domingo, 19 de abril de 2015

RESUMO DO LIVRO: A REPRODUÇÃO INTERPRETATIVA NO BRINCAR AO FAZ DE CONTAS DAS CRIANÇAS

RESUMO

O eixo norteador do livro: A reprodução interpretativa no brincar ao faz de contas das crianças, é a abordagem interpretativa da socialização da infância. Essa nova perspectiva foi possível devido às evoluções teóricas na sociologia, antropologia e psicologia, onde a socialização/interação das crianças com seus pares são vista como uma rede social do desenvolvimento, comunicação e linguagem. A concepção do desenvolvimento social como um complexo produtivo-reprodutivo de densidade crescente e de reorganização do conhecimento cognitivo e competências linguísticas partem dos microcampos envolvendo a interação entre as crianças/adultos ou criança/criança. Para uma melhor compreensão o termo interpretativa captura os aspectos inovadores da participação das crianças na sociedade, indicando o fato de que as crianças criam e participam de suas culturas de pares singulares por meio da apropriação de informações do mundo adulto de forma a atender aos seus interesses próprios enquanto crianças. E o vocábulo reprodução significa que as crianças não apenas internalizam a cultura, mas contribuem ativamente para a produção e a mudança cultural, amplia também as circunscritas pela reprodução cultural. Isto é, crianças e suas infâncias são afetadas pelas sociedades e culturas das quais são membros. A vista disso, Cosaro, considera que uma mudança importante é o movimento da criança fora do seu meio familiar, apropriando-se criativamente de informações do mundo adulto para produzir sua propria cultura de pares tal apropriação é criativa e pode ser vista como uma reprodução interpretativa de acordo com a noção de dualidade da estrutura de Giddens. Assm, cultura de pares é um conjunto estável de atividades ou rotinas, artefatos, valores e interesses que as crianças produzem e compartilham na interação com seus pares. Onde a socialização é mais um processo reprodutivo do que um processo linear, sendo reprodutivo no sentido que as crianças não só internalizam individualmente a cultura adulta que lhes é externa, mas também se tornam parte da cultura e contribuem com negociações com adultos e da produção criativa de uma serie de culturas de pares. Cosaro, enfatiza com veemência o brincar sociodramatico, referindo-se ao brincar no qual as crianaçs produzem colaborativamete atividades de faz de contas que estão relacionadas com experiências de vidas reais (rotinas familiares e ocupacionais) por oposição aos jogos de fantasias baseados em narrativas de ficção, visto o mesmo contribuir para a quisição de competências comunicacionais e conhecimentos social das crianças. Cosaro justifica suas convicções pautado, nas pesquisas por ele realizadas, o livro trás dois exemplos, um dos campos de pesquisa foi o infantario privado, onde existiam as melhores instalações, propocionando alta qualidade nas atividades educativa, que tinha como público famílias de classe média e média-alta, que contava com salas são divididas em centros de atividades (áreas de reunião, a casinha, biblioteca, areas de jogo de construção e mesas para desenho e trabalhos manuais e tambem refeições e lanches, areas livre com equipamentos modernos escorrego, barras para escalar, balanço escorregadoresm cavalinhos). O segundo campo pesquisado é o JI Head Start enquadrado num programa de educação pré-escolar compensatório apoiado feralmente que valoriza o desenvolvimento de competências cognitivas e sociais, neste programa as familias tinham que apresentar rendimentos mínimos ou serem portadores de necessidades especiais, a maioria das crianças que o frequentavam eram negras. A presença de Cosaro nestas instituições foi observar com cautelosa atenção os mundos das crianaças por isso ele integrou as atividades de pares  como adulto atipico, participante periférico, onde ele se absteve de iniciar ou terminar um episódio, intervir numa atividade disruptiva, resolver disputas ou coordenar atividades, aasim ele tornou-se parte da atividade sem afetar drasticamente a natureza ou fluir das atividades de pares. Deste modo, o trabalho de pesquisa contou com uma micro análise multifacetada e centrada em estratégias discursivas que as crianças usam para gerar rotinas de pares que demonstram a natureza negociada e coletiva da interação ente pares e a significação da rotina na cultura de pares para captar o poder das atividades das crianças no grupo no contínuo desenvolviemento de competências sociais e conhecimento de certos elementos da cultura adulta para lidar com problemas práticos da cultura de pares local. Esta articulação não foi apenas uma questão de classificação ou simples imitação, visava solidificar as concepções desenvolvidas pelas crianças acerca do mundo sociodramático dos adultos e nele o seu lugar antecipado. No entanto, como é frequentemente, no caso de rotinas do brincar das crianças há avanços e recuos da cultura dos adultos para a cultura de pares, onde estudos mostraram que tanto crianças de classe média como de classe baixa recorrem amiúde a um estilo de linguagem autoritária quando assumem papéis de chefia, contudo a pesquisa realizada por Cosaro revela uma modificação temporal continua apesar das diferenças no conteúdo dos dois exemplos, ambas partilham de um conjunto de características que são ilustrativas da reprodução interpretativa. 

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