domingo, 12 de agosto de 2012

Um gestor embasado nos princípios da Psicologia


                       A Psicologia como ciência que tenta delinear os mecanismos mentais humanos, tem nos últimos anos incorporado valores na concepção do “sujeito” perceptíveis nas tendências psicológicas e mentais decorrentes da psicogênese, ou seja, das diversas dimensões sobre o que é o ser humano. Diante das informações recolhidas durante décadas de estudos e dos processos e funções psíquicas que podem causar alterações no comportamento, o gestor- líder torna-se um portador de ideologias para a instituição administra.
                        Assim, liderar que por si só, já se constitui em uma atividade árdua, ao depara-se com atualizações das ferramentas e estratégias utilizadas na gestão de pessoas para atender a demanda de produtividade e qualidade desencadeada pelos avanços tecnológicos requer maior atenção visto tratar diretamente com a complexidade humana em seus mais diversos níveis. Na presença desta visão, o gestor escolar na atualidade tem na análise das relações ligadas aos aspectos morais e psicológicos em administração o que lhe concede uma interpretação ampla de como liderar pessoas dentro de uma perspectiva que deslumbra um novo modelo representacional e substantivo do líder. Neste sentido, não existe mapa que oriente o trajeto do líder, contudo, indicativos são ofertados pela Psicologia da Educação e Aprendizagem, dentre os quais o gestor pautará suas tomadas de decisões, ou seja, as ações aplicadas pelo gestor serão mais postura e coordenação do pensamento diante das peculiaridades do público. Deste modo, o gestor que imbui sua liderança na tríade: sentir, pensar e agir agregará maior grau de significância na formação de pessoas-cidadão dentro de um posicionamento critico.
                         Nesta perspectiva, o trabalho do gestor pressupõe um direcionamento de prática administrativa regulada na humanização provenientes da análise, observação e experimentação da Psicologia, em prol de uma administração dirigida a uma sociedade autônoma. Onde a motivação, o potencial de desenvolvimento e a capacidade de assumir responsabilidades concretizarão o objetivo do gestor, facilitar e criar condições adequadas para que pessoas possam comportar-se em equilíbrio aos interesses organizacionais, destarte as condições devem ser adequadamente planejadas para que os meios de ensino propiciem real contextualização do saber epistemológico com transposição direcionada a evolução do outro. Este perpassar dos ideais puramente administrativos de esfera burocráticos contribui para a formação de um ambiente de valorização da diversidade cultural no espaço de convivência denominado escola. Os fatores sociais e culturais desta entidade abrangem a compreensão de tempos e realidades distintas em uma intervenção na sociedade vigente. Portanto, o principio básico do conhecimento administrativo e de recursos humano é ter estabelecido a condição humana de identidade terrena e falha dos seres que integram o seu dia-a-dia.


                                                            Karla Wanessa Carvalho de Almeida

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