domingo, 24 de julho de 2011

ATIVIDADES PARA O DIA DOS PAIS


ATITUDES QUE AJUDAM OS FILHOS


1. Reagir com agressão física ou verbal é o erro mais grave. Em vez de estimular a criança a estudar, você acaba deixando-a com medo ou raiva. 
  • Que tal uma boa conversa, lembre-se que talvez você já tenha passado por isso e não gostaria de ser tratado com violência.

2. Comparar o desempenho da criança com os colegas dela ou com seu desempenho escolar de anos atrás.
  • É importante que o filho sinta que os pais têm confiança nele, mesmo nos momentos de crise. Isso pode ser motivador para reverter a situação.
3. Usar termos que diminuam a criança ou que mostrem que ela é incapaz de reverter a situação. "Dizer 'eu avisei' também não é indicado, assim como ter sermões prontos. 
  • É importante agir com a razão e não com a emoção. Demonstrar confiança também pode ajudar.

4. Negociar com a criança, oferecendo benefícios materiais, caso ela melhore suas notas, não é indicado. Pior ainda é prometer coisas que ela sabe que você não conseguirá cumprir. 

  • Fale que você irá ajudá-la. Mas não quebre promessas.
5. Exigir além da possibilidade de rendimento da criança para a idade dela.

  • Não exija do seu filho de 7 anos um rendimento de uma pessoa com 20. Entenda os limites dela.
6. Desautorizar a escola e falar mal dos professores para a criança. 
  • Converse com o professor de seu filho e resolva com ele suas dúvidas sem incluir a criança.
7. Aceitar justificativas que retirem a responsabilidade dela sobre o resultado.
  • Diga que a responsabilidade é dela mas que está pronta para ajudá-la nos próximos trabalhos. Ensine-a a cumprir prazos e realizar tarefas. 
8. Fazer drama ou chantagem emocional com a criança só vai aumentar o problema
  • Não se coloque como vítima de seu filho, ele precisa do seu apoio e não o contrário.
9. Não impor uma rotina de estudos para a criança ou não cobrá-la para cumprir essa rotina, também não vai melhorar a situação.
  • Ter um local e horário para fazer as tarefas é importante. Aproveite o momento em que você estiver em casa, mas negocie esse horário e faça-o cumprir.
10. Apenas colocar a criança de castigo, sem nem ouvir o que ela tem para falar, também está errado.
  • Castigo sem justificativa não ajuda.  Pior ainda se for por um baixo rendimento escolar, pois isso não fará seu filho tirar notas melhores. Deixe-o falar e negociem momentos de estudo. 
Você deve ser parceiro de seu filho e da escola, só assim haverá motivação e aprendizagem concreta.

Texto original em Educar para crescer.

MATRÍCULA NA EDUCAÇÃO INFANTIL OBRIGATÓRIA!


"A educação infantil, primeira etapa da educação básica, foi tema de audiência pública realizada nesta quarta-feira, 18, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. 
 
O objetivo foi discutir o processo de expansão do atendimento educacional para a faixa etária de zero a cinco anos, com base na legislação que favorece a universalização da educação infantil. A aprovação da emenda 59 – que torna obrigatória a matrícula para crianças a partir dos quatro anos de idade, com prazo até 2016 para que os sistemas cumpram a lei – bem como o Plano Nacional de Educação (PNE) – que atualmente tramita na Câmara dos Deputados – nortearam a audiência, presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MG)."

A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, anunciou na ocasião a criação de um grupo de trabalho que organizará levantamento de dados sobre a situação dos municípios, visando atingir a meta de universalização até 2016. O grupo é formado por representantes do MEC, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE). 

Texto extraído do site do MEC
Para mais informações clique aqui

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ATIVIDADES PSICOMOTORAS




ATIVIDADES COM CORDA

Labirinto no chão: andar em cima da corda, correr sem pisar na carda, saltar em ziquezague, saltar num pé só, pular com os pés unidos.

Em círculo no chão: caminhar em cima da corda, correr ao redor dela, correr livremente dentro do circulo, saltar para dentro e para fora de gente, de costas ou de lado.

Traçada em forma de rede e presa no alto: escalar a rede, escalar engatinhando, enroscar-se, descer, andar como caranguejo (de lado)

Em movimentos: passar por correndo, pular uma vez e sair, pular até errar, pular lentamente, pular rápido, em círculo com o educador no centro segurando a corda (com um nó na ponta) e girando-a: saltar para que a corda não toque em seus pés. “Os mesmos exercícios, com a corda no ar, utilizar no jogo ‘cabo de guerra”.

Estendida como varal (diversas alturas): passar por baixo e por cima, andar pendurado na corda (como macaquinho ou trapezista), dependurar e enroscar as pernas, pendurar roupas, utilizando prendedores.

Duas cordas estendidas e, alturas diferentes: passar por baixo da primeira, sem tocá-la, saltar a segunda, sem tocá-la, jogar a bola por cima de uma e por baixo de outra.


ATIVIDADES COM CABOS DE VASOURAS

Reconhecer a forma, textura, e cor dos cabos;

Utilizar o cabo como bengala, imitando o vovô e a vovó;

Saltar sobre os cabos: Com dois cabos no chão, a uma distância um do outro;

Passar rastejando por baixo de um cabo suspenso por duas crianças;

Saltar por cima de um cabo que o educador segura na horizontal;

O educador segura o cabo a sua frente, na horizontal, levantando-o e abaixando-o ritmadamente, enquanto as crianças tentam passar por cima ou por baixo;

Segurando o cabo pelas extremidades, levantá-lo acima, abaixo, a frente, a trás (numa imitação da ginástica dos adultos);

Tentar segurar o cabo embaixo do queixo e bater palmas;

Tentar equilibrar o cabo na palma da mão;

Utilizar o cabo da vassoura como cavalinho e caminhar dando pinotes


ATIVIDADES COM PNEUS

Rolar livremente os pneus;

Andar por cima de pneus;

Rolar pneus andando;
 
Rolar pneus correndo;

Passar por dentro (imitando túnel);

Formar construções e escalá-las;

Utilizar o pneu como balanço, pendurado por uma corda;

Com vários pneus apoiado no chão, jogar bolas tentando acerta dentro deles.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Amanda Gurgel recusa prêmio do PNBE

Amanda Gurgel, aquela mesma do vídeo que bombou na internet, recusou o prêmio "Brasileiros de Valor 2011", do Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE). Circula na internet a carta, reproduzida abaixo, que a professora teria enviado ao júri do prêmio.

Natal, 02 de julho de 2011


Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, "pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação". A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que, após um curto e angustiante período de exercício da docência, exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho. Embora exista desde 1994, esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva. A minha luta é muito diferente da dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual à de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto sejam destinados imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores, sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade. Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas "organizações da sociedade civil de interesse público" (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB sejam destinados exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal. Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.  
Saudações,

Professora Amanda Gurgel

domingo, 3 de julho de 2011

Cordel Bullying

Em São Paulo, os Poetas Cacá Lopes e Nando Poeta lançam o Cordel “Bullying: uma tortura social”

Cacá Lopes e Nando Poeta são poetas cordelistas que tem contribuído com a poesia de cordel para abordar inúmeros temas.

Aproveitando os debates da atualidade sobre o bullying os poetas trazem ao público sua contribuição.
O bullying é uma das formas de violência que mais cresce no mundo. È o ato de agressão, física ou verbal, intimidatória ou discriminante, contra um ou mais colegas nas relações sociais e que acabou por entrar no universo das escolas. Educadores, pais e alunos têm, neste cordel, um excelente mote para iniciar o debate.

Trechos

De ponta a ponta no mundo
Chove o conflito e a guerra.
A ira, o ódio, o massacre
Irrigam, com sangue, a terra
E a quem se devia amar
Em tanta briga se enterra.

O homem, pela ganância
Escraviza, prende e mata
Explora o suor alheio,
Espanca, suga e maltrata,
Querendo que a riqueza
Seja só do magnata.

A onda de preconceito,
Que traz no berço o racismo,
Faz girar por todo o mundo
O mal do xenofobismo,
Espalha a homofobia
E dissemina o machismo.

Esses males sociais
Cruéis, avassaladores,
Pulam o muro da escola
Com seus grilhões opressores.
Fomentam o bullying, criando
Efeitos arrasadores.

Por meio deste cordel
Chamamos sua atenção
Para debater o bullying,
Um violento vilão,
Cujas feridas abertas
São as lavas de um vulcão.