terça-feira, 4 de março de 2014

ANÁLISE DO ARTIGO: UMA ESCALA PARA MEDIR A INFRAESTRUTURA ESCOLAR.

Por Elaine cristina

INTRODUÇÃO

                            A sociedade brasileira tem como característica sua grande riqueza cultural, alguns elementos dessa gama, encontra-se atrelados à educação, mas precisamente nas desigualdades regionais e interestaduais, especialmente em relação aos indicadores de transição, eficiência e efetividade do sistema educacional.
                           Pautados neste cenário, este trabalho aborda uma análise da realidade educacional brasileira, a partir de informações obtidas em pesquisa científica, denominada: UMA ESCALA PARA MEDIR A INFRAESTRUTURA ESCOLAR. O artigo parte do princípio estrutural das escolas e tenta responder: qual a infraestrutura adequada para que uma escola tenha condições de oferecer uma educação de melhor qualidade?

                          Entender as condições materiais das escolas brasileiras é de fundamental importância para o desenvolvimento de políticas públicas efetivas no campo da educação, bem como para a eficiência e eficácia dos gastos públicos.


INFRAESTRUTURA: UM CAMINHO PARA A QUALIDADE EDUCACIONAL

                         No Brasil, a responsabilidade pela oferta da educação básica é dividida entre estados e municípios, é justamente nessa divisão que se encontra grandes desigualdades regionais, principalmente na enorme disparidade entre redes públicas. No artigo UMA ESCALA PARA MEDIR A INFRAESTRUTURA ESCOLAR, base desde trabalho, os fatores de diferenças entre as escolas possibilitaram os autores aferir a infraestrutura das escolas por meio da construção de escala de “proficiência” com significado prático e objetivo, utilizando como ferramenta a Teoria de Resposta a Itens selecionados sobre Caracterização/Infraestrutura e Equipamentos do Censo Escolar 2011, participaram deste levantamento escolas públicas e privadas, rurais e urbanas. A interpretação da escala evidenciou que as escolas podem ser classificadas em quatro grandes níveis de infraestrutura escolar: elementar, básica, adequada e avançada.
                         Os resultados apresentam que 44% das escolas da educação básica brasileira apresentaram uma infraestrutura escolar elementar, apenas com água, sanitário, energia, esgoto e cozinha, outros 40% com infraestrutura básica, essas escolas dispõe de água, sanitário, energia, esgoto, cozinha, sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora. Apenas 15,5% das escolas brasileiras têm características mais sofisticadas, ou seja, escolas classificadas como tendo infraestrutura escolar adequada e avançada.
                         Quanto ao aspecto geográfico, à pesquisa exibe dados impactantes, a diferença social da realidade educacional reporta a historicidade da região e como se sucedeu seu processo de expansão econômica. Deste modo, observa-se que, do total de 24.079 escolas localizadas na Região Norte, 17.090 (71%) estão no nível de infraestrutura elementar. Das escolas localizadas na Região Nordeste, a porcentagem de escolas no nível elementar é de 65%. Nas outras três regiões, a maior porcentagem de escolas está no nível básico. Para qualquer uma das regiões, a porcentagem de escolas no nível avançado é sempre menor que 2%.
                        Constatou-se, quanto à localização geográfica em zonas urbana e rural, que apenas 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria. A desigualdade existente entre as escolas brasileiras, especialmente entre as entidades mantenedoras é expressa com as seguintes informações: 62,5% das escolas federais estão nas categorias Adequada e Avançada, 51,3% das escolas estaduais estão na categoria Básica, 61,8% das escolas municipais estão na categoria Elementar e 72,3% das escolas privadas estão nas categorias Elementar e Básica.
                         A desigualdade presente na realidade social brasileira aparece na infraestrutura das escolas, ou seja, as escolas mais carentes se localizam, em geral, nas áreas de menor nível socioeconômico. Logo, as informações apresentadas na pesquisa leva em consideração uma série de aspectos que interferem decisivamente  no cotidiano dos professores, a infraestrutura, ou seja, os aspectos relativos ao ambiente de trabalho constituem-se em um desafio, pois, a falta de conforto e adequação faz com que as aulas não rendam o esperado. Isso não é novidade, pois é notória a precariedade no cotidiano da vida escolar. Esses resultados demonstram o quanto ainda é preciso avançar para proporcionar aos estudantes um ambiente escolar adequado aos propósitos de uma educação de qualidade, que permitirá uma real inclusão social.
                        É inegável, que nossas escolas continuam sendo produto e produtoras de exclusões sociais, dos mais diversos tipos. A Inclusão social  é um termo amplo, referente a questões sociais variadas, faz referência à inserção de pessoas consideradas excluídas dentro da sociedade, no caso da pesquisa o fator é as condições socioeconômicas das regiões em estudo. Para uma efetiva inclusão social nas escolas brasileiras é necessário que sejam estabelecidos padrões de acessibilidade nos espaços escolares, a fim de que seja ambiente fértil para produzir e reproduz conhecimentos, e cumpra seu papel, como prática social. Diante deste cenário, é necessário desenhar estratégias, elaborar planos de ação, estabelecer prioridades para uma agenda de investimentos e estabelecer políticas focadas em cada uma das categorias.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
  
                        A pesquisa trazida no artigo: UMA ESCALA PARA MEDIR A INFRAESTRUTURA ESCOLAR, ressalta a contribuição política e social do tema em foco. Percebe-se ao longo da análise que o Brasil encontra-se longe da equidade entre as escolas e consequentemente na aprendizagem.  Assim, fica transparente a necessidade de políticas públicas que visem diminuir as discrepâncias existentes, bem como promova condições de infraestrutura escolares mínimas para que a aprendizagem possa ocorrer em um ambiente favorável.


REFERÊNCIAS

 NETO, Joaquim José Soares. JESUS, Girlene Ribeiro de. KARINO, Camila Akemi. ANDRADE, Dalton Francisco de. UMA ESCALA PARA MEDIR A INFRAESTRUTURA ESCOLAR. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1786/1786.pdf  Acesso em 07. Out. 2013. 

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