domingo, 9 de junho de 2013

Elementos básicos da psicomotricidade.

A psicomotricidade é uma técnica que procura destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade facilitando a abordagem global da criança.


1. Esquema corporal. 

Ao conhecimento intuitivo, imediato, que a criança tem do próprio corpo, capaz de gerar nela as possibilidades de atuar sobre as partes do seu corpo, sobre o mundo exterior e sobre os objetos que a cercam denomina-se esquema corporal. A própria criança percebe-se e percebe os seres e as coisas que a cercam.

Em função de sua pessoa. Sua personalidade se desenvolverá graças a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, de suas possibilidades de agir e de transforma o mundo á sua volta. A criança se sentira bem á medida que seu corpo lhe obedecem, que o conhece bem, que pode utiliza-lo não somente para movimentar-se, mas também para agir. 

2. Coordenação dinâmica geral.

É constituída de exercícios de equilíbrio, que é a base essencial da coordenação dinâmica geral. Os exercícios de equilíbrio têm como finalidade melhorar o comando nervoso, A precisão motora e o controle global do deslocamento, do corpo no tempo e no espaço.

3. Coordenação visomotora 

Os exercícios de coordenação visomotora têm como finalidade o domínio de campo visual, associado à motricidade fina das mãos, dois elementos básicos para o grafismo. São exercícios extremamente atraentes á criança, pois são apresentados em forma de jogos de bola. Onde a destreza, o controle muscular (força) e a leveza manual solicitada pelo grafismo.

4. A lateralidade 

Durante o crescimento, naturalmente se define o domínio lateral na criança: será mais forte, mais ágil do lado direito ou esquerdo. A lateralidade corresponde a dedos neurológicos, mas também é influencia por certos hábitos sociais. Não devemos confundir lateralidade (domínio de lado em relação ao outro, em termos de força e da precisão) e conhecimento “esquerdo-direito’’(domínio dos termos “esquerda” e “direita”). 

O conhecimento “esquerdo-direito” decorre da nação de domínio lateral. È a generalização da percepção do eixo corporal, de tudo o que cerca a criança: esse conhecimento será mais facilmente aprendido quanto mais acentuada e homogênea for a lateralidade da criança. Como efeitos, se a criança percebe que trabalha naturalmente com aquela mão guardará sem dificuldades que “aquela mão” é à esquerda ou à direita. Caso haja hesitação na escolha da mão, a noção de “esquerda-direita’’ não poderá firma-se com segurança.

Da mesma forma, em caso de lateralidade cruzada, a criança confundirá facilmente os termos “esquerda” e “direita”. Por ser ora forte do lado direito (por exemplo o pé), ora mais forte do lado esquerdo (a mão). O conhecimento estável de esquerda e de direita só é possível aos 5 ou 6 anos, e a reversibilidade (possibilidade de reconhecer a mão direita ou a mão esquerda de uma pessoa a sua frente) não pode ser abordada antes dos 6 anos, esse estudo procede os de simetria em orientação especial


5. Organização e estrutura especial.

É a orientação, a estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro ao seu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento. A estrutura espacial significa:

  • A tomada de consciência da situação de seu próprio corpo no meio ambiente, isto é, de lugar e da orientação que pode ter em relação às pessoas e coisas; 
  • A tomada de consciência da situação das coisas entre si;
  • A possibilidade de organiza-se perante o mundo, que a cerca, de organização as coisas entre si, de colocá-las em um lugar, de movimentá-las. A todo instante, a criança encontra-se em um espaço bem precioso, onde lhe é solicitada;

  • Que se situe (está sentada em uma cadeira, diante de uma mesa);
  • Que situe um objeto em relação ao outro (a vasilha de tinta encontra-se ao lado de sua folha, o pincel está dentro da vasilha de tintas);
  • Que se organize em função do espaço de que dispõe (espontaneamente a criança desenha um sol no canto superior da folha, uma casa no meio e uma árvore á direita da casa); 
  • A estruturação especial, portanto, é parte integrante de nossa vida; alias, é difícil dissociar os três elementos fundamentais da psicomotricidade corpo, espaço tempo e, quando operamos com toda dissociação, limitamo-nos a um aspecto bem preciso e restrito da realidade.


EDUCAÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO DE QUESTÕES EDUCACIONAIS

  •  Leia

Inclassificáveis
que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.

somos o que somos
inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,

não há sol a sós
egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol
Agora responda:

  • De acordo com o que estudamos, por que podemos afirmar que a letra da música Inclassificáveis vai de encontro ao conceito de currículo tradicionalista ou currículo redentor?

R= A mensagem central da música em linhas gerais nos leva a reflexão de que a convergência natural do ser humano é rotular, seja em critérios coerentes ou não.  Em seus primeiros versos a música retrata questões étnico-culturais, sócio-demográficas e de raça, que formam a identidade pluralista da sociedade brasileira. Isto fica evidenciado quando ao autor questiona a classificação dada aos homens destacando os grupos étnicos oriundos da matriz base: branco, índio e negro. Nos versos seguintes o autor, abarca o ser humano em toda sua amplitude, pois embora tenha variações culturais, vive e sobrevive na diversidade, mostrando assim, que preconceitos direcionados a etnias não são justificados, pois somos “Inclassificáveis”, ou seja, fruto da miscigenação.

Desta forma esses preceitos expostos na música vão de encontro ao conceito de currículo tradicional que pauta-se em uma ideologia conservadora de perspectiva inatista, que concebe o homem como imutável, que baseia o ensino na transmissão dos conteúdos culturais pelo professor no método expositivo. Porquanto, as colocações de “opostos” étnicos criados pelo autor origina novos grupos étnicos mostrando que a diversidade e a pluralidade brasileira que favorece uma prática pedagógica abrangente e contextualizada, onde o trabalho pedagógico admite o conhecimento e os aspectos das culturas que permeiam a sociedade que estamos inseridos. Essa abordagem garante por esta via uma analise individual, bem como o intercâmbio na construção da identidade e da subjetividade humana, visto que “não há sol há sóis”.

  •      Qual trecho da música, de modo mais expressivo, traduz o conceito de currículo pós-crítico ou currículo transformador? Explique por que tal conceito expressa de modo mais explícito o conceito de currículo pós-crítico?


R= O trecho que mais expressa o conceito de currículo pós-critico é:
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

[...]
não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses...”

                           
Nele percebemos de modo enfático que a nossa sociedade contemporânea é heterogenia, constituída por diferentes etnias, interesses, e identidades culturais, que vivem em constante contato, ou seja, é obrigada a convivência e que por muitas vezes geram conflito. E é neste cenário que as novas perspectivas de abordagem que este currículo pós-critico delineia elementos fundamentais a serem trabalhados dentro da escola, tais como subjetividade, multiculturalismo, diversidade, identidade, gênero, etnia, etc.

Estas conexões educacionais abalizam disposições antropológicas, no contexto de múltiplas influências, nesta mesclagem o fator primordial é a valorização do diferente, do distinto, do diverso, nada mais que o respeito à diversidade. Assim, a escola como ambiente multicultural deve propõe uma prática pedagógica de ensino pautado nas modificações ético-sociais, concebendo os alunos como sujeitos socioculturais, portadores de subjetividades construídas no entrecruzamento de influências globais e particulares ocorridos dentro da escola e sendo reconhecidos como iguais em dignidade e em direito. 


  •       Identifique e analise as possíveis relações existentes entre os conceitos de políticos de Política e de Educação.


Compreender a relações existentes entre política, político e educação implica transcender suas esferas específicas, e projetar-se no significado maior do Estado no contexto histórico atual. Neste viés, o processo político é entendido como multifacetado e dialético, pois a Política se apresenta como ciência da governança que designa o que é público, por meio de determinações sociais e econômicas. Já, Político é o individual ativo nas questões sociais de seu grupo, sendo membro de governo, partidos políticos, ou formador de opinião pública de determinado grupo. E educação compreendida como meio transmissor de costumes e valores as gerações, que se desenvolve nas faculdades físicas, intelectuais e morais com objetivo de melhor integrar na sociedade.

Assim, esses elementos encontram-se intimamente interligados por sua constituição, porquanto um existe a partir do outro necessitando de analises não só com a natureza das atividades pedagógicas, mas também a sua contribuição para o crescimento econômico, a solidariedade social e a coesão cultural na reestruturação produtiva de uma sociedade permeada pelos códigos da modernidade. Sendo assim a educação é visto como direito subjetivo, que é prescrita pelo político e regulada pela política desenvolvida no Estado.

  • Defina os fenômenos da Globalização e do Neo-Liberalismo e suas implicações para a educação.



Vivemos o advento do fenômeno da Globalização, que nada mais é que o processo de integração econômica, cultural, social e política oriunda do neoliberalismo que proporciona o desenvolvimento tecnológico e gera uma sociedade onde a educação é vista como elemento estratégico para garantir de desenvolvimento do Estado. Assim sendo, esta proposta política introduz desafios educacionais em função das possibilidades de articulação que são oferecidas pelos meios tecnológicos de informação e comunicação.

As implicações desses fenômenos na Educação se estendem a uma educação-mercadoria influenciada por órgãos internacionais, percebe-se que a globalização na Educação visa à mão de obra e o mercado de trabalho, que comporta um trabalho sem pensamento critico e de adaptação a nova ordem social que influencia a escola em sua natureza competitiva, individualista e excludente, com intervenções fortíssimas nas políticas educativas gerando por estas meio, ações desconexas e ineficientes.

O neoliberalismo implica no setor educativo quando tende a imbuir menos recursos, uma formação menos abrangente, a privatização do ensino e a aceleração de aprovação e profissionalização do ensino. Em suma, os valores decorrentes desses tópicos reportam a racionalização empresarial que coloca a educação como bem de consumo, sendo seleta e eletizando o conhecimento. Portanto, as mudanças adotadas pelo neoliberalismo repousam na Educação no princípio da “equidade”, cujo significado consiste em dar um tratamento diferenciado a cada um conforme as demandas da economia. Deslocando o ensino a um serviço produtivo do conhecimento aos alunos por meio das habilidades necessárias ao mercado de trabalho.



PLANO DE AULA


LÍNGUA PORTUGUESA NUMA PERSPECTIVA INTERACIONALISTA
                                                                                                     Teresa Ferreira

PLANO DE AULA:
CONTOS QUE EU GOSTO.

ANO/SÉRIE: Educação Infantil/ II Período/ 5 Anos

TEMPO: 4 aulas

CONTEÚDOS: Literatura – oralidade – compreensão textual – produção escrita – gramática

OBJETIVOS:
Identificar os elementos organizacionais e estruturais dos contos
Desenvolver a seqüência lógica do pensamento infantil
Registrar por meio de desenhos e escrita informações obtidas no conto
Ampliar o vocabulário
Realizar trabalhos artísticos bidimensionais
Registrar e reconhecer quantidades
Desenvolver o apreço pela leitura

RECURSOS DIDÁTICOS:
Livros; Lápis de cor; Papel, DVD, Fantoches, Cola, Varetas, Tesouras, Etc.

ESTRUTURA DAS AULAS
ATIVIDADES:

1.    Momento: (Oralidade e Literatura/ Matemática)
A professora iniciará a aula em uma roda de conversa sobre as histórias que as crianças mais gostam, com perguntas:
       a) Quem gosta de ouvir histórias?
       b) Quais histórias vocês costumam ouvir?
       c) Porquê?
       d) Gostam de histórias com principes e princesas?
       e) Dentre esses livros de contos qual vocês mais gostam?

Após conversarem sobre as preferências da turma a professora apresentará o conto a Bela e a Fera por meio da dramatização em  fantoches, instigando a curiosidade dos alunos com os fatos da narração.

Depois, a professora irá propor as crianças a realização de uma pesquisa em grupo com as turmas de educação infantil, onde será marcado um tracinho dentro do quadro para a escolha das crianças pesquisadas.: Qual história/conto você mais gosta?

(      ) Bela Adormecida      (       )    Branca de Neve      (       )   A Bela e a Fera
(      ) O Gato de Botas       (       ) Cinderela                    (       ) Rapunzel
                                                                                             

Após a coleta dos dados,  a turma  juntamente com a professora organizarão uma tabela de preferência da Educação Infantil sobre os contos clássicos. E visitarão a biblioteca, onde poderão ler os contos apontados na pesquisa.

2.    Momento: (Compreensão textual e Oralidade)
Em seguida a professora apresentará o livro A Bela e a Fera, permitindo que as crianças analisem a capa e ilustrações durante contação da história. Em seguida, a professora irá propor uma conversa sobre a história, destacando: nome do conto, personagens, local dos acontecimentos, etc. E exibirá o filme em DVD para maior fixação do enredo pelas crianças.

3.    Momento: (Produção Escrita e Gramática)
Logo após a conversa e a exibição do filme a professora pedirá aos alunos que representem por meio do desenho o conto, através de votação a turma escolherá qual personagem irá desenhar. Em seguida cada criança será solicitada a escrever uma pequena legenda com o nome do personagem desenhado, neste momento a professora fará observações sobre ortografia e pontuação, quanto a uso de letra maiúscula e minúscula, vírgula, ponto, etc. Ao término de cada escrita a professora pedira que as crianças realizassem a leitura e abaixo transcreverá o nome do personagem.

4.    Momento: (Compreensão textual, Produção Escrita e Gramática)
Em seguida, as crianças colarão em varetas os desenhos confeccionados e apresentarão seu personagem a turmas, contando o que ele fez no conto, seguido de exposição nas paredes da sala. Logo após, a professora irá propor uma escrita coletiva do conto, a tendo como escriba e os alunos como narradores, serão observados nesta produção os elementos grafofônicos, ortográficos e gramáticos, levando as crianças a perceberem traços da linguagem escrita, inicio de parágrafo, tipos de letras, pontuação e termos coloquiais e cultos.

AVALIAÇÃO:
Avaliação terá um caráter diagnóstico quando visa ouvir as crianças no seu modo de pensa e suas estratégias de resolução, no acompanhamento da aprendizagem com observações e registros (a participação e comparação de diferentes registros utilizados pelas crianças) e formativo como investigação para repensar nas ações planejadas em função de avanços e dificuldades das crianças.


BIBLIOGRAFIA:

 

 

Wanessa, Karla. PLANO DE AULA "FLOR AMARELA". Disponível em: http://karlawanessa.blogspot.com.br/2009/12/plano-de-aula-flor amarela.html  Acesso em 15. Mai. 2013.


Plano de Aula: Era uma vez... A hora do Conto. Disponível em: http://educacaoeinfanciaemfoco.blogspot.com.br/2009/07/plano-de-aula-era-uma-vez.html Acesso em15. Mai. 2013.


ATIVIDADES DE CARIMBAGEM COM AS MÃO E PÉS

CARIMBAGEM COM MÃOS















CARIMBAGEM COM PÉS












segunda-feira, 20 de maio de 2013

PLANO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA


DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome: Escola Municipal 15 de Novembro

Público Alvo: 1° e 2º ano

Tema: Alfabetização e Matemática

Título: Plantando Conhecimentos

Problematização:
As análises dos resultados da Provinha Brasil permitiram o diagnóstico dos entraves da alfabetização, letramento e matemática das turmas dos 2º ano, apresentando dificuldades em Língua Portuguesa nos descritores: Reconhecer assunto de um texto; Localizar informação explícita em textos e Identificar a finalidade do texto.
E na área de Matemática, nos descritores: Resolver problemas que demandam as ações de juntar, separar, acrescentar e retirar quantidades; Resolver problemas que demandam as ações de comparar e completar quantidades; Resolver problemas que envolvam as idéias da multiplicação; Resolver problemas que envolvam as idéias da divisão; Reconhecer as representações de figuras geométricas espaciais; Identificar informações apresentadas em tabelas e em gráficos de colunas.
Diante, destas dificuldades de construção do conhecimento pleno proposto pelos aportes legais e institucionais de nossa escola, a coordenação pedagógica da Escola Municipal 15 de novembro debruçou-se em produzir um plano de intervenção.


Justificativa:
Os resultados da Provinha Brasil em nossa instituição educativa mostraram que grande parte de nossos alunos não tem atingido desempenho suficiente, na alfabetização, letramento e domínios matemáticos. Neste contexto, focamos como eixo de trabalho para elaboração de um plano de intervenção o desempenho escolar do 2º ano. Diante das dificuldades detectadas na aplicação da Provinha Brasil, o Projeto de Intervenção: Plantando Conhecimentos, foi construído com objetivo de estabelecer um acompanhamento dos alunos que apresentam déficit no processo de aprendizado, implantando ações que possibilitam sua extinção e melhorem os resultados das avaliações externas como a Provinha Brasil. Portanto, o Plano de Intervenção: Plantando Conhecimentos está em consonância com a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional 9394/96 e respaldado nos Descritores da Provinha.

Objetivos:
·    Melhorar a qualidade do ensino nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2° ano), na Escola Municipal 15 de Novembro elevando os índices de aprendizagem Provinha Brasil.

Fundamentação Teórica:
Projetar relaciona-se aos planos de realizar intencionalmente, assim, a projeção constitui-se uma ação marcada pela historicidade social, pela produção humana da vida material e cultural, que parte da avaliação. Onde aferir a proficiência parte da reflexão de determinada realidade, visto que os dados e informações gerados pela avaliação possibilitam um julgamento que conduz a uma tomada de decisão. E é embasado neste conceito que a o Plano de Intervenção: Plantando Conhecimentos, aborda suas ações sobre alfabetização, letramento e matemática, nele dois pontos são essenciais surge da problemática da realidade e o compromisso de intervir.    
Durante muito tempo a alfabetização foi concebida de diversos modos ao longo da história. A partir do início da década de 80, as proposições do pensamento construtivista introduzidas no Brasil, difundido pela pesquisadora Argentina Emilia Ferreiro e colaboradores, trouxe uma significativa mudança nos pressupostos e objetivos na área da alfabetização, alterando a concepção do processo de aprendizagem, uma vez que deslocou o eixo das discussões dos métodos de ensino para o processo de aprendizagem da criança, ou seja, dirigiu o debate não mais apenas a como se ensina, mas principalmente sobre como se aprende.
Hoje, no entanto, a alfabetização é compreendida quando o sujeito é capaz de ler e escrever textos com autonomia, participando ativamente de diferentes situações em que a escrita está presente. Estudos comprovam que antes de escreverem convencionalmente, as crianças têm oportunidades, de internalizar as características dos gêneros textuais com que se familiarizam. E esse aprendizado é fundamental para que, o domino da escrita alfabética exerça, de forma cada vez mais plena, a condição de cidadãos letrados.
“(...) Ler não é decifrar palavras. A leitura é um processo em que o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, apoiando-se em diferentes estratégias, como seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor e de tudo que sabe sobre a linguagem escrita e o gênero em questão”. (RCNEI,1998,p.144)

Considerando os fundamentos teóricos que embasam o plano de intervenção o trabalho diversificado é de suma relevância nos aspectos biopsicosociais, por isso, o plano aderiu um trabalho com seqüências didáticas, que permite a elaboração de contextos de produção de forma precisa, por meio de atividades e exercícios múltiplos e variados com a finalidade de oferecer aos alunos noções, técnicas e instrumentos que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação, (Dolz, 2004), bem como na linguagem Matemática.
Nesta perspectiva, a Matemática move-se quase exclusivamente no campo dos conceitos abstratos e de suas inter-relações. Sendo, componente importante que fomenta a autonomia e o exercício da cidadania com responsabilidade, e neste sentido, a escola deve envolver as crianças com atividades matemáticas onde elas possam construir a aprendizagem de forma significativa, colocando-as diante de situações envolventes que lhe sejam problemáticas, interessantes, desafiantes e, ao mesmo tempo, que sejam capazes de estimulá-la a aprender.
“A atividade matemática escolar não é um olhar para as coisas prontas e definidas, mas a construção e a apropriação de um conhecimento pelo aluno, que se servira dele para compreender e transformar sua realidade”, (PCN: Matemática, p.19, 2001).

Nesse ínterim, esta proposta de trabalho interdisciplinar com atividades diversificadas se pautada na valorização de atividade colaborativas e coletivas que viabilizem a expressão dos sujeitos envolvidos, a confrontação das hipóteses e idéias, através do lúdico.

Estratégias de ação:
A intervenção proposta pela escola, com fins específicos de atender as necessidades diagnosticadas e encontrar alternativas que possam viabilizar o ensino aprendizado nos 1° e 2° anos, fundamenta-se em atividades diversificadas sugeridas pelo próprio Guia de Aplicação da Provinha Brasil. 

Em Língua Portuguesa:
  • Atividades de apropriação do sistema de escrita: reconhecerem o alfabeto em suas diferentes formas de apresentação gráfica, o valor funcional das letras- relações fonema-grafema (sons/letras);
  • Trabalho com diversidade textual: ampliação da compreensão dos usos e funções da linguagem escrita por meio da audição de muitos textos como histórias, notícias, poemas e anedotas, trava-línguas, cantigas, parlendas, e poemas;
  • Atividades de exploração de rimas, acréscimo/subtração ou substituição de sons para formar novas palavras, identificação e comparação da quantidade de letras e sílabas, variação da posição das letras na escrita das palavras, ordem alfabética, e jogos de memória, bingo, etc.;
  • Explorar materiais diversos: livros de literatura, revistas em quadrinhos, dicionários e enciclopédias, sendo incentivados a visitar a biblioteca e o cantinho de leitura da sala;
  • Atividades para o domínio progressivo das regularidades e das irregularidades ortográficas da língua portuguesa: uso de dicionário; jogos ortográficos como palavras cruzadas, charadas e caça-palavras;
  •  Produção de textos úteis: bilhetes, convites, cartas, avisos, recados, regras de jogos e suas brincadeiras, além de histórias, etc.;
  • Produções textuais coletivas ou individuais de gêneros diversificados;
  • Exploração de estratégias: como: leitura em voz alta, recitação de poemas ou interpretação cênica de histórias escritas.

Em Matemática:

  • ·     Realização de contagens: em agrupamentos, dispostos de maneira uniforme ou não, diversificar os atributos dos objetos a serem contados, tais como formas, tamanhos e cores, etc.;
  • ·     Representação numérica relativa à contagem realizada utilizando o símbolo gráfico pertinente;
  • ·     Atividades de exploração de seqüências numéricas;
  • ·     Resolver situações problemas contextualizadas no universo culturalmente conhecido pelo aluno que envolva as operações de adição e subtração: jogos, brincadeiras e outras estratégias podem auxiliar no cálculo mental;
  • ·     Associação de objeto a representação plana em atividades de manipulação dos objetos e representações de figuras geométricas pela forma e a observação do objeto e da figura como um todo;
  • ·     Análise de formas visando à identificação de semelhanças e diferenças entre as figuras geométricas planas discriminação visual, memória visual, decomposição de campo, conservação de forma e tamanho, coordenação visual-motora e equivalência por movimento: quebra-cabeças com formas geométricas, tangrans, bloco - lógicos, embalagens, mosaicos, uso de réguas lineares, formas geométricas feitas em papel-cartão, etc.
  • ·      Identificação e comparação de cédulas do sistema monetário brasileiro em brincadeiras de representações de supermercado, livraria, sorveteria etc., usando réplicas de cédulas e moedas;
  • ·    Identificação de instrumentos de medição de tempo e de exploração de situações do cotidiano do aluno;
  • ·     Organização de quantidades em tabelas simples e a exploração de gráficos de colunas: registro, em tabelas, de pontuação de jogos, de listagem de preços de objetos, de preferências por brinquedos ou brincadeiras representados por tabelas, quantidades de alunos com certa idade, preferência de alimentos entre os colegas, quantidade de pontuação de alguns times/equipes em determinado campeonato, entre outros;
  • ·      Compreensão do sistema de numeração decimal e do sistema: jogos de valores, de boliche com pinos;
  •        Identificação de ordem crescente e decrescente, etc.

Cronograma:


JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
Língua Portuguesa

Parlenda


Matemática

Situações-problema
Língua Portuguesa

Convite


Matemática

Sólidos geométricos
Língua Portuguesa

Trava-lingua


Matemática

Sistema Monetário
Língua Portuguesa

Noticias


Matemática

Medidas de
Tempo
Língua Portuguesa

Historias


Matemática

Tabelas e gráficos
Língua Portuguesa

Receitas


Matemática

Situações-problema




Referências: PROVINHA BRASIL AVALIANDO A ALFABETIZAÇÃO. Guia de Aplicação 2013. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb)

ESTREITANDO OS LAÇOS ENTRE ESCOLA E FAMÍLIA

    PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Temática: Escola em Família      Introdução: A parceria entre escola e família sustenta um mei...