segunda-feira, 20 de maio de 2013

PLANO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA


DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome: Escola Municipal 15 de Novembro

Público Alvo: 1° e 2º ano

Tema: Alfabetização e Matemática

Título: Plantando Conhecimentos

Problematização:
As análises dos resultados da Provinha Brasil permitiram o diagnóstico dos entraves da alfabetização, letramento e matemática das turmas dos 2º ano, apresentando dificuldades em Língua Portuguesa nos descritores: Reconhecer assunto de um texto; Localizar informação explícita em textos e Identificar a finalidade do texto.
E na área de Matemática, nos descritores: Resolver problemas que demandam as ações de juntar, separar, acrescentar e retirar quantidades; Resolver problemas que demandam as ações de comparar e completar quantidades; Resolver problemas que envolvam as idéias da multiplicação; Resolver problemas que envolvam as idéias da divisão; Reconhecer as representações de figuras geométricas espaciais; Identificar informações apresentadas em tabelas e em gráficos de colunas.
Diante, destas dificuldades de construção do conhecimento pleno proposto pelos aportes legais e institucionais de nossa escola, a coordenação pedagógica da Escola Municipal 15 de novembro debruçou-se em produzir um plano de intervenção.


Justificativa:
Os resultados da Provinha Brasil em nossa instituição educativa mostraram que grande parte de nossos alunos não tem atingido desempenho suficiente, na alfabetização, letramento e domínios matemáticos. Neste contexto, focamos como eixo de trabalho para elaboração de um plano de intervenção o desempenho escolar do 2º ano. Diante das dificuldades detectadas na aplicação da Provinha Brasil, o Projeto de Intervenção: Plantando Conhecimentos, foi construído com objetivo de estabelecer um acompanhamento dos alunos que apresentam déficit no processo de aprendizado, implantando ações que possibilitam sua extinção e melhorem os resultados das avaliações externas como a Provinha Brasil. Portanto, o Plano de Intervenção: Plantando Conhecimentos está em consonância com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional 9394/96 e respaldado nos Descritores da Provinha.

Objetivos:
·    Melhorar a qualidade do ensino nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2° ano), na Escola Municipal 15 de Novembro elevando os índices de aprendizagem Provinha Brasil.

Fundamentação Teórica:
Projetar relaciona-se aos planos de realizar intencionalmente, assim, a projeção constitui-se uma ação marcada pela historicidade social, pela produção humana da vida material e cultural, que parte da avaliação. Onde aferir a proficiência parte da reflexão de determinada realidade, visto que os dados e informações gerados pela avaliação possibilitam um julgamento que conduz a uma tomada de decisão. E é embasado neste conceito que a o Plano de Intervenção: Plantando Conhecimentos, aborda suas ações sobre alfabetização, letramento e matemática, nele dois pontos são essenciais surge da problemática da realidade e o compromisso de intervir.    
Durante muito tempo a alfabetização foi concebida de diversos modos ao longo da história. A partir do início da década de 80, as proposições do pensamento construtivista introduzidas no Brasil, difundido pela pesquisadora Argentina Emilia Ferreiro e colaboradores, trouxe uma significativa mudança nos pressupostos e objetivos na área da alfabetização, alterando a concepção do processo de aprendizagem, uma vez que deslocou o eixo das discussões dos métodos de ensino para o processo de aprendizagem da criança, ou seja, dirigiu o debate não mais apenas a como se ensina, mas principalmente sobre como se aprende.
Hoje, no entanto, a alfabetização é compreendida quando o sujeito é capaz de ler e escrever textos com autonomia, participando ativamente de diferentes situações em que a escrita está presente. Estudos comprovam que antes de escreverem convencionalmente, as crianças têm oportunidades, de internalizar as características dos gêneros textuais com que se familiarizam. E esse aprendizado é fundamental para que, o domino da escrita alfabética exerça, de forma cada vez mais plena, a condição de cidadãos letrados.
“(...) Ler não é decifrar palavras. A leitura é um processo em que o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, apoiando-se em diferentes estratégias, como seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor e de tudo que sabe sobre a linguagem escrita e o gênero em questão”. (RCNEI,1998,p.144)

Considerando os fundamentos teóricos que embasam o plano de intervenção o trabalho diversificado é de suma relevância nos aspectos biopsicosociais, por isso, o plano aderiu um trabalho com seqüências didáticas, que permite a elaboração de contextos de produção de forma precisa, por meio de atividades e exercícios múltiplos e variados com a finalidade de oferecer aos alunos noções, técnicas e instrumentos que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação, (Dolz, 2004), bem como na linguagem Matemática.
Nesta perspectiva, a Matemática move-se quase exclusivamente no campo dos conceitos abstratos e de suas inter-relações. Sendo, componente importante que fomenta a autonomia e o exercício da cidadania com responsabilidade, e neste sentido, a escola deve envolver as crianças com atividades matemáticas onde elas possam construir a aprendizagem de forma significativa, colocando-as diante de situações envolventes que lhe sejam problemáticas, interessantes, desafiantes e, ao mesmo tempo, que sejam capazes de estimulá-la a aprender.
“A atividade matemática escolar não é um olhar para as coisas prontas e definidas, mas a construção e a apropriação de um conhecimento pelo aluno, que se servira dele para compreender e transformar sua realidade”, (PCN: Matemática, p.19, 2001).

Nesse ínterim, esta proposta de trabalho interdisciplinar com atividades diversificadas se pautada na valorização de atividade colaborativas e coletivas que viabilizem a expressão dos sujeitos envolvidos, a confrontação das hipóteses e idéias, através do lúdico.

Estratégias de ação:
A intervenção proposta pela escola, com fins específicos de atender as necessidades diagnosticadas e encontrar alternativas que possam viabilizar o ensino aprendizado nos 1° e 2° anos, fundamenta-se em atividades diversificadas sugeridas pelo próprio Guia de Aplicação da Provinha Brasil. 

Em Língua Portuguesa:
  • Atividades de apropriação do sistema de escrita: reconhecerem o alfabeto em suas diferentes formas de apresentação gráfica, o valor funcional das letras- relações fonema-grafema (sons/letras);
  • Trabalho com diversidade textual: ampliação da compreensão dos usos e funções da linguagem escrita por meio da audição de muitos textos como histórias, notícias, poemas e anedotas, trava-línguas, cantigas, parlendas, e poemas;
  • Atividades de exploração de rimas, acréscimo/subtração ou substituição de sons para formar novas palavras, identificação e comparação da quantidade de letras e sílabas, variação da posição das letras na escrita das palavras, ordem alfabética, e jogos de memória, bingo, etc.;
  • Explorar materiais diversos: livros de literatura, revistas em quadrinhos, dicionários e enciclopédias, sendo incentivados a visitar a biblioteca e o cantinho de leitura da sala;
  • Atividades para o domínio progressivo das regularidades e das irregularidades ortográficas da língua portuguesa: uso de dicionário; jogos ortográficos como palavras cruzadas, charadas e caça-palavras;
  •  Produção de textos úteis: bilhetes, convites, cartas, avisos, recados, regras de jogos e suas brincadeiras, além de histórias, etc.;
  • Produções textuais coletivas ou individuais de gêneros diversificados;
  • Exploração de estratégias: como: leitura em voz alta, recitação de poemas ou interpretação cênica de histórias escritas.

Em Matemática:

  • ·     Realização de contagens: em agrupamentos, dispostos de maneira uniforme ou não, diversificar os atributos dos objetos a serem contados, tais como formas, tamanhos e cores, etc.;
  • ·     Representação numérica relativa à contagem realizada utilizando o símbolo gráfico pertinente;
  • ·     Atividades de exploração de seqüências numéricas;
  • ·     Resolver situações problemas contextualizadas no universo culturalmente conhecido pelo aluno que envolva as operações de adição e subtração: jogos, brincadeiras e outras estratégias podem auxiliar no cálculo mental;
  • ·     Associação de objeto a representação plana em atividades de manipulação dos objetos e representações de figuras geométricas pela forma e a observação do objeto e da figura como um todo;
  • ·     Análise de formas visando à identificação de semelhanças e diferenças entre as figuras geométricas planas discriminação visual, memória visual, decomposição de campo, conservação de forma e tamanho, coordenação visual-motora e equivalência por movimento: quebra-cabeças com formas geométricas, tangrans, bloco - lógicos, embalagens, mosaicos, uso de réguas lineares, formas geométricas feitas em papel-cartão, etc.
  • ·      Identificação e comparação de cédulas do sistema monetário brasileiro em brincadeiras de representações de supermercado, livraria, sorveteria etc., usando réplicas de cédulas e moedas;
  • ·    Identificação de instrumentos de medição de tempo e de exploração de situações do cotidiano do aluno;
  • ·     Organização de quantidades em tabelas simples e a exploração de gráficos de colunas: registro, em tabelas, de pontuação de jogos, de listagem de preços de objetos, de preferências por brinquedos ou brincadeiras representados por tabelas, quantidades de alunos com certa idade, preferência de alimentos entre os colegas, quantidade de pontuação de alguns times/equipes em determinado campeonato, entre outros;
  • ·      Compreensão do sistema de numeração decimal e do sistema: jogos de valores, de boliche com pinos;
  •        Identificação de ordem crescente e decrescente, etc.

Cronograma:


JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
Língua Portuguesa

Parlenda


Matemática

Situações-problema
Língua Portuguesa

Convite


Matemática

Sólidos geométricos
Língua Portuguesa

Trava-lingua


Matemática

Sistema Monetário
Língua Portuguesa

Noticias


Matemática

Medidas de
Tempo
Língua Portuguesa

Historias


Matemática

Tabelas e gráficos
Língua Portuguesa

Receitas


Matemática

Situações-problema




Referências: PROVINHA BRASIL AVALIANDO A ALFABETIZAÇÃO. Guia de Aplicação 2013. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb)

DESCRITOR


O que é um Descritor?

O descritor é o detalhamento de uma habilidade cognitiva (em termos de grau de complexidade), que está sempre associada a um conteúdo que o estudante deve dominar na etapa de ensino em análise. Esses descritores são expressos da forma mais detalhada possível, permitindo-se a mensuração por meio de aspectos que podem ser observados. Cada tópico (Língua Portuguesa) ou tema (Matemática) reúne um grupo de descritores que visa à avaliação de diferentes competências do estudante. Passemos à análise dos descritores.

Diferenças fundamentais: Matriz Curricular e Matriz de Referência de Avaliação

Matriz Curricular: Direciona o currículo de uma instituição de ensino, leva em conta as concepções de ensino e aprendizagem da área e apresenta: objetivos, conteúdos, metodologias e processos de avaliação.

Matriz de Referência: Também leva em conta as concepções de ensino e aprendizagem da área, mas é composta apenas por um conjunto delimitado de habilidades e competências definidas em unidades denominadas descritores, agrupadas em tópicos (Língua Portuguesa) e Temas (Matemática) que compõem a matriz de uma dada disciplina em avaliações dos tipos Prova Brasil e SAEB.

Embora a Matriz Curricular e a Matriz de Referência não tenham a mesma finalidade, é impossível pensar na Matriz de Referência para uma determinada avaliação sem levar em conta a Matriz Curricular que lhe dá suporte.
Matriz de referência de Matemática

Temas e seus Descritores

As matrizes de matemática estão estruturadas por anos e séries avaliadas. Para cada um deles são definidos os descritores que indicam uma determinada habilidade que deve ter sido desenvolvida nessa fase de ensino.  Esses descritores são agrupados por temas que relacionam um conjunto de objetivos educacionais.

Tópicos e seus Descritores

A Matriz de Referência de Língua Portuguesa apresenta a relação entre os temas, os descritores e as habilidades estabelecidos para a avaliação dos alunos da 4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental(EF) e da 3ª série do Ensino Médio(EM).
No total, a Matriz de Referência de Língua Portuguesa da Prova Brasil e do Saeb é composta por seis tópicos: Procedimentos de Leitura; Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto; Relação entre Textos, Coerência e Coesão no Processamento do Texto; Relações entre Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido e variação Lingüística.

Estruturalmente, a Matriz de Língua Portuguesa se divide em duas dimensões:
1ª: Objeto do Conhecimento: Nele são listados os seis tópicos;
2ª: Competência: Apresenta descritores que indicam habilidades a serem avaliadas em cada tópico.
Para a 4ª série / 5º ano do EF são contemplados 15 descritores;
Para a 8ª série / 9º ano do EF e a 3ª série do EM são acrescentados mais 6, totalizando 21 descritores.
Os descritores aparecem, dentro de cada tópico, em ordem crescente de aprofundamento e/ou ampliação de conteúdos ou das habilidades exigidas. São 28 descritores subdivididos em 04 temas.

Tema I - Espaço e Forma

D1 - Identificar a localização /movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas.
D2 - Identificar propriedades comuns e diferenças entre poliedros e corpos redondos, relacionando figuras tridimensionais com suas planificações.
D3 - Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais pelo número de lados, pelos tipos de ângulos.
D4 - Identificar quadriláteros observando as posições relativas entre seus lados (paralelos, concorrentes, perpendiculares).
D5 - Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e /ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas.

Tema II - Grandezas e Medidas

D6 - Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida convencionais ou não.
D7 - Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padronizadas como km/m/cm/mm/kg/g/mg/l/ml.
D8 - Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo.
D9 - Estabelecer relações entre o horário de início e término e /ou o intervalo da duração de um evento ou acontecimento.
D10 - Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro, em função de seus valores.
D11 - Resolver problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.
D12 - Resolver problema envolvendo o cálculo ou estimativa de áreas de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.

Tema III - Números e Operações / Álgebra e Funções

D13 - Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal, tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional.
D14 - Identificar a localização de números naturais na reta numérica.
D15 - Reconhecer a decomposição de números naturais nas suas diversas ordens.
D16 - Reconhecer a composição e a decomposição de números naturais em sua forma polinomial.
D17 - Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais.
D18 - Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números naturais.
D19 - Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da adição ou subtração: juntar, alteração de um estado inicial (positiva ou negativa), comparação e mais de uma transformação (positiva ou negativa).
D20 - Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da multiplicação ou divisão: multiplicação comparativa, idéia de proporcionalidade, configuração retangular e combinatória.
D21 - Identificar diferentes representações de um mesmo número racional. D22 - Identificar a localização de números racionais representados na forma decimal na reta numérica.
D23 - Resolver problema utilizando a escrita decimal de cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro.
D24 - Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados.
D25 - Resolver problema com números racionais expressos na forma decimal envolvendo diferentes significados da adição ou subtração.
D26 - Resolver problema envolvendo noções de porcentagem (25%, 50%, 100%).

Tema IV - Tratamento da Informação

D27 - Ler informações e dados apresentados em tabelas.
D28 - Ler informações e dados apresentados em gráficos (particularmente em gráficos de colunas).
Fonte: Adaptado do Material Língua Portuguesa e Matemática - SAEB / Prova Brasil - INEP
           

Língua Portuguesa

São 15 descritores subdivididos em 06 tópicos.

Tópico I – Procedimento de leitura

D1 - Localizar informações explícitas do texto
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto
D6 - Identificar o tema de um texto
D11 - Distinguir um fato da opinião relativa deste fato

Tópico II – Implicações do suporte, do gênero, e/ ou do Enunciador na compreensão de texto

D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.)
D9 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

Tópico III – Relação entre texto

D15 - Reconhecer diferentes formas de tratar a informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

Tópico IV – Coerência e Coesão no Processamento do Texto

D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
D7 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa
D8 - Estabelecer relação de causa/ conseqüência entre partes e elementos do texto
D12 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.

Tópico V – Relação entre recursos expressivos e efeitos de sentido

D13 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados
D14 – identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações

Tópico VI – Variação Lingüística

D10 - Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto

Para um processo de alfabetização bem sucedido, o professor deve olhar para os cinco eixos com especial atenção, pois os mesmo trarão ao longo do estudo clareza sobre como as crianças aprendem e percebem o processo de leitura e escrita ao longo do Ciclo da Alfabetização.É bom lembrar que um bom professor é aquele que está em constante atualização da sua prática de ensino. Não estou apresentando aqui nenhuma receita pronta de como alfabetizar, mas garanto que se os cinco eixos forem bem compreendidos o sucesso na alfabetização é visivelmente alcançado.

Agora que você conheceu os Cinco Eixos Norteadores para a Alfabetização e o Letramento, conheça também as capacidades que devem ser desenvolvidas a partir de cada um desses eixos nos quadros a seguir: Acompanhe a legenda das letras inseridas nas quadriculas:
I = Introduzir. Levar os alunos a se familiarizarem com conteúdos e conhecimentos.

T = Trabalhar. Trabalhar sistematicamente, para favorecer o desenvolvimento pelos alunos.

C = Consolidar. Procurar consolidar no processo de aprendizagem dos alunos, sedimentando os avanços em seus conhecimentos e capacidades.

R = Retomar. Retomar eventualmente, quando se trata de conceitos ou capacidades já dominados ou consolidados em período anterior.

Quando as três letras aparecem ao mesmo tempo, isso significa que a capacidade em questão necessita ser dominada mais cedo e que em um mesmo ano deverá ser Introduzida, Trabalhada e Consolidada.Analise e reflita em cada quadro e veja como ele facilitará o seu trabalho como alfabetizador. Perceba, no entanto, que elas devem ser trabalhadas de forma simultânea, pois uma capacidade exerce influência sobre a outra. A organização dos eixos e capacidades em quadro foi apenas para que o facilite a visualização de forma organizada e clara.

Observe o quadro:






quinta-feira, 16 de maio de 2013

PROJETO VIVENCIANDO A ARTE


Projeto Trilha das Artes   CEI Juracy Magalhães

Faixa etária indicada: 1 e 2 anos

Professoras: Ana Paula e Fabrizia [Grupo 1A e 1B] e Adriana e Solange [Grupos 2A e 2B]

Coordenadora: Flávia Mendes

JUSTIFICATIVA
Segundo Matisse,“é preciso ver todas as coisas como crianças”.

Um dos objetivos da educação infantil é possibilitar às crianças o conhecimento do universo artísticocultural como meio de expressão, inclusão, socialização e contextualização, utilizando a ludicidade e o encantamento que a arte possui.
Este projeto propõe atividades que promovem o conhecimento do universo cultural através da exploração de elementos das artes visuais, do conhecimento e apreciação de produções artísticas; estas ações integram o pensar, imaginar, expressar, aprender e comunicar. Assim, ao ter contato com as artes visuais na escola, a criança poderá integrar múltiplos sentidos presentes nesta linguagem, desenvolvendo a capacidade simbólica, a organização psicomotora e seu processo de construção de identidade.

OBJETIVOS
• Interagir com materiais e suportes variados, experimentando-os e conhecendo o modo de utilizá-los; [Exploração e manipulação de materiais diversos]
• Observar imagens diversas dentro do universo das Artes Visuais.
• Experimentar a criação e construção de formas visuais em diversos espaços;

SEQÜÊNCIA DIDÁTICA
1. Experimentando cores baseado na obra de Lígya Clark e Calder
2. Experimentando texturas e cores com referência na obra de Calder e Lígya Clark.
CRONOGRAMA

 ATIVIDADES REALIZADAS  EM MESES E SEUS MATERIAIS

MAIO
Giz molhado Giz, água e papel
Pintura com lixa Lápis de cera e lixa
Pintura com areia (Papel, areia, anilina e cola)
Massa de modelar (Óleo, farinha de trigo e anilina)

JUNHO
Pintura no isopor (Tinta, pincel e isopor)
Desenho com giz de cera (Papel e giz de cera)
Pintura com esponja (Tinta, papel e esponja)
Desenho com cordão (Papel, cordão e cola)

JULHO
Papel amassado (Revistas)
Trabalhando com argila (Argila)
Trabalhando com gesso (Gesso)
Colagem com laminado (Papel laminado, cola e papel)

AGOSTO
Pintura com carvão (Carvão e papel metro)
Trabalhando com sucata (Sucatas)
Desenho com hidrocor (Papel e hidrocor)

SETEMBRO
Desenho com folhas espelhadas (Folhas, papel e giz de cera)
Carimbo com verduras (Verduras, tintas e papel)
Pintura de caixa com tinta (Caixas e tintas)
Pintura de caixa com lápis de cera (Caixas e lápis de cera)

OU TUBRO
Pintura com tecido (Tecido e tinta)
Montagem das instalações
Mostra de Arte

MATERIAL DE APOIO
Caixas, tintas, lápis de cera, papel ofício, papel metro, tecido, cola, massa de modelar, argila, anilina, óleo, farinha de trigo, carvão, gesso, areia, cordão, sucata, revistas, hidrocor, esponja, isopor, giz, lixo.

BIBLIOGRAFIAS
Calder - Creatures, great and small
Clark - Exposição Pensamento Mudo – Dan galeria
Revista Avisa Lá nº. 02