sábado, 5 de junho de 2010

PROJETO DE ENSINO: VARIAÇÃO LINGUISTICA


PROJETO DE ENSINO: VARIAÇÃO LINGUISTICA

Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa, Artes e Geografia

Conteúdo: Variações linguísticas
                      Regiões do Brasil
                      Composição tridimensional
Introdução: A variações linguísticas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados no linguajar dos alunos nas salas de aulas, ficando deste modo  claro o fenômeno de mescla linguistica, qual o Brasil é objeto. Portanto este  projeto de variação linguistica visa levar os alunoa aperceberem o uso da língua materna e as modalidades na sua forma oral e escrita. Apressentando um ensino dinâmico da variação diatópicas, onde o foco seja a cmpreensão da interferência da fala na escrita.  
Importante: Evitar a valorização exessiva da norma culta, percebendo a influencia da oralidade na escrita no falar rural. Enfocar o respeito ás diversas variedades linguisticas, trabalhando com situações  de uso da língua.

Objetivo: Respeitar as variações lingüísticas do português brasileiro sem preconceito lingüístico;

Ano: 5º ano

Tempo estimado: 10 aulas.

Material necessário: Copia do texto escrito, fichas de análise textual, caderno, lápis,  placas de isopor, cola, tesouras, etc.

Desenvolvimento das atividades: Desafio aos alunos

1.    A professora lerá a história em quadrinhos e os alunos irão registrar as palavras que mais chamaram sua atenção durante a leitura.


CHICO BENTO EM OS PÉS

Quem gostaria de ler a redação sobre o tema que passei ontem?
Eu, fessora!! Eu!!!
E eu que pensei que o Chico não entendia nada do assunto!
Ara, o Chico é muito isperto, viu?
É por essas i otras qui eu namoro ele!
É ! a isperteza é coisa di famia!
Psso começá fessora?
À vontade Chico!
Caham! Camam! Os pé da gente!
Os pé da gente são a parte do corpo qui serve pra andá i fazé a curva! Quem tem dois pé é bipede! Quem tem um é o saci e quem tem mais di dois, precisa di médico!
Intão, eu sô bipedão!
Eita, qui disperdício!
Ah, saci! Larga dos meus pés

Isto é... si num for animar né?
M- mas, chico...
Craro qui tem mais, fessora! Tô só começando!

Na natureza, inziste vários tipos di pé!
Tudo imriba, pé –di- fruta?
Esse pé-di-vento mi dexa sisisperada!
O Ruim di sê pé-d’agua são as bôia!

I por falá im pe-di-fruta, o mamoero é o único qui tem uma mão no pé!
Ai....
É memo!
Mais tamém, nem todo pé fica no finar da perna!

Os pé di galinha, por exempro, fica na cara, bem do lado dos zóios!
Fiu- Fiuuuu!
Mais que belezura!
Oi todos os pés qui conheço, tem um, ispeciarmente, qui eu adoro!

Ai, chico....
É o pé di moleque! Qui alinhais, truxe hoje, di merenda!
Im compensação o pior pé qui conheço é o pé – no – ouvido.....
Qui é o qui ocê vai levá Zé Lelé, si num tirá as mão da minha merenda!

Ai......
Grup!
Bâo, continuando...

Pedicura num é o pé do padre. Mais sim, o trabaio di quem faiz os pé das madame!

Por favor onde fica o pé di cura?
Fica logo ali, na igreja!
     
      I finarmente , a mior coisa pro futuro é fazé um pé di meia! Pruque ansim, ocê nunca será um pe-di-chinelo i muito nenos um p-e-rapado!

       Ufa!
      
      Intão, fessora? Qui nota eu mereço?
      Zero!
      Zero ?! mais pru quê?
      Porque você errou o tema da redação!  Hospedagem
      Discurpa , mais quem errô foi a senhora qui isqueceu do acento na palavra “pé” i num compretô a palavra “gente”!
       Chico Bento!!!!!
       Agora, a mior coisa a fazê é dá no pé!!!

2.    Conversa informal sobre o gênero textual quadrinhos, suas características, sua função, o personagen, etc. Caberá destaque a provável região onde mora o personagem, com indicações no mapa e descrições dos elementos que constituem tal ambiente, etc.

3.    Confecção de um croqui com as informações levantadas nos conhecimentos prévios.

4.    Exploração do título e seu significado dentro dos acontecimentos da história. Levantamento das palavras que mais chamaram atenção e logo após uma discussão sobre a grafia das palavras registradas pelos alunos, levantamento dos  possíveis motivos que levaram tal forma de escrita. Aqui caberá uma breve reflexão das origem das palavras no latim e suas transformaçõe são longo dos anos.

5.    Distribuição da copia do texto a cada aluno,  a fim de sublinhar as palavras sugeridas por eles. Análise das construções das frases em que as palavras são empregadas. Sistematização com registro em um quadro com as caracteristicas apresentadas nas frases.

6.    Leitura compartilhada da história em quadrinhos, questionando o uso de pronomes, adjetivos, preposição. A alternância de “lh” e “i” melhor / mior; olhos/ zoio; a redução dos ditongos: outra/otra; A simplificação da concordância: todos oo pé, as mão; Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também); a desnasalização das vogais postônicas: home/homema redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Etc. Neste momento haverá uma analise sobre a construção da oralidade e da escrita, levando os alunos perceberem que em certas situações deverão, empregar a norma culta da escrita convencional.

7.    Reescrita das frases do texto que apresentam tais irregularidades ortográficas empregando as correções gramaticais indicadas pela norma culta.

8.    Após a explanação de socialização e esclarecimentos, haverá uma solicitação de pesquisa na internet com exemplos de variações lingüísticas das diferentes regiões do Brasil.

9.    Construção de quadro demonstrativos com as principais variações regionais, no sodaque, na fala e na escrita.

10. Exibição de animações abordando variações linguisticas baixados pela internet.

11. Pesquisa de campo procurando perceber alguns traços da linguagem de sua cidade.

12. Construção de painel com as observações realizadas durante a pesquisa em campo.

13. Construção de uma maquete de seu cidade, onde destacará  os principais bairros onde predominam algumas variações linguisticas.

Observações: Os registros deverão ser claros e objetivos, com anotações no caderno, construção de quadros demostrativos e maquetes, etc.

Avaliação: Ocorrerá de forma coletiva, em todos os momentos de trabalho e pesquisa, conta-se-á com a participação nas discussões e individulamente nas atividades realizadas, bem como na compreensão dos conceitos abordados.  

REFERÊNCIAS

Simm, Juliana Fogaça Sanches. Ensino da língua portuguesa: pedagogia/ Juliana Fogaça Sanches Simm. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.


Ramos, Heloísa Cerri . Os poetas e o fazer poético. Revista nova escola. Disponivel em: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/os-poetas-e-o-fazer-poetico-426210.shtml Acesso 03 de jun. 2010.

sábado, 1 de maio de 2010

PROJETO DIDÁTICO: A ÉTICA NO CONVÍVIO ESCOLAR


JUSTIFICATIVA

                             Este Projeto surgi da necessidade encontrada na maioria das salas de aula: a falta de valores éticos nas relações pessoais, onde a falta de respeito de si e ao próximo é visível. Busca-se que este projeto lance oportunidades de diálogos, a propósito de uma construção da consciência ética. Portanto ele tem a finalidade de promover entre os alunos uma conscientização sobre o que é Ética e como ela influencia a cidadania e as noções de convívio social.
                            Desenvolver este espírito em meio a uma sociedade altamente corrompida, distanciada dos princípios de valores que fundamentam uma sociedade justa é o grande desafio do projeto. Dentro deste bojo a ética, a democracia, os diretos humanos e a inclusão social são temáticas prioritárias das ações coletivas  nesse início do século XXI, principalmente aquelas desenvolvidas na escola que serão pontes para as futuras, como cidadãos ativos  rumo a sociedade posterior.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


                           Segundo Adolfo Sánches Vázquez (1982), a palavra ética vem do grego ethos que quer dizer "modo de ser", ou "caráter", enquanto estilo de vida que o homem adquire, este conceito remete a totalidade do homem, que é e está sendo por meio das relações sociais. Mas, pode-se definir ética como sendo um conjunto composto de conhecimentos racionais a respeito do conduta moral. Isso fica evidente desde os primórdios da ética, que assume-se como uma jerarquia  de normas de condutas empregadas nas relações humanas, sendo assim, tem-se a ética como chave das ações humanas em sociedade, e esta se encontra presente nos diversos tipos e níveis de relacionamento.
                           Portanto a vida em sociedade pressupõe a criação e o cumprimento de normas e indicações norteadoras das relações interpessoais, com intuito de possibilitar o diálogo, a cooperação, a solidariedade e o respeito entre os componentes sociais. Porém hoje na sociedade capitalista do século XXI é gritante o caos antiético que se instalou,  quando mais a sociedade, o homem  se desenvolve tecnologicamente, mas perde seus valores éticos, sua capacidade de comunicação.
                           A escola por sua vez ganha a incumbência de resgatar esta consciência comunicativa de respeito mútuo entre os individuos da sociedade, pois se encontra submergida em regras e normas que orientam seu funcionamento e a convivência entre os diferentes elementos que nela atuam. Sendo uma espécie de experimentação da realidade social em um nível elementar. Contudo tão importante quanto a própria vida, é fazer uma existencia ética de cada sujeito. Nesse sentido, as normas passam a ser compreendidas corno condição necessária ao convívio social. Em um sentido mais amplo, o ponto de partida é umcontexto pequeno, sala de aula, escola até a um contexto imenso a sociedade distribuida pelo planeta.
                            Os Parâmetros Curriculares Nacionais ao preconizar a ética como "eixo norteador" de todos os temas transversais, visa contribuir para a formação de cidadãos comprometidos em transformar as situações de injustiças, discriminações, repúdio, violência, falta de respeito etc. das relações sociais, vivenciadas pela população em seu cotidiano. Como a escola é um ambiente repleto de situações sociais que demandam princípios de postura, deve  servir de primeira instância das relações interpessoais pautadas no respeito mútuo, com propósito de promover a discussão das questões éticas na sociedade vigente.
Presumindo estes aspectos acima citadas a escola atual, segundo Yves de la Taille compete:
Lembrar e fazer lembrar em alto e bom tom, a seus alunos e à sociedade como um todo, que sua finalidade principal é a preparação para o exercício da cidadania. E, para ser cidadão, são necessários sólidos conhecimentos, memória, respeito pelo espaço público, um conjunto mínimo de normas de relações inter-pessoais, e diálogo franco entre olhares éticos. (TAILLE, 2003, p. 23)

                           Segundo este mesmo principio os PCNs destacam a ética em uma frase suprema:

“A ética é um eterno pensar, refletir e construir”. (Brasil, p. 72.)

                            Esta frase revela a essência que o projeto: “Ética no cotidiano escolar” quer despertar. Que é justamente Pensar em uma nova sociedade que esta sendo formada em nossos dias, por intermédio da escola e por seus agentes. A propósito a tão almejada sociedade baseadas nos conceitos de justiça, solidariedade, etc. Esta sociedade que será resultado de uma nova postura ética de agir, de tratar, desenvolvida no tempo presente, o hoje. Nesta perspectiva é a escola principal contribuidora para atingir esta meta. Refletir, neste trabalho árduo,  que só será alcançado por encadeamentos pautados na realidade vivida e percebida, diante das discussões, do repensar atitudes diante de situações afins. Construir critérios de atitudes coerentes com os novos paradigmas desenvolvidos. Em suma é uma reavaliação do ser, do agir e do conceber. É proporcionar aos alunos condições de reflexão e vivências adequadas de atitudes morais e sócio-culturais, coerentes com uma sociedade equitaria.
                           Respaltado na racionalidade moral, ou seja, na capacidade de dialogar, ponto fundamental na convivencia democrática, O projeto se ancora no equilíbrio que emerge da ponte entre a linha de pesquisa e trabalho em dois níveis: o individual e o coletivo. Reconhecendo, portanto, que a conduta ética decorre hoje  mais da qualidade intrínseca das regras, do que o modo participativo como foram estabelecidas e da seriedade com que devem ser cumpridas, do que da vontade individual.
                            Outrossim, é este cenário que deseja abolir o projeto, fazendo com que os alunos e cidadão possam ser participante de todo processo de transformação, que advém deles, para isso é trabalhado com   uma educação moral que proporcione às crianças e adolescentes condições para o desenvolvimento de sua autonomia, entendida como capacidade de posicionar-se diante da realidade, fazendo escolhas, e principalmente, refletindo sobre o impacto destas escolhas no âmbito da coletividade.

 OBJETIVO GERAL


                            - Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


-       Iniciar, retomar ou aprofundar ações educativas que levem à formação ética e moral;

-       Levar ao cotidiano das escolas reflexões sobre a ética, seus valores e fundamentos;

-          Trabalhar a construção de relações interpessoais mais democráticas na escola;

-          Construir valores socialmente desejáveis.

CONTEÚDOS  TRABALHADOS NO PROJETO
 
Língua Portuguesa

- Escrita de texto considerando o gênero, o leitor, a legibilidade e a finalidade;
- Pontuação;
- Coerência e coesão;
- Letra maiuscúla e minúscula, paragrafação;
- Negociação de acordos em situações comunicativas, debatendo opiniões e manifestando seus sentimentos, preocupando-se em fazer-se entender nas conversas.

 Matemática

- Coletagem e organização de informações pesquisadas;
- Construção de gráficos para comunicação de informações;
- Escrita fracionárias e decimais;

 Geografia

- As regiões brasileiras;
- Os estados brasileiros;


Ciências

- O sitema auditivo;
- Os órgão do corpo humano que compõem o sistema auditivo;
- Problemas auditivos.

  História
- A composição de Juri  polular ( juiz, promotor, advogado de defesa e acusação, réu, testemunhas, corpo de jurados, etc. ).

 Artes

- Leituras de imagens;
-  Elementos da dramatização;


ATIVIDADES DO PROJETO

 Lingua Portugesa

- Roda de conversas sobre os problemas vivenciados na sala de aula;
-Listagem dos problems encontrados na sala;
- Produção de texto sobre o comportamento da sala;
- Entrevista com um colega sobre como resolver os problemas encontrados na sala
- Contrução de um contrato didático;
- Elaboração de um acróstico como alfabeto, correlacionando com atitudes pautadas nos valores éticos, para ser exposto na sala;
- Elaboração e registro em um diario de classe sobre o comportamento da sala
- Autoavaliação
 
Matemática e Geografia

- Pesquisa na internet sobre os índices de violência nas regiões do Brasil e por cada estado.
- Construção de mural com recortes de notícias de jornais abordando o tema violência escolar (professor-aluno, aluno-professor)
- Construção de gráficos com as informações pesquisadas
- Autoavaliação

 História

- Juri simulado
- Dinâmicas de grupo (relacionamento pessoal e interpessoal)
- Autoavaliação



Ciências

- Roda de conversa: Os sons que lembram a escola, a casa, o parque, a igreja, etc. ;
- Ouvir diferentes tipos de sons e os identificar;
- Produzindo sons com partes do corpo (boca, mãos, pés, etc.) e objetos (folha de palem, instrumentos musicais, etc.);
- Confecção de cartazes alertando a escola sobre os problemas causados pela exposição a muito barulho;
- Autoavaliação.
 
Artes

- Dramatizações de cena discriminátoria, falta de respeito no contexto social e escolar (a professora antes escolherá dois alunos e passará a cena em segredo dos demais colegas, no meio da aula eles encenam a briga, com xingamentos. Esta atividade lança um debate em torno das atitudes e valores no trato com o próximo);
- Debate sobre a dramatização;
- Exibição do filme A corrente do bem, com o objetivo de relacionar o nosso bem-estar à satisfação de contribuir com o outro;
- Autoavaliação.

 RECURSOS
  
CDs com sons variados ( passos, luta, briga, vento, etc);
Aparelho de som;
Televisão/filme;
Papéis diversos (cartolina, 40, guache, sufite);
Internet/computador/softwares;
Lápis grafite, lápis de cor e giz de cera;
 Aparelho de dvd;
Revista/ jornais;
Cola e tesoura;
Bolas

 CULMINÂNCIA

                           O projeto se findará com o juri simulado dos alunos que após assinarem o contrato didático, deixaram de segui-lo, assim estará imbutido nesta atividade todos os conhecimentos estudados no projeto, servindo de suporte a decisão da banca de jurados.


AVALIAÇÃO

                           A avaliação se constituirá em processo contínuo durante todo o projeto correlacionado à realidade cotidiana da sala de aula e sua transformação no percurso das vivências do projeto. Será considerando ponto forte da avaliação a autoavaliação do aluno, bem como o comportamento do educando em seu relacionamento com os colegas e professores.

REFERÊCIAS

 
Sousa, Luiz Gonzaga de. Ética e sociedade. Disponível em: http://www.eumed.net/libros/2006a/lgs-etic/1t.htm Acesso 01. Abril. 2010.


Brasil. Parametros Curriculares Nacionais:apresentação dos temas transversais: ética/ Ministerio da Educação, Secretaria da Educação Fundamental. – 3.-Brasilia: A Secretaria, 2001.

 Dinâmicas.Disponivel em http://www.mundojovem.pucrs.br/subsidios-dinamicas.php  Acesso em. Abril de 2010.

ANEXOS


DINÂMICAS DE GRUPO
TROCA DE SEGREDO
OBJETIVO: Criar maior habilidade de empatia entre os participantes grupais.
TAMANHO DO GRUPO: 25 a 30 participantes.
TEMPO REQUERIDO: 45 minutos aproximadamente.
MATERIAL USADO: Lápis e papeletas.
AMBIENTE FÍSICO: Uma sala com carteiras.
PROCESSO:
·   O animador distribui uma papeleta para cada membro participante;
·   Os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que sentem no relacionamento, e que não gostariam de expor oralmente;
·  O animador recomenda que todos despistem a letra, para não revelar o autor;
·  O animador solicita que todos dobrem a papeleta de forma idêntica, e uma vez recolhida, misturará e distribuirá uma papeleta dobrada para cada participante;
·  A seguir, o animador recomenda que cada qual assuma o problema que estiver na papeleta, como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por compreendê-lo;
·  Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na papeleta, usando a 1ª pessoa "eu" e fazendo as adaptações necessárias, dando a solução;
·  Ao explicar o problema aos outros, cada qual deverá procurar pesonalizá-lo;
·  Não será permitido debate, nem perguntas sobre o assunto, durante a exposição;
·  No final, o animador poderá liderar o debate sobre as reações, formulando as seguintes perguntas:
·   Como você se sentiu ao descrever o seu problema ?
·   Como se sentiu ao explicar o problema de um outro ?
·   Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por um outro ?
·   No seu entender, o outro compreendeu o seu problema ?
·   Conseguiu pôr-se na sua situação ?
·   Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa ?
·   Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo ?  
·   Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüência deste exercício ?

ESCLARECIMENTOS DE VALORES
Objetivos:
a) Demonstrar que o conceito de valores varia de acordo com as pessoas.
b) Conscientizar os membros participantes sobre o problema de valores diferentes.
Tamanho Do Grupo: Oito a dez pessoas, podendo fazer-se o exercício, com vários subgrupos, simultaneamente.
Tempo Requerido: Vinte e cinco minutos, aproximadamente.
Material  Exigido: Papel em branco, lápis ou caneta.
Redação de três frases.
Ambiente Físico: Uma sala suficientemente ampla, com cadeiras, para acomodar todos os membros participantes.

Processo:
I. O animador explica inicialmente o exercício, e a seguir distribui uma folha com frases para cada membro, para que possa escolher uma dentre as três que achar a mais importante. As três frases podem ser, por exemplo:
 Ser generoso com as demais pessoas.
Ser seu próprio chefe.
Ter amigos compreensivos.
II. Feita a escolha, formam-se subgrupos, juntando-se os membros de acordo com a escolha feita. Aqueles que escolheram, por exemplo, as primeiras frases, como sendo a mais importante, irão discutir as razões desta importância. Assim, formam-se subgrupos semelhantes, para cada combinação de frase.
III. Após uns dez minutos de discussão, forma-se o plenário, para expor a todos os participantes as razões da escolha de tal ou qual frase.
No final, haverá um momento para depoimentos sobe a experiência vivida no exercício.
  Outros Tipos de Frases
. Sair de mim mesmo para ajudar os demais.
. Poder indicar aos outro o que fazer.
. Livrar-se das normas e das leis.
. Fazer o que for moralmente correto.
. Preparar os demais para ajudar-me.

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
Material necessário: folhas em branco, canetas, balões coloridos.
Esta dinâmica pode ser aplicada para melhorar a qualidade do relacionamento interpessoal entre os integrantes de uma mesma equipe, a qualquer tempo.
Processo:
Para iniciar a atividade, convide os participantes para sentarem dispostos em um círculo e distribua uma caneta, uma folha de papel e um balão para cada um;
Peça para escreverem o nome completo no alto da folha, legível e, após, para dobrarem a folha de papel no formato de uma gaita, com várias dobras espaçadas igualmente – se forem seis participantes, a gaita deve ter duas dobras; se forem oito, três dobras; se forem dez, quatro dobras e assim por diante;
Na seqüência, peça para todos encherem seus balões, “descarregando” dentro deles, todos os sentimentos negativos que impedem um bom relacionamento: ciúme, desconfiança, inveja, arrogância, etc… e que, após cheios e fechados, todos os balões devem ser depositados no centro do círculo;
Agora, peça para cada participante entregar a sua folha para o colega a sua direita e este deve escrever, sem se identificar, um adjetivo que melhor define, na opinião dele, o colega cujo nome está escrito na folha. Cada adjetivo deve ser escrito em um dobra da gaita e repassado ao colega a direita.
Quando todos estiverem escrito em todas as “gaitas” (uma volta completa), peça para que os seus “proprietários” leiam, em silêncio, tudo que está escrito em suas “gaitas” – fique atento à reação dos participantes.
Convide o grupo a se manifestar sobre os sentimentos que tiveram ao ler o que foi escrito sobre cada um. É provável que o momento seja de elevada carga emotiva.
Após a participaçao espontânea de quem quiser falar, comente brevemente sobre o espírito de equipe, a qualidade do relacionamento entre eles e encerre a atividade solicitando que todos, em pé, de braços ou mãos dadas, estourem os balões que encheram no início da atividade




O ESTUDO DA GEOGRAFIA




                           A grande essência do ensino, seja ele de qual for à disciplina, é contribuir energeticamente para o desenvolvimento da autonomia do aluno. Sob este enfoque as análises dos estudos de Piaget apresentam o desenvolvimento da criança como um processo gradativo, este aborda temáticas que se tornam pré-requisitos da construção do conceito de espaço, foco norteador da Geografia. Nos recortes históricos a Geografia é delineada primitivamente como dados estratégicos, visto que, seus pressupostos possibilitavam uma dominação territorial. Com os anos a Geografia assume um novo patamar, passa então a ponderar os conhecimentos espaciais e esquadrinha as relações desta área com outras. Neste sentido sua atuação volta-se ao intercâmbio, a vivência com o ambiente natural e o construído socialmente, ou seja, oferece uma ênfase a inter-relação entre aspectos físicos e a sociedade.
                            Portanto, ante este novo paradigma a Geografia escolar e sua abordagem metodológica ganharam novas conotações, primeiramente, o ato de ensinar se envolve no mundo de informações, fatos, conceitos, etc. Segundo, adere a uma objetividade maior a de formar novos modos de pensar geograficamente, abordando as linhas da espacialidade e da cartografia, dentro dos espaços básicos da Geografia: território (estado), paisagem (identidade visual, natural ou social) e lugar (espaço onde se desenvolve os vínculos diários). Neste cenário os estudos realizados por Piaget apresentam enorme contribuição. Levando em consideração, o imperativo de uma  metodologia de ensino que valorize estes conceitos e alcance os objetivos delineados pela nova realidade, sendo assim os estudos de Piaget oferecem subsídios de como a criança constrói seu conceito de espaço.
                                    Para Jean Piaget, este conceito se inicia desde o nascimento e vai até a adolescência. Neste aspecto é de fundamental importância que o ensino da Geografia oferecido aos alunos das séries iniciais comece por seu espaço local, ou seja, sua realidade vivida e percebida. Por conseguinte ao examinar e assimilar às informações do espaço vivido, visualizando os elementos que a constitui em uma representação gráfica bidimensional as crianças estarão adquirindo todo um saber cientifico, que a embasara qualificadamente as suas atividades cotidianas. Possibilitar as crianças desenvolverem sua capacidade de localização, seja de si mesma ou de elementos em espaços cada vez mais distantes. Piaget acrescenta que a exploração do espaço está ligada a motricidade, seu corpo torna-se a primeira referência de localização de objetos.
                                     Sendo a Geografia fundamentalmente espacial, o trabalho nas series iniciais ganham maior destaque com os temas referente às conservações espaciais, cabendo menção especial neste bojo, a alfabetização cartográfica, o trabalho interdisciplinar com a Geometria, o tema transversal Meio Ambiente. Com crianças usuárias, leitoras e produtoras de mapas, representando conscientemente seu entorno. Assim as aulas de Geografia necessitam propiciar uma educação cartográfica, onde as crianças disponham de vários recursos visuais (desenho, mapas, gráficos, globo, maquete, fotografia, imagens, etc.). Compreendido estes princípios a Geografia escolar opta neste contexto atual por uma metodologia interativa, que permita uma abordagem de conteúdos com situações significativas de aprendizagem, ou seja, que permitam aos alunos operarem energeticamente com o objeto de estudo, interligando o novo conhecimento com o já construído anteriormente. Portanto, neste contexto os atrativos dinamizadores atuam como estímulos para a escolha do melhor caminho a ser percorrido, a fim de suscitar o mais alto nível de desenvolvimento cognitivo do aluno e sua aplicação.
                            A abordagem interventiva do professor deve apóia-se em situações instigantes e provocativas, contextualizando conteúdos em forma dialógica de questionamentos, onde os conhecimentos prévios lançam as bases do planejamento didático com vista a efetivar o conhecimento sistematicamente elaborado.                     Buscando, por esta via resgatar a interação comunicativa entre sociedade/natureza. Por este motivo a Geografia facilita uma abordagem interdisciplinar, pois seu ponto de partida é a pratica social e suas interfaces no ambiente físico.
                           Nesta perspectiva as aulas interativas e diversificadas de Geografia partem em sua gênese da compreensão das transformações sociais e sua intervenção no ambiente natural, neste aspecto é interessante oferecer recursos visuais, atividades lúdicas que envolvam conceitos geográficos que ajam como importantíssimos mecanismos no planejamento para analise e compreensão dos fenômenos geográficos
                           Essa educação eficiente só é possível se a criança conhecer intimamente o lugar onde mora e entendê-lo, para isso, o professor contribui com atividades de sensibilização, ativação da capacidade observadora, coletagem de informações e sua exploração. Permitindo a Geografia exercer seu papel de incentivar o pensamento sobre o cotidiano. Então a criança desenvolve sua noção de espaço a partir de seu ambiente para melhor conceber os espaços não vividos por ela, sendo capaz de ser um cidadão mais critico, pois estará mais hábil a atuar sobre seu meio. Portanto a aplicação dos conhecimentos à realidade local possibilita o efetivo exercício da cidadania.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

COMO SE AVALIA NO SÉCULO XXI?




                         Abordar a temática avaliação é pautar uma discussão primordialmente em torno da reflexão de todo o trabalho pedagógico realizado. Este conceito de avaliação difundido hoje, nem sempre esteve impregnado nas escolas, e muitas ainda encontram-se longe desses ideais, pois é inegável ações avaliativas restrita aos aspectos tradicionaistas.
                         Retomando um pouco da compreensão de avaliação no contexto histórico da educação, percebe-se que este processo esteve arraigado nos pensamentos burocráticos-tradicional, ou seja, esteve estreitamente unido aos aspectos normatizadores da necessidade de quantificar as aprendizagens, sendo estas expressas em uma nota. Assim as provas, ditas avaliações, concentraram –se em apenas medir, como se fosse possível lançar o conhecimento sob um metro e dar-lhe o tamanho. Com este pensamento o modo de conceber o processo avaliativo, tornou-se carregador de fios condudores de impasses gigantescos, ao verificar as aprendizagens dos alunos, não se obtinha o resultado satisfatório. Isso gerou um dos maiores problemas na educação a reprovação em massa.
                        Este grave problema tem sua origem no modo centralizador da avaliação, pelos quais foram submetidos os aprendizes, deixando de avaliar dados realmente importante para focalizar outros sem valor efetivo. Neste cenário o governo entra em cena, pois compreende que este empasse deixou de apenas ser um problema cognitivo restrito ao ensino-aprendizagem e alargou suas dimensões, vindo a ser um problema governamental. O governo diante do perfil da nova sociedade que sugira com as profundas transformações econômicas e sociais, sustentou uma nova ação no âmbito educacional, visando ampliar o curriculo escolar como uma possibilidade de crescimento produtivo nos mercados internacionais. Assim com a justificativa que a qualidade da educação ofertada era insuficiente, o governo lança a avaliação de monitoramento.
                        Ao ser dissiminado, este novo mecanismo, também chegou as escolas como mais um instrumento de centralização, pois o mesmo se limitou a aspctos e informações irrelevantes do ambiente educacional. Esta supervisão não resolveu o enorme problema instaurado na educação, e até sucitou outros. Ante a cenários controversos pelos quais passam a avaliação, a indagação maior é a mesma de anos atrás, como avaliar a aprendizagem escolar?
                         Ao analisar revisões bibliográficas vê-se que o problema do processo avaliativo encontrava-se e encontra-se hoje na visão que o professor têm deste processo, isso é notório nas entrevistas realizadas, onde ainda a avaliação é compreendida como mera observação do desempenho dos alunos diante do processo ensino-aprendizagem. Com propósito de transformar este quadro de visão pedagógica equivocada Luckesi apresenta um novo horizonte de avaliação, pautado na seguinte definição: Avaliação é o juizo de qualidade sobre dados relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão.
                         Na avaliação seguindo a concepção luckesiana as condutas dos alunos são dados da realidade, que serão comparados com determinados padrões ideais dessas condutas, ou seja, para que a qualidade venha a ser observada, esta deve fundar-se nas condutas aprendidas e jamais nas que não foram construidas, como era no molde tradicional. Porque ao aderir este critério de eleição elimina-se todo o desenvolvimento construido pelo aluno, pois é sabido que o processo cognitivo é precedido por um intenso conjunto de pré requisitos, e que sempre há um desenvovimento em algumas das áreas do aluno.
                          Concebido este paradigma, a questão cental volta-se a tomada de decisão, do que fazer. Como intervir significativamente na situação diagnosticada? Luckesi então apresenta neste percusso três caminhos: continuar na mesma situação, introduzir modificações ou suprimir a situação.
                           Portanto, a avaliação implica explicitamente  em uma modificação da realidade e é neste ponto que a avaliação perde-se de seu verdadeiro intinerário. Na maioria das vezes os professores aderem a opção suprimir a situação como se tudo fosse muito normal, ou continuam passando conteúdo, exigindo produções, e acabam caindo no buraco de serem insignificantes na sua ação, pois é inconcebível a sucessão de objetivos se os elementares ainda estão em processo de construção, salientando que em muitos caso, o problema reside em métodos de ensino do que  lentidão cognitiva.
                          Quando o professor tem consciência que o processo avaliativo não é um mecanismo de autoridade arbritária,  roubador da permanência do aluno na escola, que se atém a quantidade ao invés de qualidade, baseados na antidemocracia que reportam a elementos irrelevantes. Mas que é um meio gerador de autonomia democrática, uma porta de reajustes, uma condição necessária para o crescimento da auto compreensão. O processo avaliativo deixa de ser unilateral e toma novas direções, portanto o erro passa a ser analisado como um caminho reflexivo revelador do quê e como avaliar, nas duas dimensões professor e aluno, visto que intriseco a avaliação está a reflexão que se destina sobre os agentes do ensino-aprendizagem professor – aluno.
                         Ao refletir sobre o aluno e seu desenvolvimento no processo avaliativo, ver-se que o fator essencial é tornar os eventuais erros observáveis aos alunos, gerando assim uma postura investigativa de auto superação. Pois errar é parte inata de todos os seres hunamos, e que este tem em si hipoteses de acertos. Tendo ciência disso, há uma quebra de muitas cadeias que aprissionaram a mentalidade de muitos professores no decorrer de anos e até séculos, que agora  aderem a atividades em grupos, escritos, orais, pictóricos, etc. Na outra ponta desta reflexão está o professor e sua prática avaliativa, se a avaliação revela dados relevantes sobre o desenvolvimento dos alunos, diz com prioridade aspectos do ensino ministrado, a fim de reorientar o trabalho pedadagógico, permitindo ao professor embasar melhor seus encaminhamentos didáticos.
                        Nesse bojo intrelaçado de questões peculiares, apresentam as situações proposta pelo professor com carater desafiador, contextualizado e sobretudo coerentes aos objetivos delineados. Nisso é observado a subjetividade de cada aluno, analizado consoante a não cair na arbitrariedade, pois como é evidente o aluno não é o que se mede por meio de notas. Isso fica bem claro nas palavras de Hadji quando diz que a avaliação é uma operação de leitura orientada da realidade, diria que cada momento pode ofertar uma leitura diferente, ou seja, é uma cuidadosa coletagem de informações diferentes que conduzem a ações distintas.
                       O desafio maior hoje da avaliação não reside em aprovar ou reprovar, medir ou não medir, mas sim em modificar o olhar do professor referente sua forma de avaliação, seus instrumentos utilizados, os pesos destinados as habilidades esperadas. Diante disso a concepção de avaliação que deve vigorar neste século, é aquela que se colocar como atuação alimentadora da intervenção pedagógica. Que fundamenta suas raízes na sistematização contínua da qualidade do conhecimento construido pelo aluno, ocorrendo durante todo processo de ensino aprendizagem. Essa também é a visão avaliativa encontrada nos PCNs que foca a reflexão permanente da prática, pois este implica primordialmente em avaliar o ensino oferecido, as dificuldades, as observações, com intuito de fazer uma educação melhor.


REFERÊNCIAS
Vagula, Edilaine. Organização e didática dos anos iniciais do ensino fundamental: pedagogia/ Edilaine Vagula, Sandra Regina dos Reis Rampazzo e marlizete Cristina B. Steinle. – São Paul: Person Prentice Hall, 2009.
Luckesi, Cipriano C. Avaliação do aluno a favor ou contra a democratização do ensino? In,; Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e proposição. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1995, p. 66-80.
Barreto, Alba Siqueira de Sá. A avaliação na educação básica entre dois modelos._Educação e Sociedade. V. 22 n. 75 Campinas ago. 2001.
Avaliação- um processo intencional e planejado. Departamento de Educação Básica Grupos de Estudos 2008. 2° encontro.                   

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