quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ATIVIDADES CORPORAIS PARA BEBES

Objetivos
- Inserir atividades físicas regulares na rotina das crianças.
- Desenvolver habilidades corporais variadas.

Materialnecessário
Bolas, cordas, escorregador, colchonetes e imagens de animais.

  1. Uma proposta interessante éenfileirar bolase auxiliar as crianças a passar os pés por cima delas - primeiro o direito, depois do esquerdo e assim por diante. Em seguida, as cordas podem servir como outro obstáculo a ser ultrapassado, por cima ou por baixo, de acordo com a regulagem de altura. Exercícios como esses exigem concentração, estratégia, preparo e, ao mesmo tempo, são estímulos divertidos.
  2. No pátio,o escorregadorcostuma ser usado como um brinquedo para descida. Estimular a subida por onde se escorrega também pode ser interessante. Para isso, segure na mão esquerda de cada criança e ajude-as, uma a uma, a subir. Depois, repita a proposta segurando na mão direita de cada criança. Com essa atividade, é possível perceber com qual das mãos os pequenos têm mais habilidade e força e, a partir daí, trabalhar novos estímulos à outra mão. 
  3. Propostas que envolvem cooperação são ferramentas importantes para o desenvolvimento físico e intelectual das crianças.Ficar em fila, passar uma bola embaixo das pernas e entregá-la nas mãos do próximocolegaenvolve não apenas estímulos corporais como também noções de respeito e trabalho em equipe.
  4. Aproveiteque as crianças costumam gostar muito deimitar animaise mostre imagens de bichos cujos movimentos elas possam copiar. Por exemplo, minhocas e cobras rastejam, sapos e cangurus pulam, cavalos e guepardos correm. Até o caminhar dos gorilas e chimpanzés pode ser interessante reproduzir: o corpo desses animais acompanha o andar, o que ajuda as crianças a desenvolver noções de lateralidade.
  5. Bolas variadas(de tênis de mesa, tênis de quadra, futebol de salão, handebol, vôlei, basquete, entre outras) são ótimas para organizar uma competição de arremesso, sempre com os dois braços para essa faixa etária. O tamanho e o peso de cada bola estimulam os músculos do tronco e dos membros superiores. Nesse sentido, confeccionar bolas de meia pode incrementar ainda mais o trabalho.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ATIVIDADES DE SOCIALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO


LIVRO:  RECREAÇÃO NA ESCOLA
RAUL FERREIRA NETO

Bingo Alimentar

Esta atividade é ideal para o início do ano letivo, ou para iniciar algum encontro, onde as pessoas não se conheçam. Proporciona uma integração, um processo de trocas afetivas em situações lúdicas. Experimente!
Devemos dividi-la em três momentos:

• 1º Momento - Cada aluno irá escolher um nome de uma comida. Logo após, receberá uma folha de papel ofício, que irá dobrar quatro vezes. Esta folha que representa um retângulo, ao ser dobrada, será dividida em dezesseis novos retângulos pequenos.

• 2º Momento - Ao sinal do professor, os alunos deverão procurar dezesseis colegas, e perguntar os seus nomes e da comida escolhida por eles, anotando-os nos pequenos retângulos da folha, como, por exemplo, abaixo:

Janaína Feijoada                                      Fábio Carne assada
Bruno Bife com Batata Frita                    Caio Estrogonofe
Fernanda Bobó de camarão                   Alessandra File de peixe
Fabiano Galinha ao molho pardo            Hugo Empadão de galinha
Rafael Almôndega                                    Nayara Lasanha
Camila Arroz de forno                               Pedro Henrique Farofa
Matheus Puré de batata                          Victor Salada de maionese
Gisele Macarronada                                Vitória Bife à milanesa

• 3° Momento - Após terem preenchido os dezesseis retângulos, os alunos receberão um número. O professor fará um sorteio, e o aluno sorteado deverá falar o seu nome e o da sua comida (poderá responder as outras perguntas, fazendo, assim, uma apresentação à turma). O professor dirá, após a explanação do aluno, que quem tiver em sua carteia o nome deste aluno marcará um ponto. Será vencedor o aluno que preencher primeiro a carteia.

Encontro dos Grandes Amigos

Vinícius de Moraes dizia que "a vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida". A proposta aqui é de encontros sucessivos que promovam trocas, descobertas, crescimentos. Esta atividade abre espaços para que nas aulas os alunos descubram seus "corpos lúdicos", que em sua origem são espontâneos: criam, brincam, sentem e vivem o prazer. Ela visa ao reconhecimento, à integração, à socialização: o EU e o(s) outro(s), numa ciranda de trocas e descobertas.

Atividades em Duplas

IMITAR E CAIR

Um aluno à frente e outro atrás, ao sinal do professor, o da frente deverá se deslocar, fazendo vários movimentos diferentes, e o de trás irá acompanhá-lo, imitando seus movimentos. Após alguns segundos, ao sinal do professor, os dois param e o que está à frente protege o seu corpo para trás, sem dobrar os joelhos, e o que está atrás deverá segurá-lo, não podendo deixar o amigo cair no chão. Depois, trocam-se as posições e recomeça a atividade.

CARRINHO MALUCO

A mesma formação anterior, sendo que o aluno que está à frente será o carrinho, o que está atrás, o motorista. Este "carro" se locomoverá da seguinte forma: quando o motorista colocar o seu dedo indicador na parte superior "das costas", do carro este irá andar para frente, e, ao retirar o dedo, o carro ficará parado. Para dobrar à direita ou à esquerda, basta colocar a mão no ombro direito ou esquerdo do carro. Para a ré, colocam-se as duas mãos, uma em cada " ombro" do carrinho. Depois, trocam-se as posições.

OBSERVAÇÃO: para estimular a criatividade, podemos pedir para que os alunos criem os seus próprios códigos, não podendo repetir a proposta oferecida pelo professor. Boa viagem!

SACI DUPLO
Um em frente ao outro. Um segura a perna direita (que está estendida e elevada à frente) do outro. As mãos direitas são colocadas nos ombros. Ao sinal do professor irão fazer um giro de 360 ° graus, e logo após, um novo giro, trocando-se as posições das pernas e das mãos

O ESPELHO

A mesma posição anterior. Uni aluno (imagem) irá fazer vários movimentos diferentes, dinâmicos ou não, e outro (espelho) terá que imitá-lo. Depois, trocam-se as posições, e quem era imagem passa a ser espelho.

OBSERVAÇÃO: Incentive os alunos, peça-lhes que façam movimentos bem criativos.

O FOTÓGRAFO E O MODELO

Um aluno será o fotógrafo, que deverá fotografar, de forma bem dinâmica, o modelo em várias situações (praticando esportes, na praia, na passarela, a escolha do próprio modelo e etc.). Diga aos alunos que tanto fotógrafo quanto modelo são muito criativos e de nível internacional.

OBSERVAÇÃO: Após 3 (três) a 5 (cinco) fotos, trocam-se as funções, ou seja, quem era fotógrafo passa a ser modelo

Atividades em Trincas

JOÃO BOBO

Um aluno no centro, os outros, um à frente e o outro atrás. Deverão colocar uma das mãos no corpo do companheiro do centro, que não deverá tirar os dois pés do chão, projetando o seu corpo para a frente e para trás, exercitando continuamente esses movimentos. É o tradicional João Bobo.

VARIÁVEIS
Ofereça outras propostas, como, por exemplo: a mesma trinca,porém os dois alunos que estão nas extremidades não poderão projetar, nem receber o aluno do centro, com as mãos; deverão usar outra parte do corpo.
Após a trinca experimentar os movimentos, esta deverá mudas as posições dos alunos, mantendo a mesma proposta, porém sem usar as mãos e as partes anteriores já utilizadas.
Assim, todos os alunos passarão pelo centro, e teremos um show de
criatividade. Faça comentários construtivos.

DESLOCAMENTO DOS APOIOS

As trincas de mãos dadas, ao se deslocarem pelo espaço o estarão fazendo com determinado número de apoios, ou seja, estarão andando normalmente. O professor agora determinará o número de apoios (8,10,12,6,3,2) em que as trincas irão se locomover. Por exemplo: oito apoios, todas as trincas se locomoverão usando oito partes dos seus corpos no solo.

NÚMERO COLADO

As trincas serão numeradas da direita para a esquerda em 1,2,3, e irão se locomover, andando de mãos dadas. Ao sinal do professor, o número 1 vai fugir (correr pelo espaço), o número 2 fica "colado" (parado no mesmo lugar) e o número 3 vai correr atrás do número 1. Ao pegá-lo, o número 1 fica "colado" e o 3 "foge". Neste instante, o número 2, que estava colado, é automaticamente descolado e vai "pegar" o número 3, e assim sucessivamente.

NÚMERO PEGADOR

A trinca é numerada de 1 a 3, da direita para esquerda. O professor anuncia um dos três números. O número citado deverá correr para "pegar" os demais. Neste momento, surgirá o primeiro pego, que dará a mão ao companheiro e, juntos, irão pegar o outro companheiro. Repita a atividade até os três números serem anunciados.

PASSAR POR DEBAIXO DO CORPO

A trinca formará um pequeno trenzinho que se deslocará, comandado pelo aluno da frente, o qual executará vários movimentos, que deverão ser repetidos pelos demais. Quando o professor disser pare, o primeiro aluno e o segundo ficam imóveis, com as pernas afastadas, e o último passa por baixo, indo para a frente e iniciando, de imediato, a atividade. Continuar até que os três comandem o trem

Atividades Em Quartetos
Todos os alunos devem ser numerados de 1 a 4, da esquerda para a direita.


COMPRAS NO SUPERMERCADO

Os quartetos deverão se locomover como se estivessem em um supermercado. O professor anuncia um número. O número citado se transforma em um produto (escolhido por ele) à venda em um supermercado (batata, gelatina, ovos, macarrão etc.) e os demais terão que transportá-lo por um pequeno espaço.

MONUMENTOS FAMOSOS

A atividade inicia-se de forma idêntica à anterior, sendo que o número anunciado deverá se transformar em um monumento famoso (Cristo Redentor, Estátua da Liberdade, Torre Eifell, Torre de Pisa etc); os demais companheiros deverão transportá-lo.

COLA-COLA

O número anunciado pelo professor deverá ficar em uma posição estática (estátua) e os demais deverão "colar" partes iguais do seu corpo no corpo do companheiro. Vamos ver quem consegue "colar" um maior número de partes do seu corpo.

PASSAR PELO CORPO

O início da atividade é semelhante às demais, sendo que o aluno que fizer a pose deverá executá-la, explorando o espaço. Os demais deverão passar por baixo de todos os segmentos de seu corpo.

ADEDONHA

Os quatro alunos farão a tradicional adedonha. O aluno vencedor terá o direito de pedir para os demais amigos fazerem uma atividade (tipo "bento que bento o frade"), e o vencedor terá o direito, a escolher a próxima atividade.
Atividades em Quintetos

CARNIÇA LÚDICA

Um trenzinho será formado pelo quinteto, que, ao primeiro sinal do professor, irá se locomover. Ao segundo sinal, os quatro primeiros componentes se abaixam e o último salta sobre os demais, até chegar à frente para ser o maquinista do trem, recomeçando a atividade.

PASSEIO EM UMA VERNISSAGEM

Os quintetos serão numerados da esquerda para a direita de 1 a 5. Todos estarão de mãos dadas, passeando em uma exposição de quadros. Porém, está muito calor e o ar condicionado não está funcionando. O professor
diz um número, este deverá "desmaiar" e os demais não poderão deixar o amigo cair no chão. Todos os números deverão ser anunciados.

ENCONTRO DAS VOGAIS
Em cada quinteto, os alunos escolherão uma vogal. As vogais formam uma grande família (todos se abraçam). Porém, um dia, houve uma pequena discordância e elas resolveram se separar. Ao sinal do professor, o "a" vai procurar os outros "as", o "e" vai procurar os outros "es", e assim até o "u". Neste momento, todos os "as", "es", "is", "os", "us" estarão juntos, e darão um grande abraço. Faça uma proposta de uma atividade que possam realizar juntos. Exemplo: cantarem, com coreografia, a música "Atirei o pau no gato", usando apenas a sua letra.

TRENZINHO CEGO

Os quintetos formarão trens (coluna) que se locomoverão pelo espaço.
O professor dirá que neste momento ocorre um grande nevoeiro, e que o maquinista sofreu uma "perda de visão" momentânea. O primeiro aluno do trem deverá fechar os olhos. E a viagem continuará. O professor anuncia que o segundo aluno do trem teve o mesmo problema, e este deverá fechar os olhos também.
E assim anuncia a problemática com o terceiro, o quarto e o quinto, até todos os alunos do trem estarem com os olhos fechados.
Com certeza cada grupo terá que criar suas estratégias, para que não haja graves acidentes e para tenham boa viagem.
Ao final, o nevoeiro passa e todos retornam à sua visão.

FORCA CORPORAL

Todo o grupo escolhe uma representação gestual estática para cada uma das vogais.
Divididos em quintetos, escolherão uma palavra com cinco letras por grupo, que deverá ser apresentada aos demais, que farão a leitura.
Na palavra escolhida pelo grupo, as vogais serão apresentadas com a forma (representação gestual), e, nas consoantes, os alunos ficarão abaixados. A leitura será feita da direita pela esquerda. Exemplo: A palavra escolhida por um grupo é NAVIO. O primeiro aluno que representa o N ficará agachado; o segundo, A, fará o gesto escolhido; o terceiro, V, agadiado; o quarto, I e o quinto, O farão o gesto escolhido, respectivamente.
Os demais grupos terão que fazer a leitura.

PIQUES

São umas das atividades físicas mais lúdicas que existem. Todos os seres humanos têm a necessidade do movimento. O correr e o pegar são atividades naturais interessantes e altamente divertidas. Todos os piques têm sua origem no "pique ta" (pega) onde existe(m) um(s) pegador(es), que irá(ão) pegar os demais.

MÃO NO PEGA

O aluno pegador, ao tocar no colega, faz um novo pegador, que terá que colocar uma das mãos na parte do corpo que foi tocada, ficando a outra mão disponível para pegar um novo colega.

PIQUE COLA AMERICANO

O aluno pegador corre atrás dos demais; aqueles que forem pegos deverão ficar "colados", com as pernas afastadas. O pegador continua "colando" e os colegas que estiverem livres, deverão passar por baixo das pernas deles, salvando-os.

PIQUE COLA BRASILEIRO
A mesma atividade, porém o "colado" fica agachado, para ser salvo. O colega tem que saltar sobre ele.

AVIÃO

O pegador não poderá pegar os colegas que estiverem na posição de um avião (exercício de ginástica olímpica).

TARTARUGA

O pegador não poderá pegar os colegas que estiverem na posição de tartaruga, em decúbito dorsal, porém mexendo os membros superiores e inferiores. O aluno pego passa a ser o pegador.

JACARÉ

A mesma atividade anterior, porém a posição é a de jacaré. Ao contrário da tartaruga, o aluno deverá ficar em decúbito ventral, movimentando os membros superiores e inferiores.

ELEFANTINHO

O pegador deverá correr para pegar os demais, com uma das mãos segurando o nariz e a outra passando por dentro da figura formada, imitando, assim, como se fosse a tromba da elefantinho. O aluno só poderá pegar os colegas com sua "tromba". Quem for pego passa a ser elefantinho também.

PIQUE CRONOMETRADO

A turma deverá ser dividida em dois grupos, com o mesmo número de alunos.
Um grupo ficará em uma linha de fundo da quadra, e os alunos, livremente, dentro do espaço previamente determinado.
O grupo que estiver primeiro na linha de fundo deverá se dispor da seguinte maneira: um aluno ao lado do outro. Ao sinal do professor, que estará com um cronômetro na mão, este dará a partida e ligará o cronômetro. O primeiro aluno correrá atrás dos alunos que estão livres e dispersos pela quadra. Ao pegar um aluno, ele deverá voltar e tocar na mão do próximo companheiro, e assim sucessivamente até chegar ao último.
O professor irá cronometrar quanto tempo este grupo levou para pegar o outro, e depois reverterá as posições. Os pegadores agora serão os perseguidos. Após a cronometragem final, teremos o grupo vencedor.

OBSERVAÇÃO: O aluno que for pego por um companheiro, o próximo não pode pegá-lo, somente os posteriores podem fazê-lo.

ATIVIDADES EM CÍRCULOS

São atividades onde os alunos movem-se circularmente, geralmente retornando ao local de partida. Movimento circular sinaliza a união, pois todos estão de mãos dadas, produzindo o encontro e ampliando os relacionamentos, o companheirismo e a amizade, como que numa ciranda mágica. O círculo é o início de tudo, mas não é o fim de nada, já dizia uma criança falando das brincadeiras em círculos.

ÔNIBUS, MOTORISTA, PASSAGEIRO E ACIDENTE

Os alunos são dispostos formando dois círculos concêntricos. O professor, no centro, começa a contar uma história, e todas as vezes que falar a palavra ônibus, o aluno que está na frente troca de lugar com o que está atrás.
Todas as vezes que o professor falar a palavra motorista o aluno que está na frente (círculo interno) deverá mudar de lugar com seus companheiros que estão no mesmo círculo, não podendo mudar com o colega da direita nem da esquerda. Deverá pular pelo menos um colega. E a história continua. Em seguida, todas as vezes que o professor falar passageiro é a vez de trocar os alunos que estão atrás (círculo exterior). Quando o professor, em sua narração, disser a palavra acidente, todos os alunos mudam de lugar e posições, formando dois novos círculos. Após a explanação e exemplificação, a atividade começa, o professor também participará. Primeiro como narrador, depois entrando no lugar de um aluno. O aluno que não tiver dupla darácontinuidade à história será o narrador, até entrar no lugar alguém, surgindo o novo narrador.

ENCONTRO E DESPEDIDAS

A turma será dividida em dois círculos com números iguais de alunos, que estarão um ao lado do outro, separados por uma pequena distância. Os alunos de ambos os círculos serão numerados. O número 1 de um círculo, irá fazer dupla com o número 1 do outro círculo, e assim sucessivamente.
No primeiro momento, o professor pedirá que os dois arados se movimentem para direita ou esquerda cantando músicas.
Após alguns instantes, o professor dá o sinal, e os dois círculos se separam. O número 1 do círculo deverá encontrar o seu par de número 1 do outro círculo, darão as mãos e aguardarão a próxima proposta.
Após o encontro de todas as duplas, o professor solicita que elas façam uma pose que represente um desporto. Digamos que o desporto escolhido tenha sido o voleibol. O aluno poderá fazer a forma da cortada, e o outro a recepção de manchete, ou seja, dentro do mesmo desporto formas diferentes. É importante deixar a criatividade dos seus alunos fluir.
Você poderá dizer que serão escolhidas as três poses mais criativas.

OBSERVAÇÃO: Chame o pessoal de apoio da escola, o senhor da cantina etc. para serem jurados. Com certeza eles irão adorar.
Após, dê um sinal para que as duplas se separem e voltem a formar os dois círculos anteriores. O círculo que se formar primeiro é um círculo muito bom!
Agora, chame os jurados, coloque os alunos sentados nos seus círculos, e peça que eles apontem as três duplas mais criativas. As duplas escolhidas deverão se apresentar para os colegas, que escolherão a dupla mais criativa. Como sugestão outros temas podem ser abordados: cena do dia-a-dia na família, a paz, o amor etc. Aqui, a criatividade é sua.

PERIQUITO

Um grande círculo. Um aluno no centro será o periquito, que deverá se movimentar ao som das vozes dos alunos que dirão, batendo palmas:
Periquito, periquito, parece com papai (bis)
Após a repetição, ele escolhe um aluno e grupo repetirá:
Para cima: Neste momento levantará os membros superiores, junto com o amigo escolhido.
Para baixo: Abaixam os membros superiores.
Para frente: Darão um saltito para frente.
Para trás: Darão um saltito para trás.
Esta movimentação deverá ser feita 2 (duas) vezes. O aluno escolhido passa a ser periquito também, e os dois deverão procurar dois novos. Segue a atividade até que todos virem periquitos.

MEUS NOVOS VIZINHOS

Um grande círculo; ao sinal do professor, os alunos deverão cumprimentar seus vizinhos da esquerda e da direita, com um abraço. Ao outro sinal, deverão formar um novo círculo, sendo que o aluno que estava ao lado dos outros dois deverá procurar novos companheiros, não podendo ficar ao lado dos colegas anteriores. Segue a atividade até que todos tenham ficado ao lado de todos.

EU ESTOU ASSIM

Dois círculos, um interno, outro externo. Os alunos do círculo interno ficarão com os olhos fechados, os do círculo externo irão "modelar" o corpo dos colegas, fazendo lindas poses. Depois, irão procurar um espaço e farão com o seu corpo a mesma pose que fizeram com o corpo do seu companheiro; estes, ao sinal do professor, abrirão os olhos e irão descobrir quem os "modelou". A seguir, trocam-se os círculos. Esta atividade é ótima para a educação infantil!

A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA NO ENSINO BÁSICO

Educação Tecnológica


A Educação Tecnológica deverá concretizar-se através do desenvolvimento e aquisição de competências, numa sequência progressiva de aprendizagens ao longo da escolaridade básica, tendo como referência o pensamento e a ação perspectivando o acesso à cultura tecnológica.

Essas aprendizagens deverão integrar saberes comuns a outras áreas curriculares e desencadear novas situações para as quais os alunos mobilizam, transferem e aplicam os conhecimentos adquiridos gradualmente.

A Educação Tecnológica orienta-se, na Educação básica, para a promoção da cidadania, valorizando os múltiplos papéis do cidadão utilizador, através de competências transferíveis, válidas em diferentes situações e contextos.
Referimo-nos às competências do utilizador individual, aquele que sabe fazer, que usa a tecnologia no seu quotidiano, às competências do utilizador profissional, que interage entre a tecnologia e o mundo do trabalho, que possui alfabetização tecnológica e às competências do utilizador social,implicado nas interações tecnologia/sociedade, que dispõe de competências que lhe permitem compreender e participar nas escolhas dos projetos tecnológicos, tomar decisões e agir socialmente, como cidadão participativo e crítico.


Decorre desta concepção a construção do perfil de competências que define um cidadão tecnologicamente competente, capaz de apreciar e considerar as dimensões sociais, culturais, econômicas, produtivas e ambientais resultantes do desenvolvimento tecnológico.
  Compreender que a natureza e evolução da tecnologia é resultante do processo histórico.
  Ajustar-se, intervindo ativa e criticamente, às mudanças sociais e tecnológicas da comunidade/ sociedade.
  Adaptar-se à utilização das novas tecnologias ao longo da vida.
  Predispor-se a avaliar soluções técnicas para problemas humanos, discutindo a sua fiabilidade, quantificando os seus riscos, investigando os seus inconvenientes e sugerindo soluções alternativas.
  Julgar criticamente as diferenças entre as medidas sociais e as soluções tecnológicas para os problemas que afetam a comunidade/sociedade.
  Avaliar as diferenças entre as abordagens sociopolíticas e as abordagens tecnocráticas.
  Reconhecer que as intervenções/soluções tecnológicas envolvem escolhas e opções, onde a opção por determinadas qualidades pressupõe, muitas vezes, o abandono de outras.
  Identificar, localizar e tratar a informação de que necessita para as diferentes atividades do seu quotidiano.
  Observar e reconhecer, pela curiosidade e indagação, as características tecnológicas dos diversos recursos, materiais, ferramentas e sistemas tecnológicos.
  Decidir-se a estudar alguns dispositivos técnico-científicos que estão na base do desenvolvimento tecnológico atual.
  Dispor-se a analisar e descrever sistemas técnicos, presentes no quotidiano, de modo a distinguir e enumerar os seus principais elementos e compreender o seu sistema de funcionamento.
  Escolher racionalmente os sistemas técnicos a usar, sendo eles apropriados/adequados aos contextos de utilização ou de aplicação.
  Estar apto para intervir em sistemas técnicos, particularmente simples, efetuando a sua manutenção, reparação ou adaptação a usos especiais.
  Ler, interpretar e seguir instruções técnicas na instalação, montagem e utilização de equipamentos técnicos da vida quotidiana.
  Detectar avarias e anomalias no funcionamento de equipamentos de uso pessoal ou doméstico.
  Manipular, usar e otimizar o aproveitamento da tecnologia, a nível do utilizador.
  Utilizar ferramentas, materiais e aplicar processos técnicos de trabalho de modo seguro e eficaz.
  Ser capaz de reconhecer e identificar situações problemáticas da vida diária que podem ser corrigidas/ultrapassadas com a aplicação de propostas simples, enquanto soluções tecnológicas para os problemas detectados.
  Ser um consumidor atento e exigente, escolhendo racionalmente os produtos e serviços que adquire e utiliza.
  Procurar, selecionar e negociar os produtos e serviços na perspectiva de práticas sociais respeitadoras de um ambiente equilibrado, saudável e com futuro.
  Analisar as principais atividades tecnológicas, bem como profissões, na perspectiva da construção estratégica da sua própria identidade e do seu futuro profissional.


COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS


Ao longo do Ensino Básico, as competências que o aluno deve adquirir no âmbito das aprendizagens em tecnologia organizam-se em três eixos estruturantes fundamentais:


Tecnologia e sociedade

A Educação Tecnológica, no âmbito da formação para todos, integra uma forte componente educativa, orientada para uma cidadania activa, com base no desenvolvimento da pessoa enquanto cidadão participativo, crítico, consumidor responsável e utilizador inteligente das tecnologias disponíveis.

Neste sentido, a dimensão cultural é central no processo de formação em tecnologia, pois trata-se de proporcionar uma aprendizagem assente no sentido crítico e compreensivo da cultura tecnológica.

Este aspecto fundamental para a cultura tecnológica desenvolve-se em torno de conceitos, valores e procedimentos que caracterizam os estádios atuais de desenvolvimento (desiguais) econômico, social e cultural.

A dimensão histórica e social da tecnologia, estruturada nas relações dinâmicas entre a tecnologia e a sociedade, determinam o desenvolvimento de conhecimentos e posicionamentos éticos, fundamentais para analisar e compreender os sistemas tecnológicos e os seus impactos sociais.

A compreensão da realidade, e em particular da realidade técnica que rodeia a criança e o jovem, necessita de ferramentas conceptuais para a sua análise e compreensão crítica, de forma a permitir não apenas a construção do conhecimento, mas também a formação de um posicionamento ético, alicerçado em valores e atitudes, desenvolvidas como processo de construção identitária do jovem.


Processo tecnológico

As atividades humanas visam criar, inventar, conceber, transformar, modificar, produzir, controlar e utilizar produtos ou sistemas. Podemos dizer, genericamente, que estas acções correspondem a intervenções de natureza técnica, constituindo a base do próprio processo tecnológico. 
A concepção e realização tecnológica necessitam da compreensão e utilização de recursos (conceptuais, procedimentais e materiais), de diversas estratégias mentais, nomeadamente a resolução de problemas, a visualização, a modelização e o raciocínio.
Neste sentido, o processo tecnológico é eixo estruturante da Educação em tecnologia e, ao mesmo tempo, organizador metodológico do processo didático que lhe está subjacente.


Conceitos, princípios e operadores tecnológicos

campo e objecto da tecnologia estabelece uma articulação íntima entre os métodos, os contextos e os modos de operar (práticas). Estes, mobilizam conhecimentos, modos de pensamento e ações operatórias, assentes nos recursos científicos e técnicos, específicos das realizações tecnológicas.

Assim, a compreensão dos principais conceitos e princípios aplicados às técnicas, bem como o conhecimento dos operadores tecnológicos elementares, constituem o corpo de referência aos saberes-chave universais da educação em tecnologia.

Todo o objecto, máquina ou sistema tecnológico é constituído por elementos simples que, combinados de um modo adequado, cumprem uma função técnica específica.
A concepção, construção ou utilização de objetos técnicos exige um mínimo de conhecimentos e de domínio dos operadores técnicos mais comuns, utilizados na construção de mecanismos ou sistemas, bem como o estudo das suas relações básicas.


Tecnologia e sociedade

Tecnologia e desenvolvimento social

No domínio da relação entre a tecnologia e desenvolvimento social, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Apreciar e considerar as dimensões sociais, culturais, econômicas, produtivas e ambientais resultantes do desenvolvimento tecnológico.
  Compreender que a natureza e evolução da tecnologia resultam do processo histórico.
  Entender o papel da sociedade no desenvolvimento e uso da tecnologia.
  Analisar os efeitos culturais, sociais, econômicos, ecológicos e políticos da tecnologia e as mudanças que ela vai operando no mundo.
  Distinguir as diferenças entre medidas sociais e soluções tecnológicas para os problemas que afetam a sociedade. 
  Ajustar-se, intervindo ativa e criticamente, às mudanças sociais e tecnológicas da comunidade / sociedade.
  Apresentar propostas tecnológicas para a resolução de problemas sociais e comunitários.

1.º ciclo
  Desenvolver a sensibilidade para observar e entender alguns efeitos produzidos pela tecnologia na sociedade e no ambiente.
  Procurar descobrir algumas razões que levam a sociedade a aperfeiçoar e a criar novas tecnologias.
  Compreender atividades tecnológicas simples e saberes técnicos, de acordo com a sua idade e maturidade.
  Identificar algumas profissões do mundo contemporâneo.
  Relacionar objetos, ferramentas e atividades com as profissões identificadas.

2.º ciclo
  Utilizar diferentes saberes (científicos, técnicos, históricos, sociais), para entender a sociedade no desenvolvimento e uso da tecnologia.
  Reconhecer a importância dos desenvolvimentos tecnológicos fundamentais.
  Analisar factores de desenvolvimento tecnológico.
  Entender a inter-relação entre tecnologia, sociedade e meio ambiente.
  Compreender os efeitos culturais, sociais, econômicos e políticos da tecnologia.
  Distinguir modos de produção (artesanal e industrial).
  Compreender e distinguir os efeitos benéficos e nefastos da tecnologia na sociedade e no meio ambiente.

3.º ciclo
  Compreender que a natureza e evolução da tecnologia é resultante do processo histórico.
  Conhecer e apreciar a importância da tecnologia, como resposta às necessidades humanas.
  Compreender os alcances sociais do desenvolvimento tecnológico e a produtividade do trabalho humano.
  Avaliar a pertinência das tecnologias convenientes e socialmente apropriadas.
  Ajustar-se às mudanças produzidas no meio pela tecnologia.
  Reconhecer e avaliar criticamente o impacto e as consequências dos sistemas tecnológicos sobre os indivíduos, a sociedade e o ambiente.
  Predispor-se a intervir na melhoria dos efeitos nefastos da tecnologia no ambiente.
  Reconhecer diferentes atividades profissionais, relacionando-as com os seus interesses.
  Predispor-se para uma vida de aprendizagem numa sociedade tecnológica.
  Tornar-se aptos a escolher uma carreira profissional.


Tecnologia e consumo

No domínio das relações entre a tecnologia e consumo, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Desenvolver uma atitude reflexiva face às práticas tecnológicas, avaliando os seus efeitos na qualidade de vida da sociedade e do ambiente e sua influência nos valores éticos e sociais.
  Compreender a tecnologia como resultado dos desejos e necessidades humanas.
  Consciencializar-se das transformações ambientais criadas pelo uso indiscriminado da tecnologia e da necessidade de se tornar um potencial controlador.
  Avaliar o impacto dos produtos e sistemas.
  Predispor-se a escutar, comunicar, negociar e participar como consumidor prudente e crítico.
  Tornar-se num consumidor atento e exigente, escolhendo racionalmente os produtos e serviços que utiliza e adquire.
  Intervir na defesa do ambiente, do patrimônio cultural e do consumidor, tendo em conta a melhoria da qualidade de vida.

1.º ciclo
  Analisar e comparar objetos de uso diário, antigos e contemporâneos.
  Descrever alguns objetos e sistemas simples que fazem parte do mundo tecnológico e tentar compreender a sua relação com as necessidades do homem.
  Reconhecer a importância de não desperdiçar bens essenciais.
  Distinguir alguns materiais utilizados na proteção dos objetos de consumo diário.
  Utilizar materiais reciclados e reciclar outros (papéis, cartões).

2.º ciclo
  Compreender o papel da sociedade no desenvolvimento e uso da tecnologia.
  Situar a produção de artefactos/objectos e sistemas técnicos nos contextos históricos e sociais de produção e consumo.
  Compreender a necessidade de seleccionar produtos e serviços que adquirem e utilizam.
  Escolher os produtos de acordo com as normas respeitadoras do ambiente.
  Saber que os recursos naturais devem ser respeitados e utilizados responsavelmente.
  Analisar as consequências do uso de uma tecnologia na sociedade e no ambiente.
  Reconhecer os perigos de algumas tecnologias e produtos a fim de os controlar ou evitar.

3.º ciclo
  Compreender as implicações econômicas e sociais de alguns artefatos, sistemas ou ambientes.
  Ilustrar, exemplificando, consequências econômicas, morais, sociais e ambientais de certas inovações tecnológicas.
  Analisar criticamente abusos, perigos, vantagens e desvantagens do uso de uma tecnologia.
  Ser consumidores atentos e exigentes, escolhendo racionalmente os produtos e serviços que adquiram e utilizem.
  Escolher, selecionar e negociar os produtos e serviços na perspectiva de práticas sociais respeitadoras de um ambiente equilibrado e saudável.
  Fazer escolhas acertadas, enquanto consumidores, selecionando e eliminando aquilo que é prejudicial ao ambiente.
  Selecionar produtos técnicos adequados à satisfação das suas necessidades pessoais ou de grupo.
  Reconhecer normas de saúde e segurança pessoal e colectiva, contribuindo com a sua reflexão e atuação para a existência de um ambiente agradável à sua volta.


Processo tecnológico

Objecto técnico

No domínio da análise e estudo do objecto técnico, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Distinguir os objetos técnicos dos restantes objetos.
  Conhecer e caracterizar o ciclo de vida dos objetos técnicos.
  Enumerar os principais factores que influenciam a concepção, escolha e uso de objetos técnicos.
  Aptidão para analisar o princípio do funcionamento dos objetos técnicos.
  Compreender a importância de materiais e processos utilizados no fabrico de objetos técnicos.
  Analisar os objetos técnicos relativamente às suas funções técnicas em uso.

1.º ciclo
  Descrever oralmente um objecto do seu envolvimento, a partir da observação direta.
  Relacionar os objetos de uso diário com as funções a que se destinam.
  Reconhecer os materiais de que são feitos os objetos.
  Desmontar e montar objetos simples.

2.º ciclo
  Distinguir um objecto de produção artesanal de um objecto de produção industrial.
  Predispor-se para conhecer a evolução de alguns objetos ao longo da história.
  Analisar o princípio de funcionamento de um objecto técnico simples.
  Descrever o funcionamento de objetos, explicando a relação entre as partes que o constituem.
  Predispor-se para detectar avarias no funcionamento de um objecto de uso frequente.

3.º ciclo
  Dispor-se a estudar o objecto técnico, considerando a análise morfológica, estrutural, funcional e a técnica.
  Predispor-se para proceder à reconstrução sócio-histórica do objecto.
  Avaliar o desempenho do objecto técnico relativamente às suas funções de uso.
  Redesenhar um objecto existente, procurando a sua melhoria estrutural e de uso.
  Adaptar um sistema técnico já existente a uma situação nova.
  Predispor-se a imaginar e conceber modificações em sistemas para que estes funcionem melhor.


Planeamento e desenvolvimento de produtos e sistemas técnicos

No domínio do planeamento e desenvolvimento de produtos e sistemas técnicos , as competências tecnológicas que todos os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Aptidão para identificar e apresentar as necessidades e oportunidades tecnológicas decorrentes da observação e investigação de contextos sociais e comunitários.
  Aptidão para realizar artefatos ou sistemas técnicos com base num plano apropriado que identifique as ações e recursos necessários.
  Reunir, validar e organizar informação, potencialmente útil para abordar problemas técnicos simples; obtida a partir de fontes diversas (análise de objectos, sistemas e de ambientes existentes, documentação escrita e visual, pareceres de especialistas).
  Recorrer ao uso da tecnologia informática para planificação e apresentação dos projectos.
  Utilizar as tecnologias de informação e da comunicação disponíveis, nomeadamente a Internet.

1.º ciclo
  Observar o meio social envolvente, identificando situações ou problemas que afectam a vida diária das pessoas.
  Identificar no meio próximo actividades produtivas de bens e serviços.
  Desenvolver ideias e propor soluções para a resolução de problemas.
  Identificar as principais acções a realizar e os recursos necessários para a construção de um objecto simples.
  Ler e interpretar esquemas gráficos elementares de montagem de objectos (brinquedos, modelos reduzidos, etc.).

2.º ciclo
  Recensear o conjunto de operações necessárias à produção de bens e serviços.
  Observar, interpretar e descrever soluções técnicas.
  Antecipar, no tempo e no espaço, o conjunto ordenado das acções do ciclo de vida de um produto.
  Elaborar, explorar e seleccionar ideias que podem conduzir a uma solução técnica.
  Seleccionar informações pertinentes.
  Exprimir o pensamento com ajuda do desenho (esboços e esquemas simples).
  Seguir instruções técnicas redigidas de forma simples.

3.º ciclo
  Elaborar, explorar e seleccionar ideias que podem conduzir a uma solução técnica viável, criativa, esteticamente agradável.
  Representar e explorar graficamente ideias de objectos ou sistemas, usando diversos métodos e meios, para explorar a viabilidade de alternativas.
  Ler e interpretar documentos técnicos simples (textos, símbolos, esquemas, diagramas, fotografias, etc.).
  Realizar e apresentar diferentes informações orais e escritas, utilizando vários suportes e diversas técnicas de comunicação adequadas aos contextos.
  Exprimir o pensamento e as propostas técnicas através de esboços e esquemas gráficos.
  Comunicar as soluções técnicas de um produto através de um dossier.
  Definir a população-alvo de um certo produto, identificando as suas necessidades e desejos dos eventuais utilizadores.
  Validar as funções do uso de um dado produto nas condições normais de utilização.
  Controlar a conformidade de um produto.
  Clarificar as sequências e procedimentos para diagnosticar uma avaria.
  Recensear o conjunto das operações necessárias à produção de um serviço.
  Elaborar um caderno de encargos, listando os condicionalismos a respeitar.


Conceitos, princípios e operadores tecnológicos


Estruturas resistentes

No domínio do estudo e ensaio de estruturas resistentes, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico, incluem:
  Identificar a presença de uma grande variedade de estruturas resistentes no meio envolvente.
  Conhecer a evolução de estruturas resistentes em diferentes momentos da história.
  Dominar o conceito de estrutura resistente, identificando algumas situações concretas da sua aplicação.
  Identificar as características que as estruturas resistentes devem ter para cumprirem a sua função técnica.
  Reconhecer que a economia dos materiais aplicados a uma estrutura é favorável do ponto de vista técnico, económico, ambiental e estético.
  Construir estruturas simples, respondendo a especificações e necessidades concretas.

1.º ciclo
  Identificar estruturas nas "coisas naturais" (o tronco da árvore, o esqueleto dos homens e animais, etc.) e nos artefactos construídos pelo homem (pontes, andaimes, edifícios, gruas, pernas de uma mesa ou de uma cadeira, etc.).
  Reconhecer e identificar a presença de estruturas resistentes no meio próximo.
  Construir pequenas estruturas através de meios e processos técnicos muito simples (tubos de papel, perfis de cartolina ou cartão, utilização de embalagens, etc.).
  Ensaiar e experimentar a resistência de pequenas estruturas concebidas com essa finalidade.

2.º ciclo
  Estabelecer analogias entre as funções das estruturas nas "coisas naturais" e os artefactos no mundo construído.
  Analisar diferentes tipos de estruturas existentes em diferentes momentos da história.
  Identificar a partir da observação directa alguns dos esforços a que está submetida uma estrutura.
  Reconhecer que muitas estruturas são constituídas pela montagem de elementos muito simples.
  Identificar alguns elementos básicos constituintes de estruturas resistentes.
  Compreender a razão pela qual triângulos e tetraedros são formas básicas das estruturas de muitas construções.

3.º ciclo
  Identificar e distinguir os diferentes tipos de forças que actuam sobre as estruturas.
  Analisar as condições e o modo de funcionamento para que uma estrutura desempenhe a sua função.
  Ser capazes de distinguir forças de tracção, compressão e flexão.
  Identificar os perfis e características mecânicas das estruturas resistentes Identificar as características e funções dos principais elementos de uma estrutura resistente (viga, pilar, tirante e esquadro).
  Analisar e compreender a influência da disposição geométrica dos elementos sobre a capacidade de resistência das estruturas.
  Analisar e valorizar a importância das normas de segurança nas estruturas submetidas a esforços.

Movimento e mecanismos

No domínio do estudo, análise e aplicação do movimento e mecanismo, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Aptidão para verificar que não existe movimento sem estrutura.
  Aptidão para identificar as partes fixas e as partes móveis de um objecto ou sistema técnico.
  Identificar os principais operadores técnicos utilizados nos mecanismos.
  Analisar estruturas com movimento procedentes de diferentes momentos da história.
  Reconhecer alguns mecanismos elementares que transformam ou transmitem o movimento.

1.º ciclo
  Identificar o movimento em objectos simples comuns no quotidiano.
  Realizar um inventário de mecanismos presentes na vida diária.
  Descrever o tipo e a função do movimento em objectos comuns.
  Identificar as partes fixas e as partes móveis em objectos do mundo próximo.
  Dominar as noções de transmissão e de transformação de movimento.
  Montar e desmontar as partes fixas e móveis de objectos simples.

2.º ciclo
  Identificar os elementos de uma estrutura móvel.
  Identificar os elementos e uniões desmontáveis.
  Conhecer as duas grandes famílias de movimento - movimento circular e movimento rectilíneo.
  Reconhecer e identificar processos de transmissão de movimento circular e movimento rectilíneo.
  Conhecer e identificar processos de transmissão com transformação do movimento.
  Construir mecanismos simples que utilizem os operadores mecânicos do movimento.

3.º ciclo
  Conhecer e identificar os principais operadores dos sistemas mecânicos básicos.
  Identificar os diferentes tipos de transmissão e transformação de movimento: circular/circular; circular/ rectilíneo; rectilíneo/circular.
  Ser capazes de construir, montar e desmontar objectos técnicos compostos por mecanismos e sistemas de movimento.


Acumulação e transformação de energia

No domínio da acumulação e transformação de energia, as competências tecnológicas que o aluno desenvolverá ao longo do Ensino Básico incluem:
  Compreender que é necessária a existência de energia para produzir trabalho.
  Conhecer diferentes fontes de energia.
  Identificar diferentes formas de energia.
  Analisar e valorizar os efeitos (positivos e negativos) da disponibilidade de energia sobre a qualidade de vida das populações.
  Conhecer as normas de segurança de utilização técnica da electricidade.
  Participar activamente na prevenção de acidentes eléctricos.
  Reflectir e tomar posição face ao impacto social do esgotamento de fontes energéticas naturais.
  Valorizar o uso das energias alternativas, nomeadamente pela utilização de fontes energéticas renováveis.

1.º ciclo
  Compreender o conceito de material combustível e energético.
  Enumerar objectos eléctricos utilizados no quotidiano das pessoas.
  Reconhecer e identificar, no espaço público, objectos que funcionam com electricidade.
  Conhecer o esquema e o princípio de funcionamento de um circuito eléctrico.
  Conhecer os elementos constituintes de um circuito eléctrico simples.
  Desmontar e montar objectos eléctricos simples (lanternas, brinquedos, etc.).
  Conhecer as características e princípios de utilização de materiais condutores e materiais isolantes.

2.º ciclo
  Identificar em objectos simples os operadores tecnológicos com as funções de acumulação e transformação de energia.
  Identificar os elementos fundamentais de um circuito eléctrico, as suas funções e o princípio de funcionamento.
  Construir objectos simples.
  Montar pequenas instalações eléctricas.
  Conhecer as fontes de energia, nomeadamente a energia hidráulica, eólica, geométrica, solar, maremotriz.

3.º ciclo
  Conhecer os principais operadores eléctricos e a sua aplicação prática.
  Conhecer e identificar a simbologia eléctrica.
  Dominar o conceito de intensidade, resistência e voltagem eléctrica.
  Conhecer diversos tipos de circuitos eléctricos.
  Conhecer o princípio do funcionamento de um motor cc..
  Conhecer os princípios que explicam o funcionamento do electroíman.
  Conhecer os dispositivos utilizados para a inversão do movimento de um motor cc..
  Montar e desmontar aparelhos eléctricos simples.
  Construir pequenas montagens e instalações eléctricas.


Regulação e controlo

No domínio da regulação e controlo, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Utilizar com correcção os instrumentos de controle e medida.
  Predisposição para aceitar que os sistemas técnicos podem actuar como receptores ou emissores de informação, nomeadamente no comando e regulação de funcionamento de máquinas.
  Compreender que a regulação é o comando de um sistema por si próprio, envolvendo uma cadeia circular (acção/mediação/actuação).
  Reconhecer que a informática facilita e flexibiliza extraordinariamente o comando e regulação dos sistemas técnicos.
  Predisposição para compreender a importância do controlo social da tecnologia.

1.º ciclo
  Identificar actos de comando em sistemas técnicos comuns.
  Identificar os elementos técnicos do comando, regulação e controlo de sistemas técnicos do quotidiano (em ambiente doméstico, na escola ou em espaços sociais).
  Ser capazes de ler um instrumento de medida coerente.

2.º ciclo
  Identificar diferentes tipos de comandos de sistemas técnicos comuns ? manuais, mecânicos e automáticos.
  Ser capazes de distinguir actos de comando automático.
  Reconhecer que o funcionamento de um sistema exige a actuação de dispositivos de informação retroactiva.
  Predispor-se a utilizar as disponibilidades técnicas do computador pessoal e dos seus periféricos.
  Verificar o funcionamento de um objecto construído.

3.º ciclo
  Ser capazes de efectuar e relacionar medidas de grandezas eléctricas.
  Seleccionar um sistema eléctrico simples e representar o seu funcionamento.
  Identificar procedimentos e instrumentos de detecção, regulação e controlo de sistemas técnicos comuns.
  Reconhecer que são as relações entre a função técnica de um elemento e a estrutura que permitem realizar a regulação.
  Representar a estrutura funcional de artefactos, destacando a função da regulação mecânica.
  Identificar Conhecer as noções das funções de regulação e de controlo de energia (regular e controlar para que o débito desta seja constante).
  Reconhecer a relação entre a regulação de energia e a possibilidade de controlar os ritmos e níveis dos processos de produção.
  Conhecer alguns operadores técnicos específicos de comando, regulação e controlo.

Materiais

No domínio dos materiais, as competências tecnológicas que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Básico incluem:
  Conhecer as principais características das grandes famílias dos materiais.
  Aptidão para comparar as características e aplicações técnicas em diferentes materiais.
  Aptidão para escolher materiais de acordo com o seu preço, aspecto, propriedades físicas e características técnicas.
  Valorizar na escolha dos materiais os aspectos estéticos destes que cumpram os requisitos técnicos exigidos.
  Sensibilidade perante a possibilidade de esgotamento de algumas matérias-primas devido a uma utilização desequilibrada dos meios disponíveis na natureza.
  Manter comportamentos seguros perante a eventual nocividade de certos materiais.

1.º ciclo
  Distinguir materiais naturais de materiais artificiais.
  Conhecer a origem de alguns materiais básicos comuns.
  Identificar diversos materiais aplicados na construção de artefactos do quotidiano (um edifício, uma ponte, um automóvel, uma bicicleta, um lápis, um brinquedo, etc.).
  Reconhecer algumas características de materiais comuns: duro-mole, rígido-flexível, opaco-transparente. rugoso-macio, pesado-leve, absorvente-repelente, etc..
  Predispor-se para compreender que a maioria dos materiais é comercializada após sucessivas fases de preparação, e não como se encontra na natureza.

2.º ciclo
  Identificar os diferentes materiais básicos e algumas das suas principais aplicações.
  Conhecer a origem dos principais materiais básicos.
  Reconhecer características físicas elementares e aptidão técnica dos materiais básicos mais correntes.
  Seleccionar os materiais adequados para aplicar na resolução de problemas concretos.
  Seleccionar e aplicar os materiais tendo em conta as suas qualidades expressivas/estéticas.

3.º ciclo
  Predispor-se para avaliar as características que devem reunir os materiais para a construção de um objecto.
  Conhecer os principais materiais básicos segundo as suas aplicações técnicas nomeadamente materiais de construção. materiais de ligação, de recobrimento, etc..
  Reconhecer os materiais básicos de uso técnico, segundo tipologia, classificação e formas comerciais.
  Utilizar os materiais tendo em conta as normas de segurança específicas.
  Comparar os materiais aplicados em diferentes momentos da história.
  Predispor-se para atender aos eventuais riscos para a saúde derivados do uso de determinados materiais.
  Ser sensível perante o impacto ambiental e social produzido pela exploração, transformação e desperdício de materiais no possível esgotamento dos recursos naturais.


Fabricação-construção

No domínio da fabricação e construção, as competências tecnológicas que o aluno desenvolverá ao longo do Ensino Básico incluem:
  Identificar e usar racionalmente os instrumentos e ferramentas.
  Conhecer e utilizar os dispositivos de segurança de ferramentas e máquinas.
  Estabelecer um plano racional de trabalho que relacione as operações a realizar e os meios técnicos disponíveis.
  Valorizar o sentido de rigor e precisão.

1.º ciclo
  Conhecer as principais actividades tecnológicas, as profissões e algumas das características dos seus trabalhos.
  Identificar algumas das principais actividades produtivas da região.
  Predispor-se a valorizar as precauções de segurança nos processos de fabricação.
  Realizar a construção de objectos simples utilizando processos e técnicas elementares.
  Realizar medições simples.

2.º ciclo
  Identificar e distinguir algumas técnicas básicas de fabricação e construção.
  Seleccionar e aplicar as ferramentas específicas aos materiais a trabalhar.
  Descrever um objecto comum por meio de esquemas gráficos e figuras.
  Identificar os principais sectores profissionais da actividade tecnológica.
  Manter comportamentos saudáveis e seguros durante o trabalho prático, conhecer algumas técnicas básicas nomeadamente união, separação-corte, assemblagem, formação, conformação e recobrimento.
  Medir e controlar distâncias e dimensões expressas em milímetros.
  Aplicar as técnicas específicas aos materiais a utilizar e aos problemas técnicos a resolver.

3.º ciclo
  Ser capazes de ler instrumentos de medida com aplicações técnicas.
  Reconhecer que a precisão dimensional e a lubrificação são necessárias ao bom funcionamento de mecanismos.
  Predispor-se a usar medidas rigorosas com tolerância, distinguindo o erro relativo do erro absoluto.
  Definir autonomamente os condicionalismos que se colocam à produção-fabricação de um objecto, nomeadamente financeiros, técnicos, humanos e tempo/duração.
  Escolher e seleccionar os operadores técnicos adequados ao plano e à realização do projecto técnico.
  Interpretar instruções de funcionamento de aparelhos e equipamentos comuns (montagem, fixação, instalação, funcionamento/uso e manutenção).
  Ler e interpretar esquemas gráficos de informação técnica.
  Construir operadores tecnológicos recorrendo a materiais e técnicas básicas.
  Sequenciar as operações técnicas necessárias para a fabricação-construção de um objecto.
  Estabelecer um caderno de encargos.
  Elaborar uma memória descritiva.


Sistemas tecnológicos

No domínio dos sistemas tecnológicos, as competências tecnológicas a desenvolver pelos alunos ao longo do Ensino Básico incluem:
  Analisar o objecto técnico como um sistema.
  Analisar o ciclo de vida do objecto relacionando as interacções existentes nos diferentes sistemas sociais: consumo, uso, produção e impacto social e ambiental.
  Usar a perspectiva sistémica na concepção e desenvolvimento do produto pela interacção e articulação de várias perspectivas.
  Aptidão para analisar as relações dos objectos nos sistemas técnico, no sistema de produção e no sistema ambiental.
  A predisposição para reconhecer que todos os sistemas técnicos podem falhar ou não funcionar como o previsto devido a uma falha de uma ou mais partes que constituem o sistema.

1.º ciclo
  Observar e compreender o objecto como um conjunto de componentes ou partes que interagem entre si.
  Observar nos sistemas sociais do meio envolvente a interacção das partes que o constituem.
  Verificar e explicar o que pode acontecer se uma dada parte de um sistema deixa de funciona.
  Classificar e emparelhar objectos a partir das funções que desempenham num dado sistema.

2.º ciclo
  Predispor-se para reconhecer que todos os sistemas técnicos são constituídos por elementos parciais mas que interagem para a realização das funções gerais do sistema.
  Ser capazes de enumerar e relacionar os elementos constituintes e funcionais de um sistema.
  Dispor-se a reconhecer e compreender a existência de sistemas simples e de reduzidas dimensões, de sistemas complexos de grandes dimensões, nomeadamente os grandes sistemas sociais.
  Analisar a fiabilidade dos vários elementos do sistema.
  Discutir o prejuízo, para a funcionalidade de um sistema, derivado de uma falha de um dos seus componentes.
  Analisar um objecto técnico como um sistema.
  Observar as diferentes funções de um sistema e a sua participação na funcionalidade geral deste (ex.: a bicicleta. o sistema de distribuição de energia eléctrica, etc.).

3.º ciclo
  Predispor-se para analisar a complexidade do meio artificial.
  Compreender que todos os produtos tecnológicos se integram num dado sistema específico, nomeadamente os sistemas físicos, biológicos e organizacionais.
  Observar e descrever os elementos constitutivos de um dado sistema.
  Compreender que um sistema é uma totalidade complexa organizada em função de uma necessidade constituída por elementos solidários interagindo dinamicamente.
  Analisar o objecto técnico com um sistema a partir das relações e interacções com o meio envolvente.
  Compreender que o estudo do objecto se realiza tendo em conta as relações internas e externas dos seus componentes.

A competência em tecnologia, tal como foi definida, adquire-se e desenvolve-se através da experimentação de situações que mobilizem:

A integração dos saberes, conhecimentos e conceitos, específicos e comuns a várias áreas do saber.
A transformação das aquisições, operacionalizando os saberes em situações concretas, exigindo respostas operativas.
A mobilização de conhecimentos, experiências e posicionamentos éticos, e
A criação de situações nas quais é preciso tomar decisões e resolver os problemas.

Neste quadro, o conceito de competência adoptado considera que as competências, ao mobilizarem os saberes e saber-fazer, exigem a criação de recursos e situações de aprendizagem que permitam a realização do princípio de mobilização.
Para que haja transferência de competências é indispensável que estas sejam postas em acção e treinadas de forma sistemática.


Tipologia e natureza das actividades em educação tecnológica
  Actividades de observação.
  Actividades de pesquisa.
  Actividades de resolução de problemas (técnicas/tecnológicas).
  Actividades de experimentação.
  Actividades de design.
  Actividades de organização e gestão.
  Actividades de produção (técnica e oficinal).

Experiências educativas e situações de aprendizagem que todos os alunos devem viver
  Debater e avaliar os efeitos sociais e ambientais da actividade técnica na sociedade.
  Analisar objectos técnicos.
  Observar e descrever objectos e sistemas técnicos.
  Projectar sistemas técnicos simples.
  Planificar actividades técnico-construtivas.
  Sequencializar operações técnicas.
  Resolver problemas técnicos.
  Interpretar enunciados de projectos técnicos.
  Montar e desmontar operadores tecnológicos.
  Construir mecanismos elementares.
  Efectuar medições técnicas.
  Executar projectos técnicos.
  Pesquisar soluções técnicas.
  Analisar os princípios de funcionamento técnico dos objectos.
  Organizar informações técnicas.
  Elaborar desenhos simples de comunicação técnica normalizada.
  Interpretar esquemas técnicos.
  Utilizar as tecnologias de informação e comunicação.
  Interpretar documentos técnicos relativos à instalação, uso e manutenção de equipamentos
domésticos (casa, escola, etc.).
  Elaborar programas (simples, em papel) relativos à tomada de decisões no quotidiano.
  Trabalhar colaborativa e cooperativamente (individualmente, a pares e em grupo).

Uma tipologia genérica mais alargada de experiências educativas e situações de aprendizagem tipo, mobilizáveis em educação tecnológica.
A partir da perspectiva de integração dos saberes e saber-fazer tecnológicos sugerem-se experiências educativas organizadas a partir das componentes estruturantes do campo da educação tecnológica, a saber:
  Componente histórica e social.
  Componente científica.
  Componente técnica.
  Componente comunicacional.
  Componente metodológica.

Componente histórica e social:
  Analisar factores de desenvolvimento tecnológico.
  Analisar e tomar posição face à implementação de soluções tecnológicas para problemas sociais.
  Analisar criticamente a vida comunitária e social.
  Situar a produção de artefactos/objectos e sistemas técnicos nos contextos históricos e sociais de produção e consumo.
  Identificar profissões, sectores de actividade económica e áreas tecnológicas.
  Apresentar propostas tecnológicas para a resolução de problemas sociais e comunitários.

Componente científica:
  Identificar variáveis e factores tecnológicos.
  Formular hipóteses.
  Extrair conclusões.
  Realizar cálculos matemáticos.
  Realizar observações directas.
  Calcular valores e custos.
  Interpretar dados numéricos.
  Identificar o princípio científico de funcionamento de um objecto ou sistema técnico.
  Interpretar símbolos, diagramas e gráficos.

Componente técnica:
  Analisar objectos, máquinas e processos de trabalho técnico:
- Identificar os elementos constitutivos de um objecto técnico.
- Identificar o princípio de funcionamento técnico de objectos e sistemas.
  Montar e desmontar aparelhos e objectos técnicos simples:
- Ajustar componentes de uma construção.
- Substituir componentes.
- Detectar e identificar avarias (simples).
- Realizar reparações simples.
  Medir objectos simples:
- Utilizar aparelhos de medida.
  Realizar projectos:
- Realizar objectos técnicos simples.
- Seleccionar materiais, ferramentas e utensílios.
- Sequenciar operações técnicas.
- Aplicar técnicas de trabalho com materiais correntes.
- Aplicar técnicas e processos de trabalho para a construção de objectos.
- Verificar o funcionamento dos objectos construídos.
  Seguir instruções técnicas escritas:
- Interpretar as instruções de funcionamento (montagem, fixação, instalação, manutenção,
uso de aparelhos técnicos correntes (electrodomésticos, equipamentos técnicos de uso na
escola, etc.).
  Combinar operadores tecnológicos:
- Avaliar materiais, produtos, processos tecnológicos.
- Resolver problemas tecnológicos.

Componente comunicacional:
  Elaborar documentos técnicos (de registo escrito).
  Produzir textos relativos a funções específicas:
- Redigir um relatório técnico.
- Redigir uma memória descritiva.
- Redigir um caderno de encargos.
- Redigir os descritores de uso e manutenção de objectos/equipamentos.
- Redigir informações destinadas aos consumidores de objectos ou sistemas técnicos.
- Redigir, experimentalmente, uma patente.
- Descrever situações, fenómenos e processos.
  Desenhar objectos e construções:
- Realizar esboços e croquis.
- Elaborar registos gráficos de memória/especulação e observação directa.
- Representar objectos à escala.
- Representar simbolicamente operadores, instalações, circuitos e processos.
  Apresentar as suas próprias realizações:
- Expor oralmente um projecto/uma solução técnica.
- Expor visualmente um objecto/sistema ou projecto técnico.
  Interpretar informação.
  Interpretar um enunciado/projecto técnico.
  Utilizar o vocabulário específico da tecnologia.
  Usar as tecnologias informação e de comunicação.

Componente metodológica:
  Identificar fontes de informação.
  Localizar informação.
  Usar as tecnologias de informação e comunicação.
  Elaborar estratégias de recolha de informação.
  Consultar catálogos técnicos e revistas de tecnologia.
  Seleccionar informação.
  Classificar e organizar a informação.
  Pesquisar informações e soluções técnicas específicas.
  Estabelecer analogias e transferência de soluções entre problemas técnicos similares e as soluções adoptadas.
  Planificar processos produtivos.
  Estabelecer sequências de processos.
  Organizar o trabalho.
  Realizar simulações.
  Trabalhar em grupo/integrar uma equipa.
  Contactar, em contexto real, com ambientes de trabalho profissional em empresas.
  Contactar com profissionais.


Produtos/objectos/registos da aprendizagem:
  Concretização das actividades de ensino e aprendizagem - produtos/tipo de registo/actividade
dos alunos.
  Objectos (produtos socialmente úteis).
  Protótipos.
  Modelos (construção).
  Modelos (simulação).
  Montagens experimentais.
  Ensaios técnicos experimentais.
  Maquetas.
  Trabalho sobre "Kits" (experimentação, análise, montagem, construção, etc.).
  Instalações.
  Portefólio de projectos.
  Documentos técnicos.
  Estudos (escritos, gráficos, etc.).
  Exposições temáticas.
  Debates/role playing.
  Apresentação oral de trabalhos.
  Outros.

FONTE: http://www.explicatorium.com/legislacao/Competencias-educacao-tecnologica.php