segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tipo de conectores

Para deixar sua produção textual coesa e com coerência, atende-se a utilização dos conectores, segue uma pequena lista segundo a ideia expressas por eles.


1) Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo, a priori (itálico), a posteriori (itálico).

2) Tempo (freqüência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterioridade): então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje, freqüentemente, constantemente às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.

3) Semelhança, comparação, conformidade: igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.

4) Condição, hipótese: se, caso, eventualmente.

5) Adição, continuação: além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, ainda cima, por outro lado, também, e, nem, não só … mas também, não só… como também, não apenas … como também, não só … bem como, com, ou (quando não for excludente).

6) Dúvida: talvez provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.

7) Certeza, ênfase: decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.

8 ) Surpresa, imprevisto: inesperadamente, inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.

9) Ilustração, esclarecimento: por exemplo, só para ilustrar, só para exemplificar, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja, aliás.

10) Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, a fim de, com o propósito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para, ao propósito

11) Lugar, proximidade, distância: perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a.

12) Resumo, recapitulação, conclusão: em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse modo, logo, pois (entre vírgulas), dessarte, destarte, assim sendo, Nesse sentido

13) Causa, conseqüência e Explicação: por conseqüência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão (tanto, tamanho) … que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (= porque), portanto, logo, que (= porque), de tal sorte que, de tal forma que, haja vista.

14) Contraste, oposição, restrição, ressalva: pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, posto, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que, só que, ao passo que, em contrapartida

15) Idéias alternativas Ou, ou… ou, quer… quer, ora… ora

SUGESTÕES DE BRINCADEIRAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES


SUGESTÕES DE BRINCADEIRAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES

MÃOS FALANTES
PREPARAÇÃO: Os alunos deverão sentar à vontade na sala de aula.
EVOLUÇÃO: Um jogador sai da sala durante alguns minutos. Enquanto isso, os demais jogadores escondem um objeto em algum lugar da sala. Quando o jogador que estava ausente retornar, seus colegas dizem qual o objeto que foi escondido a procurar. Seus companheiros o ajudam da seguinte forma: Toda vez que ele se aproxima do objeto escondido todos os participantes levantam as mãos e batem palmas bem altas, fazendo um som forte; quando ele estiver longe do objeto procurado, ou dele se afastar os demais participantes abaixam as mãos e batem palmas baixinho. Se o jogador encontrar o objeto, terá o direito de escolher o seu sucessor. Se não conseguir, senta no seu lugar e outro jogador será sorteado.
CONTRIBUIÇÃO: Desenvolver a percepção auditiva; estabelecer ritmos e a socialização.

DESCOBRIR O OBJETO
PREPARAÇÃO: Os alunos deverão sentar-se na sala de aula, divididos em duas equipes.
EVOLUÇÃO: O professor coloca uma venda nos olhos do jogador de uma das equipes, e lhe entrega um objeto. Ele deverá descobrir qual é o objeto através do tato, sem vê-lo, apenas apalpando-o. Se acertar, sua equipe ganha um ponto. Em seguida, o professor coloca a venda no jogador da outra equipe, que tentará descobrir, pelo tato, qual é o outro objeto que lhe foi entregue. Acertando, sua equipe ganha um ponto.
FINAL: Vence a equipe que, no final, tiver o maior número de pontos.
CONTRIBUIÇÃO: Favorecer o trabalho em equipe explorar os órgãos dos sentidos (visão e tato), associação de quantidade.

PROCURAR PARCEIRO
PREPARAÇÃO: O professor seleciona várias gravuras (de revistas, livros, etc.) e cola-as em pedaços de cartolina. Recorta as gravuras coladas em cartolina, formando vários quebra-cabeças.
Marca os pedaços de cada quebra-cabeça com um sinal (pode ser um numeral, uma figura geométrica, etc.). Por exemplo: todas as peças de um quebra-cabeça estarão marcadas atrás com o numeral 1, ou  então com um triângulo (s). Todas as peças de outro quebra-cabeça serão marcadas, atrás, com o numeral 2 ou com um círculo (O). E assim por diante. Depois os alunos deverão estar sentados à vontade.
EVOLUÇÃO: O professor distribui as peças, uma para cada aluno. Os participantes verificam qual o sinal marcado atrás de sua peça, e procuram os colegas cujas peças têm o mesmo final. Então, agrupam-se pelo sinal, cada grupo num canto da sala. Quando todos tiverem encontrado seus parceiros, cada grupo começa a juntar as peças, montando o seu quebra-cabeça. Será dado um tempo para que todas as equipes formem a sua gravura, mas vencerá a que formá-la em primeiro lugar.
CONTRIBUIÇÃO: Atenção, concentração, socialização, agilidade.

APANHADOR DE BATATAS
PREPARAÇÃO: Os participantes sentados, sendo que cada coluna de carteiras forma uma equipe.
EVOLUÇÃO: O primeiro jogador de cada coluna recebe uma colher de sopa com uma batata.  Dado o sinal de inicio, este passa a colher com a batata para o jogador sentado na carteira de trás, este ao seguinte, e assim sucessivamente até chegar ao último elemento da equipe. Quando este recebe a  colher com a batata, corre pelo espaço existente entre as colunas e senta-se na primeira carteira, que já  deve estar vazia, pois seus colegas de equipe (sem atrapalhar a corrida do companheiro) passaram  uma carteira para trás, deixando a primeira vazia. Ao sentar-se, ele torna a passar a colher com a batata para o colega atrás, até chegar ao último elemento da fileira, que se levanta e corre para sentar-se na primeira carteira. E assim o jogo prossegue, com os demais elementos procedendo da mesma forma que seus antecessores. Vence a equipe mais rápida, isto é, a equipe cujo jogador iniciante chegar primeiro à sua carteira de origem.
CONTRIBUIÇÃO: Desenvolve a coordenação motora, agilidade, organização, atenção, respeito mútuo.

CESTAS DE FRUTAS
FORMAÇÃO: As crianças, em círculo, sentadas, cada uma tendo o nome de uma fruta.  No centro do círculo uma criança de pé.
DESENVOLVIMENTO: A criança do centro diz: “Vai passando um fruteiro que leva (dizer o nome das frutas)”. As crianças que têm o nome dessas frutas trocam de lugar imediatamente, a criança que estava no centro também deve ocupar um dos lugares vagos. A criança que está no centro do círculo, ao invés de dizer o nome de frutas também pode gritar: “A cesta virou”, neste caso todas as crianças trocam de lugar.
CONTRIBUIÇÃO: Agilidade, atenção.
APRENDER BRINCANDO

TERRA, ÁGUA E AR.
PREPARAÇÃO: os alunos deverão estar sentados à vontade na sala. Dividir a turma em duas equipes. O professor segura uma bola de papel.
EVOLUÇÃO: O professor lança a bola para um aluno, dizendo, por exemplo: - “Terra” O jogador pega a bola de papel e diz o nome de um animal que vive na terra, lançando a bola de volta para o professor. Se ele acertar, sua equipe ganha um ponto. Depois o professor arremessa a bola para um participante da outra equipe, dizendo, por exemplo: - “Ar”! O jogador pega a bola e diz o nome de um animal que voa, devolvendo a bola para o professor. Se acertar, a sua equipe recebe um ponto. O professor torna a lançar a bola para um jogador da primeira equipe, dizendo, por exemplo: -“água”! Este pega a bola e diz o nome de um animal que também nade, como a tartaruga, jacaré, etc.  Acertando, sua equipe ganha mais um ponto. E assim o jogo continua. Vence a equipe que no final  tiver o maior número de pontos.
OBSERVAÇÃO: Cada participante que receber a bola deve dizer o nome de um animal diferente dos já mencionados.
CONTRIBUIÇÃO: Coordenação motora, atenção, socialização de conteúdos.

BINGO DE NÚMEROS OU PALAVRAS
PREPARAÇÃO: O professor prepara uma cartela (ou uma folha de papel) para cada aluno, com 12 quadradinhos. Em cada espaço escreve um número (ou uma palavra). Depois, num saco ou caixa de papelão, coloca cartõezinhos para ser sorteado, cada um deles contendo um número ou palavras.  Os alunos deverão sentar à vontade na sala de aula.
EVOLUÇÃO: Cada participante recebe uma cartela e um conjunto de feijões. O professor pede para que cada um observe os números (ou palavras) nele escrito. Os jogadores que tiverem em sua cartela aquele número (ou palavra) marcam o espaço correspondente com um feijãozinho. E assim o jogo continua, com o professor ditando os números (ou palavras) sorteados, e os jogadores marcando os espaços correspondentes com feijões. Quem completar primeiro a sua cartela será o vencedor.
CONTRIBUIÇÃO: Socialização de conceitos, atenção, concentração, localizar-se no espaço.

QUAL É O TAMANHO
PREPARAÇÃO: O professor recortará figuras de animais, de eletrodomésticos e de vários outros objetos familiares e montará as figuras sobre a cartolina. EVOLUÇÃO: Alunos dispostos em semicírculos, o professor no meio, pedem que seus alunos olhem para as figuras e tentem visualizar o tamanho do objeto real. Vamos adivinhar ou estimar o tamanho real do objeto, apenas olhando a gravura, o professor segura duas (2) gravuras, como por exemplo, um aspirador de pó e outra de máquina de lavar roupa.
- Qual é a figura geométrica relacionada de cada objeto?
- Qual desses objetos vocês acham que é maior?
- Quais acham que pesa mais?
CONTRIBUIÇÃO: Socialização de conteúdos, visualização, organização.

PROFISSÃO
PREPARAÇÃO: Os alunos deverão sentar à vontade na sala de aula. O professor segura nas mãos uma bola de papel.
EVOLUÇÃO: O professor inicia o jogo dizendo o nome de uma profissão ou de um tipo de trabalhador, arremessando a bola de papel para um jogador qualquer. Este, ao pegar a bola, deve dizer o que faz aquele profissional; depois, diz o nome de outra profissão e torna a lançar a bola para outro  colega, e assim sucessivamente. Quem não souber dizer o que faz determinado profissional, torna arremessar a bola para o professor, que recomeça com outro colega.
CONTRIBUIÇÃO: Conhecimento de mundo, socialização de conteúdo, coordenação motora, atenção.

TOM DAS CORES
PREPARAÇÃO: Os participantes formam uma roda e giram em torno do professor que estará no centro.
EVOLUÇÃO: O professor do jogo conta uma história e, quando na história surgir uma cor, as crianças sairão à procura do objeto que tenha esta cor. O professor, por sua vez, corre atrás das crianças para atrapalhá-las.
OBSERVAÇÃO: Um espaço em que haja vários objetos coloridos.
As crianças devem estar sentadas em roda.
EVOLUÇÃO: O professor diz uma cor e, em seguida, o objeto que tem esta cor. As crianças devem correr, pegar o objeto e colocá-lo no lugar em que estão sentados. A seguir, o professor fala outra cor e outro objeto, e assim sucessivamente. Ao final, quem tiver mais objetos é o vencedor.
CONTRIBUIÇÃO: Agilidade, organização de espaço, trabalho coletivo, respeito mútuo, socialização de conteúdos, conhecimento de mundo.

LEVANTAR (O CORPO, PARTES DO CORPO OU OBJETOS)
PREPARAÇÃO: As crianças deitadas ou sentadas em posições para iniciar a brincadeira.
EVOLUÇÃO: Deitados ou sentados, a um sinal combinado, levantar o corpo do chão ou da cadeira. Elevar os braços pelos lados (como se fossem asas), levantando e abaixando-os. Elevar os  braços pelos lados até o alto da cabeça: bater palmas (repetir várias vezes). Deitados de costas com  braços e pernas estendidos elevar os braços, movimentando-os para trás, para frente, para um lado e  para o outro. Deitados de costas, com pernas e braços estendidos elevar as pernas em gancho, colocando os joelhos sobre o peito (repetir várias vezes). Deitado de costas, apoiar-se sobre as mãos e elevar o tronco sem mexer as pernas. Deitado de peito apoiar-se sobre as mãos e as pontas dos pés, tentando elevar-se.
CONTRIBUIÇÃO: As atividades de levantar o corpo, partes do corpo ou objetos trabalham a coordenação motora ampla e a orientação espacial, a discriminação auditiva.

EXPLORAR SONS E MOVIMENTOS ACOMPANHAR RITMOS LENTOS E RÁPIDOS
PREPARAÇÃO: As crianças em circulo, sentadas em posições.
EVOLUÇÃO: Provocar sons com o próprio corpo, soprar, estalar a língua, estalar os dedos, bater os pés no chão, bater um pé no outro, bater palmas, bater as mãos no próprio corpo ou em objetos, etc. Provocar ruídos com materiais disponíveis no momento: lápis, caneta, caderno, giz, cadeira
(batendo, esfregando, puxando, arrastando etc.) Manipular objetos que provocam ruídos batendo, sacudindo, raspando, amassando, apertando, utilizar objetos tais como: latinhas contendo pedrinhas ou grãos, reco-reco, língua-de-sogra, folha de papel etc. Fazendo movimento como saltar, andar etc, ao som de um estimulo sonoro, quando este cessar, as crianças cessam o movimento. Bater palmas ao som de uma canção, parar assim que ela termine. Dançar e parar sucessivamente, seguindo um estimulo sonoro (música e cantos). Acompanhar estruturas rítmicas simples, movimentando as mãos e os dedos: batendo palmas, estalando os dedos.  Reproduzir ritmos variados: Com o próprio corpo, com palmas, batendo os pés no chão, as mãos sobre a mesa etc. Com objetos: usando coquinhos, latinhas contendo pedrinhas ou grãos,  batendo o lápis sobre a mesa, etc.
CONTRIBUIÇÃO: Discriminação auditiva, coordenação motora e orientação temporal (noção  de ritmo).

ANDAR IMITANDO PESSOAS E OBJETOS
PREPARAÇÃO: As crianças ficarão em filas e o professor irá coordenar a brincadeira.
EVOLUÇÃO: Imitar um velhinho, um cego atravessando a rua, uma pessoa distraída, um bebê chorando, um robô, uma mãe carregando o filho no colo, alguém com muita pressa, um professor no quadro de giz, etc.
CONTRIBUIÇÃO: Coordenação motora, observação, memória visual.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

ATIVIDADES NÚMEROS DE 1 A 9



MAIS ATIVIDADES COM OS NÚMEROS DE 1









MAIS ATIVIDADES COM OS NÚMEROS DE 2







MAIS ATIVIDADES COM OS NÚMEROS DE 3







MAIS ATIVIDADES COM OS NÚMEROS DE 4








MAIS ATIVIDADES COM OS NÚMEROS DE 5


















ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA CRECHE MUNICIPAL VIVENDO A INFÂNCIA


Orientadora: Karla Wanessa





A Educação Infantil é ação pedagógica planejada que envolve cuidar, educar e brincar, considerando as vivências já adquiridas pelas crianças e o contexto em que vivem.  Um projeto político pedagógico deve ter por objetivo o desenvolvimento permanente das crianças e deve estar em constante reflexão e avaliação, garantindo os direitos da criança no interior da instituição de Educação Infantil para que esses se efetivem  em sua totalidade.
Dessa forma, o Projeto Político-Pedagógico é o documento da instituição que define sua função social, em perspectiva emancipatória, democrática. Nesta perspectiva, o PPP é práxis criadora, é nesse sentido que Gadotti (2000), afirmar que o PPP estabelece ruptura com aquilo que já está instituído — tornando-se por isso, instituinte de uma nova direção para as ações político-educativas da escola.

1.    MARCO REFERENCIAL
O marco referencial trabalha com a dimensão da finalidade, significa definir o conjunto de referências teóricas, políticas, filosóficas que balizará o trabalho da escola, comportando assim, o conjunto dos valores nos quais a comunidade escolar acredita e das aspirações que tem em relação à aprendizagem dos alunos. A função maior do Marco Referencial é tencionar a realidade no sentido de superação/transformação e, em termos metodológicos, fornecer parâmetros, critérios para a realização do Diagnóstico. Gandin (1994), ao discutir o “marco referencial”, apresenta três eixos para a discussão:

Marco Situacional: percepção do grupo em torno da realidade em geral: como a vê, quais seus traços mais marcantes, qual a relação do quadro sócio-econômico, político e cultural mais amplo e o cotidiano da escola. Sua importância se deve ao fato de que pode desvelar os elementos estruturais que condicionam a instituição e seus agentes.
Ø  Como compreendemos/vemos/sentimos o mundo atual? O país, estado e cidade onde vivemos?
Ø  Como percebemos/ vemos o bairro em que fica inserida a nossa escola?
Ø  Quais são os sinais no mundo atual que nos alegram/mobilizam? Por quê?
Ø  Quais são os sinais no mundo atual que nos entristece/ indignam? Por quê?
Ø  Que concepções têm de Educação? Conhecimento? Escola? Comunidade? Sala de aula? Professor? Aluno?

Marco Doutrinário ou Filosófico: equivale aos princípios norteadores do ideal geral da instituição escolar. Fundamenta a proposta de sociedade, pessoa e educação assumida pelo grupo que compõe a equipe escolar e sua comunidade. O processo de elaboração do Marco Filosófico dá esta oportunidade tanto de explicitação, quanto de debate e busca de um consenso mínimo em torno de conteúdos epistemológicos, éticos, político-pedagógicos, metodológicos.
Ø  Que tipo de sociedade queremos construir?
Ø  Que tipo de homem/pessoa humana queremos colaborar na formação?
Ø  Que finalidade queremos para a escola?
Ø  Que papel desejamos para a escola em nossa realidade

Marco Operativo: Conforme Gandin (1994, p. 82), o marco operativo é “também uma proposta de utopia, no sentido que apresenta algo que se projeta para o futuro [...]”; é a explicitação do ideal da instituição escolar, tendo em vista aquilo que queremos ou devemos ser. Dizem respeito à organização das ações da coletividade escolar naqueles campos de atuação que compreendem a as três principais dimensões que configuram a práxis educativa, quais sejam: a dimensão pedagógicaa dimensão comunitária e a dimensão administrativa.
A)   DIMENSÃO PEDAGÓGICA
B) DIMENSÃO COMUNITÁRIA
C) DIMENSÃO ADMINISTRATIVA
Como desejamos...
Como desejamos...
Como desejamos...
O Processo de Planejamento?
Os Relacionamentos na Escola?
A Estrutura e Organização da Escola?
O Currículo?
O Professor?
Os Dirigentes (Direção e Equipe Técnica)?
Os Objetivos?
O Relacionamento com a Família?
Os Serviços (Secretaria, Limpeza, Mecanografia, Audiovisuais, etc.)?
Os Conteúdos?
O Relacionamento com a Comunidade?
As Formas de Participação dos Trabalhadores?
A Metodologia?
As Condições Objetivas de Trabalho?
A Avaliação?
Organização dos Alunos?
A Obtenção e Gerenciamento dos Recursos Financeiros
A Disciplina? A relação Professor-Aluno?
As Atividades Esportivas e Culturais?
O Espaço de Trabalho Coletivo Constante (reuniões pedagógicas semanais)?
O Relacionamento com os Meios de Comunicação Social?

2.    DIAGNÓSTICO
comunidade escolar deve levantar as características atuais da escola, suas limitações e possibilidades, os seus elementos identificadores, a imagem que se quer construir quanto a seu papel na comunidade em que está inserida, ou seja, trabalha a dimensão da realidade, que servirá de base para a definição dos objetivos a perseguir, do modelo de gestão a ser adotado, dos conteúdos que devem ser trabalhados, das formas de organização e funcionamento da unidade escolar e sua função social no contexto local e global. Portanto, temos dois eixos no diagnóstico:
Contexto da escola (ambiente social, cultural e físico)
Ø  Qual comunidade em que a escola está inserida - características da população, costumes, lazer, grupos comunitários, lideranças comunitárias, associações, clubes, igrejas, acesso a meios de comunicação etc.;
Ø  Localização física da escola – características do bairro, ruas, praças, espaços de lazer, equipamentos comunitários,
Ø  Situação socioeconômica e educacional da comunidade: ocupações principais, níveis de renda, condições de trabalho, acesso a bens de consumo, níveis de escolaridade da população,
Ø  Principais setores de atividade econômica,
Ø  Perfil profissional dos pais,
Ø  População atendida pela escola: nível de instrução dos pais e irmãos, qualificação profissional, hábitos alimentares e de higiene, lazer etc.
 Caracterização da escola (identidade)
Histórico da escola: fundação (portaria de criação), denominação, lideranças históricas, participação na comunidade. 
Situação física da escola: 
Ø  Condições da edificação, dimensões,
Ø  Dependências,
Ø  Espaços para atividades pedagógicas e de lazer,
Ø  Biblioteca,
Ø  Estado de conservação,
Ø  Instalações hidráulicas e sanitárias,
Ø  Paisagismo, conforto ambiental (iluminação, ventilação, etc.);
Ø  Adequação de salas de aula
Recursos humanos e materiais: 
Ø  Quantitativos do corpo docente, discente, administrativo e de apoio (setor/função/quantidade);
Ø  Vínculos funcionais;
Ø  Distribuição de funções e tarefas;
Ø  Nível de formação inicial e acesso à formação continuada (qualificação).
Ø  Condições de trabalho e estudo de professores na escola.
Ø  Condições de trabalho dos servidores da escola.
Ø  Direitos e deveres.
Ø  Recursos materiais disponíveis e sua adequação: móveis, equipamentos, material didático (recurso/quantidade/origem).
Diagnóstico educacional: É uma responsabilidade da comunidade escolar que tem por fim determinar, através de métodos os mais precisos possíveis, a natureza e as causas dos problemas educacionais, analisando e interpretando fatores que são indispensáveis e que contribuem para melhorar o rendimento do processo ensino-aprendizagem. O diagnóstico escolar abrange procedimentos como os de:
Ø  Identificar os problemas que os alunos, as turmas e a escola apresentam;
Ø  Analisar os fatos, suas possíveis causas e soluções;
Ø  Antecipar as implicações que as soluções sugeridas poderão acarretar;
Ø  Que características (sociais, econômicas, culturais) têm a comunidade, a escola e a clientela a que a escola atende? Como se apresenta à realidade da escola hoje?
Ø  Que características têm a gestão da escola?
Ø  Como se dá a participação da comunidade na gestão da escola? Que formas de organização escolar são adotadas?
Ø  Como estão as relações interpessoais no interior da escola?
Ø  Que características têm o trabalho pedagógico desenvolvido na escola?
Ø  Como se apresentam os resultados da aprendizagem?
Ø  Que processos e instrumentos de avaliação são utilizados? 
OBS.: O diagnóstico não deve apenas ser descritivo, mas tem de ser também analítico. Deve identificar necessidades de mudanças, ou seja, responder: o que nos falta para ser o que desejamos?
     

REFERÊNCIAS
FREIRE, M. O que é grupo? In: GROSSI, E. P.; BORDIN, J. (orgs.). Paixão de aprender I. Petrópolis: Vozes, 1992.
GANDIN, D. A prática do planejamento participativo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
VASCONCELOS, C. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e projeto educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização. São Paulo: Libertad, 1995 (Cadernos Pedagógicos do Libertad; v. 1).
VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível. 10ª ed. Campinas: Papirus, 2000.