sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estudo aponta os desafios da educação no Brasil para a próxima década


Qualidade do ensino secundário, eficiência do gasto público, qualidade dos professores e educação infantil. Esses são os quatro desafios mais importantes da educação brasileira para a próxima década, segundo um estudo do Banco Mundial, divulgado na segunda-feira, 13 de dezembro, sobre os resultados em educação alcançados pelo Brasil nos últimos anos.
A avaliação é de um novo relatório do Banco Mundial, o primeiro após a divulgação dos dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que apontaram o Brasil como um dos países que mais evoluiu nos resultados educacionais entre 2000 e 2009.
Os dados foram apresentados pelo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no Ministério da Educação, em Brasília.
O estudo “Chegando a uma educação de nível mundial”, na tradução oficial, também aponta que o Brasil fez progressos na educação básica nos últimos 15 anos, mas ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir seu objetivo de chegar ao nível dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) até 2021.
Em relação à qualidade dos professores, o relatório nota a necessidade de atrair pessoas mais capacitadas para ensinar e também aponta políticas inovadoras adotadas por estados, como São Paulo, Minas, Pernambuco e o município do Rio, que introduziram programas de bônus para professores.
No que se refere à educação infantil, o Banco Mundial observa que o Brasil está aumentando rapidamente o ensino pré-escolar e a cobertura das creches, mas seria preciso um maior foco sobre a qualidade desses serviços (incluindo os currículos, formação e supervisão de monitores e educadores, o acompanhamento e avaliação de programas).
“Muito já se fez e ainda tem de ser feito mais para saldar o descaso de um século com a educação brasileira”, comentou Haddad, lembrando que o país investe atualmente 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação.
“O patamar do investimento no Brasil é muito recente. O período de maturação da educação não é o mesmo de uma plantação de feijão. É preciso ampliar os investimentos em educação. Isso inclusive consta no Plano Nacional de Educação. O Brasil, pela renda que possui, tem que investir mais e acompanhar esses resultados”, disse o ministro.
Segundo ele, a promessa de campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff, de ampliar os investimentos em educação para 7% do PIB depende de vários fatores para ser efetivada. Segundo ele, é possível alcançar esse patamar em alguns anos.
Caminhos a serem seguidos
Com a transição demográfica, que produzirá uma redução da população de idade escolar na próxima década, o Banco sugere usar os recursos que serão liberados para aumentar a qualidade — sobretudo do ensino secundário. Uma prioridade poderia ser o oferecimento de ensino integral diurno para os 42% de alunos do secundário que atualmente cursam escola noturna de quatro horas.
“Principalmente, é preciso maximizar o impacto das políticas federais na educação básica e manter o atual rumo de equalização de financiamentos, monitoramento de resultados, e transferências de rendas, que vêm sendo altamente eficazes”, disse Makhtar Diop, diretor do Banco Mundial.
Segundo o estudo, o Brasil teve o mais rápido aumento do nível educacional médio da força de trabalho em todo o mundo (ultrapassando a China, que detinha o recorde nas décadas anteriores), passando de 5,6 para 7,2 anos de escolaridade de 1990 a 2010. Ao mesmo tempo, o Brasil atingiu a cobertura universal da educação primária e teve forte progresso no aumento da conclusão do ensino primário (de 40% para 72%), além disso, obteve a mais rápida expansão das matrículas no secundário da América Latina. Porém, ainda é preciso evoluir em alguns pontos, de acordo com o relatório.
Com informações do G1

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