domingo, 19 de junho de 2011

FATORES QUE INTEFEREM NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DA EJA

AUTORA: JESSICA HONORIO DE SENA

REVISADO POR: KARLA WANESSA
INTRODUÇÃO
                           Perpassando brevemente sobre a história da educação de Jovens e Adultos ver-se que o combate ao analfabetismo surgiu no Brasil em nome do desenvolvimento, assim, o sujeito analfabeto era visto como pueril e marginalizado. Com o decorrer do tempo as mudanças da sociedade contemporânea configuraram as aprendizagens relacionadas ao mundo do trabalho e do consumo levando os jovens e adultos a voltarem à escola para adquirirem ferramentas de obtenção de sucesso pessoal e profissional que lhes foram privados mediante várias circunstâncias na infância.


FATORES QUE INTEFEREM NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DA EJA

                           Derivado de sua concepção original na década de 40 a EJA comporta um dos fatores que mais interferem no processo de ensino aprendizagem, que diz respeito ao aspecto pedagógico, entre os problemas apontados neste item encontram: o currículo (muitas vezes uma adaptação dos conteúdos do Ensino Fundamental), a formação inadequada dos professores, a prática de convocar voluntários (muitos sem preparo) para alfabetizar jovens e adultos e a polêmica em torno da idade mínima para matricular-se na EJA.                                       
                           Paulo Freire na década de 60 propôs uma reformulação pedagógica na EJA que se volta a compreender a realidade dos alunos. Embasado nesta concepção, hoje após tantas transformações os fatores que mais interferem no processo de ensino-aprendizagem da EJA consiste em compreender quem são os alunos que esta modalidade atende, procurando saber quais as suas intenções e motivações, visto que dentro desta analise se poderá elencar fatores cruciais relacionados à sua realidade de vivencia em sala de aula e conseqüentemente na aprendizagem. Geralmente os alunos da EJA são provenientes de grupos sociais desfavorecidos economicamente, que muitas vezes deixaram a escola a fim de trabalhar para sustentar sua família, outros tantos são desempregados, empregados temporários, etc., sem mencionar os problemas de aprendizagem e repetência sofridos pelos mesmos que implicam diretamente no processo de aprender.

                          Desta forma, estudar na EJA e aprender efetivamente representa um desafio a ser superado que demanda condições propicias, pois esses alunos possuem muita curiosidade e desejo de vivenciar experiências novas e que já possuem um repertório rico de senso comum. São pessoas que já possuem experiências de vidas oriundas de vários círculos sociais como: família, igreja, etc. Nesse sentido, o processo educativo não se caracteriza pelo recebimento, por parte dos educandos, de conhecimentos prontos e acabados, mas pela reflexão sobre os conhecimentos que circulam e que estão em constante transformação; educadores e educandos são produtores de cultura; todos aprendem e todos ensinam, são sujeitos da educação e estão permanentemente em processo de aprendizagem. Isso reporta a maneira de como se deve conduzir o ensino, pois a valorização de tais conceitos é de suma importância. Portanto, o ensino dever ir além da transmissão dos conteúdos, porque muitas vezes os alunos necessitam de conselheiros, amigos e facilitares para a superação de suas dificuldades.
                         Atualmente, são muitos os educadores que buscam incorporar ao trabalho um ensino infantilizado como na década de 40 com a chamada cartilha, ou primeiro guia de leitura, porque os mesmos seguem as propostas desenvolvidas para as crianças do ensino regular. Mas o público que freqüenta o ensino de jovens e adultos tem suas especificidades claras: são adolescentes e jovens pobres que, após realizar uma trajetória escolar descontínua, marcada por insucessos e desistências, retornam à escola em busca de credenciais escolares e de espaços de aprendizagem, sociabilidade e expressão cultural.
                           Consoante a este cenário, ver-se que por este caminho os alunos da EJA são submetidos a propostas e práticas inadequadas tanto aos seus perfis socioeconômico-culturais quanto às suas possibilidades e necessidades reais. Diante do exposto acima a única forma de melhorar os indicadores é respeitar as especificidades desse público, deste os documentos oficiais, quanto à construção de um projeto político pedagógico que contemple a realidade da EJA, mas, sobretudo a prática pedagógica desenvolvida em sala que dever encantar e apresentar novo aporte a esses educandos.


CONCLUSÃO
                            Após decorrer sobre os problemas enfrentados na modalidade de Educação Básica: EJA pode-se perceber claramente que historicamente o processo de ensino e aprendizagem neste campo configura uma série de circunstâncias que necessitam serem analisadas sob a ótica de tratar-se de um público com especificidades peculiares e neste sentido, fica clara a necessidade de guardar as devidas proporções quanto ao tipo de experiências vivenciadas por ele, esta valorização da realidade e do conhecimento de senso comum é o que Paulo Freire de mola propulsora da alfabetização que leva o sujeito político e consciente a criticar e transformar sua realidade.

REFERÊNCIAS

EJA em segundo plano. Disponível em:  http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/eja-plano-618045.shtml     Acesso em 19. Jun. 2011. 




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