Bloco de Conteúdo: Língua Portuguesa, Artes e Geografia
Conteúdo: Variações linguísticas
Regiões do Brasil
Composição tridimensional
Introdução: A variações
linguísticas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação
histórica) e no espaço (variação regional). Assim, além do português padrão, há
outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser
evidenciados no linguajar dos alunos nas salas de aulas, ficando deste
modo claro o fenômeno de mescla
linguistica, qual o Brasil é objeto. Portanto este projeto de variação linguistica visa levar os
alunoa aperceberem o uso da língua materna e as modalidades na sua forma oral e
escrita. Apressentando um ensino dinâmico da variação diatópicas, onde o foco
seja a cmpreensão da interferência da fala na escrita.
Importante: Evitar a valorização exessiva da norma culta, percebendo a influencia
da oralidade na escrita no falar rural. Enfocar o respeito ás diversas
variedades linguisticas, trabalhando com situações de uso da língua.
Objetivo: Respeitar as variações lingüísticas
do português brasileiro sem preconceito lingüístico;
Ano: 5º ano
Tempo estimado: 10 aulas.
Material necessário: Copia do texto escrito, fichas de análise textual,
caderno, lápis, placas de isopor, cola,
tesouras, etc.
Desenvolvimento das atividades: Desafio aos alunos
1.A professora lerá a história em quadrinhos e os alunos irão
registrar as palavras que mais chamaram sua atenção durante a leitura.
CHICO
BENTO EM OS PÉS
Quem gostaria de ler a
redação sobre o tema que passei ontem?
Eu, fessora!! Eu!!!
E eu que pensei que o Chico
não entendia nada do assunto!
Ara, o Chico é muito
isperto, viu?
É por essas i otras qui eu
namoro ele!
É ! a isperteza é coisa di
famia!
Psso começá fessora?
À vontade Chico!
Caham! Camam! Os pé da
gente!
Os pé da gente são a parte
do corpo qui serve pra andá i fazé a curva! Quem tem dois pé é bipede! Quem tem
um é o saci e quem tem mais di dois, precisa di médico!
Intão, eu sô bipedão!
Eita, qui disperdício!
Ah, saci! Larga dos meus pés
Isto é... si num for animar
né?
M- mas, chico...
Craro qui tem mais, fessora!
Tô só começando!
Na natureza, inziste vários
tipos di pé!
Tudo imriba, pé –di- fruta?
Esse pé-di-vento mi dexa sisisperada!
O Ruim di sê pé-d’agua são as bôia!
I por falá im pe-di-fruta, o
mamoero é o único qui tem uma mão no pé!
Ai....
É memo!
Mais tamém, nem todo pé fica
no finar da perna!
Os pé di galinha, por exempro, fica na cara, bem do
lado dos zóios!
Fiu- Fiuuuu!
Mais que belezura!
Oi todos os pés qui conheço,
tem um, ispeciarmente, qui eu adoro!
Ai, chico....
É o pé di moleque! Qui
alinhais, truxe hoje, di merenda!
Im compensação o pior pé qui
conheço é o pé – no – ouvido.....
Qui é o qui ocê vai levá Zé
Lelé, si num tirá as mão da minha merenda!
Ai......
Grup!
Bâo, continuando...
Pedicura num é o pé do
padre. Mais sim, o trabaio di quem faiz os pé das madame!
Por favor onde fica o pé di cura?
Fica logo ali, na igreja!
I
finarmente , a mior coisa pro futuro é fazé um pé di meia! Pruque ansim, ocê
nunca será um pe-di-chinelo i muito nenos um p-e-rapado!
Ufa!
Intão,
fessora? Qui nota eu mereço?
Zero!
Zero ?!
mais pru quê?
Porque
você errou o tema da redação! Hospedagem
Discurpa ,
mais quem errô foi a senhora qui isqueceu do acento na palavra “pé” i num compretô
a palavra “gente”!
Chico
Bento!!!!!
Agora, a
mior coisa a fazê é dá no pé!!!
2.Conversa informal sobre o gênero textual quadrinhos, suas
características, sua função, o personagen, etc. Caberá destaque a provável
região onde mora o personagem, com indicações no mapa e descrições dos
elementos que constituem tal ambiente, etc.
3.Confecção de um croqui com as informações levantadas nos
conhecimentos prévios.
4.Exploração do título e seu significado dentro dos
acontecimentos da história. Levantamento das palavras que mais chamaram atenção
e logo após uma discussão sobre a grafia das palavras registradas pelos alunos,
levantamento dos possíveis motivos que
levaram tal forma de escrita. Aqui caberá uma breve reflexão das origem das
palavras no latim e suas transformaçõe são longo dos anos.
5.Distribuição da copia do texto a cada aluno, a fim de sublinhar as palavras sugeridas por
eles. Análise das construções das frases em que as palavras são empregadas.
Sistematização com registro em um quadro com as caracteristicas apresentadas
nas frases.
6.Leitura compartilhada da história em quadrinhos, questionando
o uso de pronomes, adjetivos, preposição. A alternância de “lh” e
“i” melhor / mior; olhos/ zoio; a redução dos ditongos: outra/otra; A simplificação
da concordância: todos oo pé, as mão; Assimilação do “ndo” em “no”(
falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também); a desnasalização das vogais
postônicas: home/homema redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em
“or”: amá/amar; amô/amor. Etc. Neste momento haverá uma analise sobre a
construção da oralidade e da escrita, levando os alunos perceberem que em
certas situações deverão, empregar a norma culta da escrita convencional.
7.Reescrita das frases do texto que apresentam tais
irregularidades ortográficas empregando as correções gramaticais indicadas pela
norma culta.
8.Após a
explanação de socialização e esclarecimentos, haverá uma solicitação de pesquisa
na internet com exemplos de variações lingüísticas das diferentes regiões do
Brasil.
9.Construção de quadro demonstrativos com as principais
variações regionais, no sodaque, na fala e na escrita.
10.Exibição de animações abordando variações linguisticas
baixados pela internet.
11.Pesquisa de campo procurando perceber alguns traços da
linguagem de sua cidade.
12.Construção de painel com as observações realizadas durante a
pesquisa em campo.
13.Construção de uma maquete de seu cidade, onde destacará os principais bairros onde predominam algumas
variações linguisticas.
Observações: Os registros deverão ser
claros e objetivos, com anotações no caderno, construção de quadros
demostrativos e maquetes, etc.
Avaliação: Ocorrerá de forma
coletiva, em todos os momentos de trabalho e pesquisa, conta-se-á com a
participação nas discussões e individulamente nas atividades realizadas, bem
como na compreensão dos conceitos abordados.
REFERÊNCIAS
Simm, Juliana Fogaça Sanches. Ensino da língua
portuguesa: pedagogia/ Juliana Fogaça Sanches Simm. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2009.
Este Projeto surgi
da necessidade encontrada na maioria das salas de aula: a falta de valores
éticos nas relações pessoais, onde a falta de respeito de si e ao próximo é
visível. Busca-se que este projeto lance oportunidades de diálogos, a propósito
de uma construção da consciência ética. Portanto ele tem a finalidade de
promover entre os alunos uma conscientização sobre o que é Ética e como ela
influencia a cidadania e as noções de convívio social.
Desenvolver este
espírito em meio a uma sociedade altamente corrompida, distanciada dos
princípios de valores que fundamentam uma sociedade justa é o grande desafio do
projeto. Dentro deste bojo a ética, a democracia, os diretos humanos e a inclusão social são
temáticas prioritárias das ações coletivas
nesse início do século XXI, principalmente aquelas desenvolvidas na
escola que serão pontes para as futuras, como cidadãos ativos rumo a sociedade posterior.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Adolfo
Sánches Vázquez (1982), a palavra ética vem do grego ethos que quer dizer
"modo de ser", ou "caráter", enquanto estilo de vida que o
homem adquire, este conceito remete a totalidade do homem, que é e está sendo
por meio das relações sociais. Mas, pode-se definir ética como sendo um
conjunto composto de conhecimentos racionais a respeito do conduta moral. Isso
fica evidente desde os primórdios da ética, que assume-se como uma jerarquia de normas de condutas empregadas nas relações
humanas, sendo assim, tem-se a ética como chave das ações humanas em sociedade,
e esta se encontra presente nos diversos tipos e níveis de relacionamento.
Portanto a vida em
sociedade pressupõe a criação e o cumprimento de normas e indicações norteadoras
das relações interpessoais, com intuito de possibilitar o diálogo, a cooperação,
a solidariedade e o respeito entre os componentes sociais. Porém hoje na sociedade capitalista do século
XXI é gritante o caos antiético que se instalou, quando mais a sociedade, o homem se desenvolve tecnologicamente, mas perde seus
valores éticos, sua capacidade de comunicação.
A escola por sua vez
ganha a incumbência de resgatar esta consciência comunicativa de respeito mútuo
entre os individuos da sociedade, pois se encontra submergida em regras e
normas que orientam seu funcionamento e a convivência entre os diferentes
elementos que nela atuam. Sendo uma espécie de experimentação da realidade
social em um nível elementar. Contudo tão importante quanto a própria vida, é
fazer uma existencia ética de cada sujeito. Nesse sentido, as normas passam a
ser compreendidas corno condição necessária ao convívio social. Em um sentido
mais amplo, o ponto de partida é umcontexto pequeno, sala de aula, escola até a
um contexto imenso a sociedade distribuida pelo planeta.
Os Parâmetros
Curriculares Nacionais ao preconizar a ética como "eixo norteador" de
todos os temas transversais, visa contribuir para a formação de cidadãos
comprometidos em transformar as situações de injustiças, discriminações, repúdio,
violência, falta de respeito etc. das relações sociais, vivenciadas pela
população em seu cotidiano. Como a escola é um ambiente repleto de situações sociais
que demandam princípios de postura, deve servir de primeira instância das relações
interpessoais pautadas no respeito mútuo, com propósito de promover a discussão
das questões éticas na sociedade vigente.
Presumindo estes aspectos
acima citadas a escola atual, segundo Yves de la Taille compete:
Lembrar e fazer lembrar em alto e bom tom, a
seus alunos e à sociedade como um todo, que sua finalidade principal é a
preparação para o exercício da cidadania. E, para ser cidadão, são necessários
sólidos conhecimentos, memória, respeito pelo espaço público, um conjunto
mínimo de normas de relações inter-pessoais, e diálogo franco entre olhares
éticos. (TAILLE, 2003, p. 23)
Segundo este mesmo
principio os
PCNs destacam a ética em uma frase suprema:
“A ética é um eterno pensar, refletir e
construir”. (Brasil, p. 72.)
Esta frase revela a essência que o projeto: “Ética no cotidiano escolar”
quer despertar. Que é justamente Pensar em
uma nova sociedade que esta sendo formada em nossos dias, por intermédio da
escola e por seus agentes. A propósito a tão almejada sociedade baseadas nos
conceitos de justiça, solidariedade, etc. Esta sociedade que será resultado de
uma nova postura ética de agir, de tratar, desenvolvida no tempo presente, o
hoje. Nesta perspectiva é a escola principal contribuidora para atingir esta
meta. Refletir, neste trabalho
árduo, que só será alcançado por
encadeamentos pautados na realidade vivida e percebida, diante das discussões,
do repensar atitudes diante de situações afins. Construir critérios de atitudes coerentes com os novos paradigmas
desenvolvidos. Em suma é uma reavaliação do ser, do agir e do conceber. É proporcionar
aos alunos condições de reflexão e vivências adequadas de atitudes morais e
sócio-culturais, coerentes com uma sociedade equitaria.
Respaltado na
racionalidade moral, ou seja, na capacidade de dialogar, ponto fundamental na
convivencia democrática, O projeto se ancora no equilíbrio que emerge da ponte
entre a linha de pesquisa e trabalho em dois níveis: o individual e o coletivo.
Reconhecendo, portanto, que a conduta ética decorre hoje mais da qualidade intrínseca das regras, do
que o modo participativo como foram estabelecidas e da seriedade com que devem
ser cumpridas, do que da vontade individual.
Outrossim,
é este cenário que deseja abolir o projeto, fazendo com que os alunos e cidadão
possam ser participante de todo processo de transformação, que advém deles,
para isso é trabalhado com uma educação moral que proporcione às crianças
e adolescentes condições para o desenvolvimento de sua autonomia, entendida
como capacidade de posicionar-se diante da realidade, fazendo escolhas, e
principalmente, refletindo sobre o impacto destas escolhas no âmbito da
coletividade.
OBJETIVO
GERAL
- Posicionar-se de
maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais,
utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões
coletivas.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
-Iniciar, retomar ou aprofundar ações educativas que levem à
formação ética e moral;
-Levar ao cotidiano das escolas reflexões sobre a ética, seus
valores efundamentos;
-Trabalhar a construção de relações interpessoais mais democráticas
na escola;
-Construir valores socialmente desejáveis.
CONTEÚDOS TRABALHADOS NO PROJETO
Língua
Portuguesa
- Escrita de texto considerando o gênero, o leitor,
a legibilidade e a finalidade;
- Pontuação;
- Coerência e coesão;
- Letra maiuscúla e minúscula, paragrafação;
- Negociação de acordos em situações comunicativas,
debatendo opiniões e manifestando seus sentimentos, preocupando-se em fazer-se
entender nas conversas.
Matemática
- Coletagem e organização de informações
pesquisadas;
- Construção de gráficos para comunicação de
informações;
- Escrita fracionárias e decimais;
Geografia
- As regiões brasileiras;
- Os estados brasileiros;
Ciências
- O sitema auditivo;
- Os órgão do corpo humano que compõem o sistema auditivo;
- Problemas auditivos.
História
- A composição de Juri polular ( juiz, promotor, advogado de defesa
e acusação, réu, testemunhas, corpo de jurados, etc. ).
Artes
- Leituras de imagens;
- Elementos
da dramatização;
ATIVIDADES
DO PROJETO
Lingua
Portugesa
- Roda de conversas sobre os problemas vivenciados
na sala de aula;
-Listagem dos problems encontrados na sala;
- Produção de texto sobre o comportamento da sala;
- Entrevista com um colega sobre como resolver os problemas
encontrados na sala
- Contrução de um contrato didático;
- Elaboração de um acróstico como alfabeto,
correlacionando com atitudes pautadas nos valores éticos, para ser exposto na
sala;
- Elaboração e registro em um diario de classe
sobre o comportamento da sala
- Autoavaliação
Matemática
e Geografia
- Pesquisa na internet sobre os índices de violência
nas regiões do Brasil e por cada estado.
- Construção de mural com recortes de notícias de
jornais abordando o tema violência escolar (professor-aluno, aluno-professor)
- Construção de gráficos com as informações
pesquisadas
- Autoavaliação
História
- Juri simulado
- Dinâmicas de grupo (relacionamento
pessoal e interpessoal)
- Autoavaliação
Ciências
- Roda de conversa: Os sons que lembram a escola, a
casa, o parque, a igreja, etc. ;
- Ouvir diferentes tipos de sons e os identificar;
- Produzindo sons com partes do corpo (boca, mãos,
pés, etc.) e objetos (folha de palem, instrumentos musicais, etc.);
- Confecção de cartazes alertando a escola sobre os
problemas causados pela exposição a muito barulho;
- Autoavaliação.
Artes
- Dramatizações de cena discriminátoria, falta de
respeito no contexto social e escolar (a professora antes escolherá dois alunos
e passará a cena em segredo dos demais colegas, no meio da aula eles encenam a
briga, com xingamentos. Esta atividade lança um debate em torno das atitudes e
valores no trato com o próximo);
- Debate sobre a dramatização;
- Exibição do filme A corrente do bem, com o
objetivo de relacionar o nosso bem-estar à satisfação de contribuir com o
outro;
- Autoavaliação.
RECURSOS
CDs com sons
variados ( passos, luta, briga, vento, etc);
Aparelho de som;
Televisão/filme;
Papéis diversos
(cartolina, 40, guache, sufite);
Internet/computador/softwares;
Lápis grafite,
lápis de cor e giz de cera;
Aparelho de dvd;
Revista/ jornais;
Cola e tesoura;
Bolas
CULMINÂNCIA
O projeto se findará
com o juri simulado dos alunos que após assinarem o contrato didático, deixaram
de segui-lo, assim estará imbutido nesta atividade todos os conhecimentos
estudados no projeto, servindo de suporte a decisão da banca de jurados.
AVALIAÇÃO
A avaliação se
constituirá em processo contínuo durante todo o projeto correlacionado à realidade
cotidiana da sala de aula e sua transformação no percurso das vivências do
projeto. Será considerando ponto forte da avaliação a autoavaliação do aluno,
bem como o comportamento do educando em seu relacionamento com os colegas e
professores.
Brasil. Parametros Curriculares Nacionais:apresentação dos
temas transversais: ética/ Ministerio da Educação, Secretaria da Educação
Fundamental. – 3.-Brasilia: A Secretaria, 2001.
Dinâmicas.Disponivel em http://www.mundojovem.pucrs.br/subsidios-dinamicas.php
Acesso em. Abril de 2010.
ANEXOS
DINÂMICAS DE GRUPO
TROCA DE SEGREDO
OBJETIVO: Criar maior
habilidade de empatia entre os participantes grupais.
TAMANHO DO GRUPO: 25 a 30
participantes.
TEMPO REQUERIDO: 45
minutos aproximadamente.
MATERIAL USADO: Lápis e
papeletas.
AMBIENTE FÍSICO: Uma sala
com carteiras.
PROCESSO:
· O animador distribui uma papeleta para cada membro participante;
· Os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que
sentem no relacionamento, e que não gostariam de expor oralmente;
· O
animador recomenda que todos despistem a letra, para não revelar o autor;
· O animador solicita que todos dobrem a papeleta de forma idêntica, e uma
vez recolhida, misturará e distribuirá uma papeleta dobrada para cada
participante;
· A seguir, o animador recomenda que cada qual assuma o problema que
estiver na papeleta, como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por
compreendê-lo;
· Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na
papeleta, usando a 1ª pessoa "eu" e fazendo as adaptações
necessárias, dando a solução;
· Ao explicar o problema aos outros, cada qual deverá procurar
pesonalizá-lo;
· Não será permitido debate, nem perguntas sobre o assunto, durante a
exposição;
· No final, o animador poderá liderar o debate sobre as reações, formulando
as seguintes perguntas:
· Como você se sentiu ao descrever o seu
problema ?
· Como se sentiu ao explicar o problema de um outro ?
· Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por um outro ?
· No seu entender, o outro compreendeu o seu problema ?
· Conseguiu pôr-se na sua situação ?
· Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa ?
· Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo ?
· Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüência deste
exercício ?
ESCLARECIMENTOS DE
VALORES
Objetivos:
a) Demonstrar que o conceito de valores varia de
acordo com as pessoas.
b) Conscientizar os membros participantes sobre o
problema de valores diferentes.
Tamanho Do Grupo: Oito a dez pessoas, podendo
fazer-se o exercício, com vários subgrupos, simultaneamente.
Tempo Requerido: Vinte
e cinco minutos, aproximadamente.
Material Exigido:
Papel em branco, lápis ou caneta.
Redação de três frases.
Ambiente Físico:
Uma sala suficientemente ampla, com cadeiras, para acomodar todos os membros
participantes.
Processo:
I. O animador explica inicialmente o exercício, e a
seguir distribui uma folha com frases para cada membro, para que possa escolher
uma dentre as três que achar a mais importante. As três frases podem ser, por
exemplo:
Ser generoso
com as demais pessoas.
Ser seu próprio chefe.
Ter amigos compreensivos.
II. Feita a escolha, formam-se subgrupos,
juntando-se os membros de acordo com a escolha feita. Aqueles que escolheram,
por exemplo, as primeiras frases, como sendo a mais importante, irão discutir
as razões desta importância. Assim, formam-se subgrupos semelhantes, para cada
combinação de frase.
III. Após uns dez minutos de discussão, forma-se o
plenário, para expor a todos os participantes as razões da escolha de tal ou
qual frase.
No final, haverá um momento para depoimentos sobe a
experiência vivida no exercício.
Outros
Tipos de Frases
. Sair de mim mesmo para ajudar os demais.
. Poder indicar aos outro o que fazer.
. Livrar-se das normas e das leis.
. Fazer o que for moralmente correto.
. Preparar os demais para ajudar-me.
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
Material necessário: folhas em branco, canetas,
balões coloridos.
Esta dinâmica pode ser aplicada para melhorar a qualidade
do relacionamento interpessoal entre os integrantes de uma mesma equipe,
a qualquer tempo.
Processo:
Para
iniciar a atividade, convide os participantes para sentarem dispostos em um
círculo e distribua uma caneta, uma folha de papel e um balão para cada um;
Peça
para escreverem o nome completo no alto da folha, legível e, após, para
dobrarem a folha de papel no formato de uma gaita, com várias dobras espaçadas
igualmente – se forem seis participantes, a gaita deve ter duas dobras; se
forem oito, três dobras; se forem dez, quatro dobras e assim por diante;
Na
seqüência, peça para todos encherem seus balões, “descarregando” dentro deles,
todos os sentimentos negativos que impedem um bom relacionamento: ciúme,
desconfiança, inveja, arrogância, etc… e que, após cheios e fechados, todos os
balões devem ser depositados no centro do círculo;
Agora,
peça para cada participante entregar a sua folha para o colega a sua direita e
este deve escrever, sem se identificar, um adjetivo que melhor define, na
opinião dele, o colega cujo nome está escrito na folha. Cada adjetivo deve ser
escrito em um dobra da gaita e repassado ao colega a direita.
Quando
todos estiverem escrito em todas as “gaitas” (uma volta completa), peça para
que os seus “proprietários” leiam, em silêncio, tudo que está escrito em suas
“gaitas” – fique atento à reação dos participantes.
Convide
o grupo a se manifestar sobre os sentimentos que tiveram ao ler o que foi
escrito sobre cada um. É provável que o momento seja de elevada carga emotiva.
Após
a participaçao espontânea de quem quiser falar, comente brevemente sobre o
espírito de equipe, a qualidade do relacionamento entre eles e encerre a
atividade solicitando que todos, em pé, de braços ou mãos dadas, estourem os
balões que encheram no início da atividade
A grande essência do
ensino, seja ele de qual for à disciplina, é contribuir energeticamente para o
desenvolvimento da autonomia do aluno. Sob este enfoque as análises dos estudos
de Piaget apresentam o desenvolvimento da criança como um processo gradativo,
este aborda temáticas que se tornam pré-requisitos da construção do conceito de
espaço, foco norteador da Geografia. Nos recortes históricos
a Geografia é delineada primitivamente como dados estratégicos, visto que, seus
pressupostos possibilitavam uma dominação territorial. Com os anos a Geografia
assume um novo patamar, passa então a ponderar os conhecimentos espaciais e
esquadrinha as relações desta área com outras. Neste sentido sua atuação
volta-se ao intercâmbio, a vivência com o ambiente natural e o construído
socialmente, ou seja, oferece uma ênfase a inter-relação entre aspectos físicos
e a sociedade.
Portanto, ante este
novo paradigma a Geografia escolar e sua abordagem metodológica ganharam novas
conotações, primeiramente, o ato de ensinar se envolve no mundo de informações,
fatos, conceitos, etc. Segundo, adere a uma objetividade maior a de formar
novos modos de pensar geograficamente, abordando as linhas da espacialidade e
da cartografia, dentro dos espaços básicos da Geografia: território (estado),
paisagem (identidade visual, natural ou social) e lugar (espaço onde se
desenvolve os vínculos diários). Neste cenário os estudos realizados por Piaget
apresentam enorme contribuição. Levando em consideração, o imperativo de uma metodologia de ensino que valorize estes
conceitos e alcance os objetivos delineados pela nova realidade, sendo assim os
estudos de Piaget oferecem subsídios de como a criança constrói seu conceito de
espaço.
Para
Jean Piaget, este conceito se inicia desde o nascimento e vai até a adolescência.
Neste aspecto é de fundamental importância que o ensino da Geografia oferecido
aos alunos das séries iniciais comece por seu espaço local, ou seja, sua
realidade vivida e percebida. Por conseguinte ao examinar e assimilar às
informações do espaço vivido, visualizando os elementos que a constitui em uma
representação gráfica bidimensional as crianças estarão adquirindo todo um
saber cientifico, que a embasara qualificadamente as suas atividades cotidianas.
Possibilitar as crianças desenvolverem sua capacidade de localização, seja de
si mesma ou de elementos em espaços cada vez mais distantes. Piaget acrescenta
que a exploração do espaço está ligada a motricidade, seu corpo torna-se a
primeira referência de localização de objetos.
Sendo
a Geografia fundamentalmente espacial, o trabalho nas series iniciais ganham
maior destaque com os temas referente às conservações espaciais, cabendo menção
especial neste bojo, a alfabetização cartográfica, o trabalho interdisciplinar
com a Geometria, o tema transversal Meio Ambiente. Com crianças usuárias,
leitoras e produtoras de mapas, representando conscientemente seu entorno.
Assim as aulas de Geografia necessitam propiciar uma educação cartográfica,
onde as crianças disponham de vários recursos visuais (desenho, mapas,
gráficos, globo, maquete, fotografia, imagens, etc.). Compreendido estes princípios
a Geografia escolar opta neste contexto atual por uma metodologia interativa,
que permita uma abordagem de conteúdos com situações significativas de
aprendizagem, ou seja, que permitam aos alunos operarem energeticamente com o
objeto de estudo, interligando o novo conhecimento com o já construído
anteriormente. Portanto, neste contexto os atrativos dinamizadores atuam como
estímulos para a escolha do melhor caminho a ser percorrido, a fim de suscitar
o mais alto nível de desenvolvimento cognitivo do aluno e sua aplicação.
A abordagem
interventiva do professor deve apóia-se em situações instigantes e
provocativas, contextualizando conteúdos em forma dialógica de questionamentos,
onde os conhecimentos prévios lançam as bases do planejamento didático com
vista a efetivar o conhecimento sistematicamente elaborado. Buscando, por esta via
resgatar a interação comunicativa entre sociedade/natureza. Por este motivo a
Geografia facilita uma abordagem interdisciplinar, pois seu ponto de partida é
a pratica social e suas interfaces no ambiente físico.
Nesta perspectiva as
aulas interativas e diversificadas de Geografia partem em sua gênese da
compreensão das transformações sociais e sua intervenção no ambiente natural,
neste aspecto é interessante oferecer recursos visuais, atividades lúdicas que
envolvam conceitos geográficos que ajam como importantíssimos mecanismos no
planejamento para analise e compreensão dos fenômenos geográficos
Essa educação eficiente
só é possível se a criança conhecer intimamente o lugar onde mora e entendê-lo,
para isso, o professor contribui com atividades de sensibilização, ativação da
capacidade observadora, coletagem de informações e sua exploração. Permitindo a
Geografia exercer seu papel de incentivar o pensamento sobre o cotidiano. Então
a criança desenvolve sua noção de espaço a partir de seu ambiente para melhor
conceber os espaços não vividos por ela, sendo capaz de ser um cidadão mais
critico, pois estará mais hábil a atuar sobre seu meio. Portanto a aplicação
dos conhecimentos à realidade local possibilita o efetivo exercício da
cidadania.
Abordar a temática
avaliação é pautar uma discussão primordialmente em torno da reflexão de todo o
trabalho pedagógico realizado. Este conceito de avaliação difundido hoje, nem
sempre esteve impregnado nas escolas, e muitas ainda encontram-se longe desses
ideais, pois é inegável ações avaliativas restrita aos aspectos tradicionaistas.
Retomando um pouco da
compreensão de avaliação no contexto histórico da educação, percebe-se que este
processo esteve arraigado nos pensamentos burocráticos-tradicional, ou seja,
esteve estreitamente unido aos aspectos normatizadores da necessidade de
quantificar as aprendizagens, sendo estas expressas em uma nota. Assim as
provas, ditas avaliações, concentraram –se em apenas medir, como se fosse
possível lançar o conhecimento sob um metro e dar-lhe o tamanho. Com este
pensamento o modo de conceber o processo avaliativo, tornou-se carregador de
fios condudores de impasses gigantescos, ao verificar as aprendizagens dos
alunos, não se obtinha o resultado satisfatório. Isso gerou um dos maiores
problemas na educação a reprovação em massa.
Este grave problema tem
sua origem no modo centralizador da avaliação, pelos quais foram submetidos os
aprendizes, deixando de avaliar dados realmente importante para focalizar
outros sem valor efetivo. Neste cenário o governo entra em cena, pois
compreende que este empasse deixou de apenas ser um problema cognitivo restrito
ao ensino-aprendizagem e alargou suas dimensões, vindo a ser um problema
governamental. O governo diante do perfil da nova sociedade que sugira com as
profundas transformações econômicas e sociais, sustentou uma nova ação no
âmbito educacional, visando ampliar o curriculo escolar como uma possibilidade
de crescimento produtivo nos mercados internacionais. Assim com a justificativa
que a qualidade da educação ofertada era insuficiente, o governo lança a avaliação
de monitoramento.
Ao ser dissiminado,
este novo mecanismo, também chegou as escolas como mais um instrumento de centralização,
pois o mesmo se limitou a aspctos e informações irrelevantes do ambiente educacional.
Esta supervisão não resolveu o enorme problema instaurado na educação, e até
sucitou outros. Ante a cenários controversos pelos quais passam a avaliação, a
indagação maior é a mesma de anos atrás, como avaliar a aprendizagem escolar?
Ao analisar revisões
bibliográficas vê-se que o problema do processo avaliativo encontrava-se e
encontra-se hoje na visão que o professor têm deste processo, isso é notório
nas entrevistas realizadas, onde ainda a avaliação é compreendida como mera
observação do desempenho dos alunos diante do processo ensino-aprendizagem. Com
propósito de transformar este quadro de visão pedagógica equivocada Luckesi
apresenta um novo horizonte de avaliação, pautado na seguinte definição:Avaliação é o juizo de qualidade sobre dados
relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão.
Na avaliação seguindo
a concepção luckesiana as condutas dos alunos são dados da realidade, que serão
comparados com determinados padrões ideais dessas condutas, ou seja, para que a
qualidade venha a ser observada, esta deve fundar-se nas condutas aprendidas e
jamais nas que não foram construidas, como era no molde tradicional. Porque ao
aderir este critério de eleição elimina-se todo o desenvolvimento construido
pelo aluno, pois é sabido que o processo cognitivo é precedido por um intenso
conjunto de pré requisitos, e que sempre há um desenvovimento em algumas das
áreas do aluno.
Concebido este
paradigma, a questão cental volta-se a tomada de decisão, do que fazer. Como
intervir significativamente na situação diagnosticada? Luckesi então apresenta
neste percusso três caminhos: continuar na mesma situação, introduzir
modificações ou suprimir a situação.
Portanto, a avaliação implica explicitamente em uma modificação da realidade e é neste
ponto que a avaliação perde-se de seu verdadeiro intinerário. Na maioria das
vezes os professores aderem a opção suprimir a situação como se tudo fosse
muito normal, ou continuam passando conteúdo, exigindo produções, e acabam
caindo no buraco de serem insignificantes na sua ação, pois é inconcebível a
sucessão de objetivos se os elementares ainda estão em processo de construção,
salientando que em muitos caso, o problema reside em métodos de ensino do que lentidão cognitiva.
Quando o professor tem consciência que o
processo avaliativo não é um mecanismo de autoridade arbritária, roubador da permanência do aluno na escola,
que se atém a quantidade ao invés de qualidade, baseados na antidemocracia que
reportam a elementos irrelevantes. Mas que é um meio gerador de autonomia
democrática, uma porta de reajustes, uma condição necessária para o crescimento
da auto compreensão. O processo avaliativo deixa de ser unilateral e toma novas
direções, portanto o erro passa a ser analisado como um caminho reflexivo
revelador do quê e como avaliar, nas duas dimensões professor e aluno, visto
que intriseco a avaliação está a reflexão que se destina sobre os agentes do
ensino-aprendizagem professor – aluno.
Ao refletir sobre o
aluno e seu desenvolvimento no processo avaliativo, ver-se que o fator
essencial é tornar os eventuais erros observáveis aos alunos, gerando assim uma
postura investigativa de auto superação. Pois errar é parte inata de todos os
seres hunamos, e que este tem em si hipoteses de acertos. Tendo ciência disso,
há uma quebra de muitas cadeias que aprissionaram a mentalidade de muitos
professores no decorrer de anos e até séculos, que agora aderem a atividades em grupos, escritos,
orais, pictóricos, etc. Na outra ponta desta reflexão está o professor e sua
prática avaliativa, se a avaliação revela dados relevantes sobre o
desenvolvimento dos alunos, diz com prioridade aspectos do ensino ministrado, a
fim de reorientar o trabalho pedadagógico, permitindo ao professor embasar
melhor seus encaminhamentos didáticos.
Nesse bojo intrelaçado
de questões peculiares, apresentam as situações proposta pelo professor com
carater desafiador, contextualizado e sobretudo coerentes aos objetivos
delineados. Nisso é observado a subjetividade de cada aluno, analizado
consoante a não cair na arbitrariedade, pois como é evidente o aluno não é o
que se mede por meio de notas. Isso fica bem claro nas palavras de Hadji quando
diz que a avaliação é uma operação de leitura orientada da realidade, diria que
cada momento pode ofertar uma leitura diferente, ou seja, é uma cuidadosa
coletagem de informações diferentes que conduzem a ações distintas.
O
desafio maior hoje da avaliação não reside em aprovar ou reprovar, medir ou não
medir, mas sim em modificar o olhar do professor referente sua forma de
avaliação, seus instrumentos utilizados, os pesos destinados as habilidades
esperadas. Diante disso a concepção de avaliação que deve vigorar neste século,
é aquela que se colocar como atuação alimentadora da intervenção pedagógica.
Que fundamenta suas raízes na sistematização contínua da qualidade do
conhecimento construido pelo aluno, ocorrendo durante todo processo de ensino
aprendizagem. Essa também é a visão avaliativa encontrada nos PCNs que foca a
reflexão permanente da prática, pois este implica primordialmente em avaliar o
ensino oferecido, as dificuldades, as observações, com intuito de fazer uma
educação melhor.
REFERÊNCIAS
Vagula, Edilaine.
Organização e didática dos anos iniciais do ensino fundamental: pedagogia/
Edilaine Vagula, Sandra Regina dos Reis Rampazzo e marlizete Cristina B.
Steinle. – São Paul: Person Prentice Hall, 2009.
Luckesi, Cipriano C.
Avaliação do aluno a favor ou contra a democratização do ensino? In,; Avaliação
da Aprendizagem Escolar: estudos e proposição. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1995,
p. 66-80.
Barreto, Alba Siqueira de
Sá. A avaliação na educação básica entre dois modelos._Educação e Sociedade. V.
22 n. 75 Campinas ago. 2001.
Avaliação- um processo
intencional e planejado. Departamento de Educação Básica Grupos de Estudos
2008. 2° encontro.