domingo, 9 de outubro de 2011

Boas práticas das escolas


                            O UNICEF adota a expressão “boas práticas” para indicar um conjunto de procedimentos, atividades, experiências e ações que apresentam resultados positivos na melhoria da aprendizagem de crianças e adolescentes. A sistematização dessas práticas é analisada sob o enfoque de sua pertinência pedagógica, da coerência com a abordagem de direitos das crianças e dos adolescentes, de sua consolidação no dia-a-dia da escola e de seu potencial de ser reaplicado em outras escolas. Importante dizer que uma boa prática funciona como uma sugestão ou uma orientação e não deve constituir-se em receita pronta. A identificação de boas práticas serve, portanto, como inspirações para políticas, diretrizes e mesmo ações que possam contribuir para a melhoria da aprendizagem de crianças e adolescentes.
                           As práticas pedagógicas formam o conjunto central das atividades que propiciam a aprendizagem das crianças e dos adolescentes dentro da escola. A maior parcela de responsabilidade sobre o sucesso ou fracasso da escola na aprendizagem de seus alunos é atribuída a essas práticas. Não existem receitas prontas para que boas práticas pedagógicas sejam desenvolvidas pelos educadores. Mas é correto dizer que as práticas não nascem do vazio, ou apenas do desejo ou das boas intenções de professores, coordenadores, gestores ou mesmo dos alunos e de suas famílias. Elas são fruto da soma de condições objetivas e do compromisso de todas as pessoas participantes do cotidiano da escola com a qualidade do ensino que será oferecido a cada criança e adolescente.
                          É parte das condições objetivas a formação inicial e continuada dos professores; a capacitação dos funcionários; o modelo e os procedimentos da gestão escolar; a infra-estrutura e as condições materiais da escola; a definição clara dos objetivos a que a escola se propõe em relação à formação dos alunos; o grau de participação de diretores, professores, funcionários, alunos, pais e parceiros da escola; a possibilidade de trabalho coletivo; o acompanhamento e avaliação permanente do trabalho desenvolvido; e a boa articulação com a rede e com seus organismos de gestão. Para serem fortes e efetivas, as práticas demandam uma atitude atenta e cuidadosa no planejar, realizar e avaliar cada passo, com a participação de todos. Afinal, não são eternas ou imutáveis. O impacto das práticas pedagógicas na aprendizagem das crianças está ligado ao seu potencial de mobilizar a participação dos alunos, de permitir a interdisciplinaridade, de abrir as portas para a integração com a comunidade fora dos portões da escola. Os projetos pedagógicos interferem também positivamente na modificação dos padrões de avaliação de desempenho dos alunos. Os projetos de ensino são desenvolvidos nas salas de aula e em outros espaços na escola e fora dela. Muitos envolvem mais de um professor e, às vezes, mais de uma turma. Alguns integram disciplinas diferentes. Outros tomam forma de oficinas, envolvendo teatro, música, produção de textos, de programas de rádio ou recursos de informática. Alguns projetos são apresentados fora da escola, na forma de eventos socioeducativos, promovendo a integração com a comunidade.

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