover o respeito a elas e derrubar preconceitos", conta. 


Onde estão as letras!

Disciplina: Português

Conteúdo: Vogais e consoantes

Ano de ensino: 2º ano

Tema: Onde estão as letras!!!

Objetivo: Compreender quais são as vogais e consoantes das palavras escolhidas.

Material: Caderno, lápis, borracha, revistas e cola.

Conhecimento prévio: Para realizar esse trabalho, faz-se necessário que os alunos conheçam as vogais e consoantes das palavras, conceitos demonstrados por meio do livro ou história escolhido por você na aula anterior. (complemento do plano de aula cujo tema é alfabetário)

Atividade motivacional:  Comente com a turma a história que foi contada das vogais e consoantes, a fim de recordar alguns pontos importantes. Mostre no alfabetário que existem letras que não podem faltar em nenhuma sílaba (parte que compõe uma palavra), elas são as vogais: A, E, I, O e U.

Encaminhamento metodológico: Divida a turma em seis grupos. Entregue para cada um, aproximadamente, quatro revistas, com o objetivo de procurar palavras que apresentam uma vogal, duas vogais, três e quatro vogais. Depois de encontradas e recortadas, peça para que colem no caderno, devidamente datado, as palavras que escolheram. Feito isso, a criança terá que escrever seu nome e colar as palavras escolhidas e contar quantas consoantes e quantas vogais apresentam, por exemplo: O seu acompanhamento e intervenção são imprescindíveis para que o aprendizado deste conteúdo ocorra de forma eficaz.

Avaliação: A atividade proposta neste plano será realizada no caderno, após todos terminarem a atividade.
Criado por Ana Paula Lohn e Fernanda França. Janeiro/2010
 

sábado, 21 de maio de 2011

DANÇA DO LENÇOL


Materiais: lençol, aparelho de som, cd.


1.    Antes de dar início à atividade, explique-a com detalhes à turma.
2.    Uma vez dadas as instruções, faça uma roda com as crianças, onde todas devem segurar nas extremidades do lençol.
3.    Em seguida, crie, juntamente com os alunos, movimentos variados e convide-os a perceberem os sons produzidos pelos movimentos do lençol.
4.    É interessante intercalar movimentos rápidos e lentos.Sugerimos que, primeiramente as crianças realizem os movimentos sentadas e em roda para somente num segundo momento fazerem o mesmo em pé.

VARIAÇÃO 1:

1.    Inicie a atividade solicitando às crianças que se posicionem em roda, segurando as extremidades do lençol.
2.    Em seguida, coloque um Cd e , respeitando o ritmo e a intensidade de cada música, crie, juntamente com a turma, movimentos utilizando o lençol.
3.    A atividade se torna interessante quando a expressão corporal é ampliada e se explora o espaço físico.
4.    Dica: Coloque apenas um trecho de cada música para que as crianças se sintam estimuladas a participar da atividade.As atividades com o lençol favorecem a percepção e a interação entre as crianças  do grupo.

VARIAÇÃO 2:

1.    Estique o lençol sobre o chão da sala e convide as crianças a se posicionarem ao redor dele.
2.    Coloque a música escolhida para tocar e solicite que as crianças dancem no espaço determinado ao redor do lençol. Quando a música for interrompida(ou seja, quando você apertar pause) as crianças deverão se posicionar sobre o lençol, obedecendo aos seus comandos. Por exemplo: sentadas, somente com o pé direito ou somente com o esquerdo, colocar somente as palmas da mão, deitadas, sentadas e batendo palmas etc.